Porque comemos tanto?

Por , em 17.08.2012

Essa situação com certeza lhe é familiar: não importa o quanto você já tenha comido, ainda há espaço para mais um pedaço de pizza, de bolo, de chocolate…

Porque a gente come tanto? Porque nunca cansamos dessas besteiras deliciosas e gordurosas?

Porque nosso organismo é incapaz de nos ajudar a parar de comer. Em tese, nós temos um sistema no organismo que serve para
evitar que comamos em excesso, nos dizendo que já estamos cheios, mas ele não é capaz de superar nossos instintos humanos antigos.

Instintos esses que vêm dos nossos ancestrais, que ainda viviam nas cavernas. Naquela época, o alimento não era abundante como hoje. Eles dependiam de caças temporárias, ou de encontrar frutos, então, quando tinham acesso à comida, aproveitavam para comer tudo o que podiam e mais um pouco.

O sistema x junk food

Quando nosso estômago está vazio, produz um hormônio chamado grelina, o “hormônio da fome”, que interage com um neurotransmissor no cérebro chamado NPY, que então é ativado para que você saiba que tem que comer. Quando o estômago está cheio, produz outra substância, chamada leptina. A leptina (conhecida como “hormônio da obesidade”, já que existe em maior nível nos obesos) tem o efeito contrário, fazendo com o que NPY “desligue” sua fome.

A visão de alimentos gordurosos e doces, ricos em energia, dispara um instinto pré-histórico que diz que temos que nos alimentar. Antes, nós tínhamos que aproveitar cada comida que encontrávamos para sobreviver, então, mesmo que já estivéssemos alimentados, precisávamos comer para armazenar gordura, como qualquer outro animal na Terra.

Só que hoje em dia, esse tipo de alimento está em todos os lugares, ou seja, é amplamente acessível. Fica difícil para nosso organismo evitar que nós nos entreguemos a esse instinto, o que faz com que entremos em um círculo vicioso que interfere com o mecanismo grelina-leptina, e, consequentemente, nos faz engordar.

Então quer dizer que, para emagrecer, temos que passar fome. Não exatamente. É só ter uma alimentação saudável e praticar exercício. Bem fácil, né?[Gizmodo]

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5 comentários

  • Aristóteles Benício:

    Me ajuda aí, ô Darwin. Instintos primitivos inscritos nos genes depois de milhares de gerações não podem ser controlados pela educação ou pelo que quer que seja. Serão necessários outros milhares de gerações para que haja a possibilidade de que esse comportamento, SE desvantajoso e não compensado, diminua sua presença no pool genético. E aí com diminuição gradativa E SE os comportamentos concorrentes levarem a vantagem reprodutiva, teremos uma espécie sem tanta facilidade de comer loucamente e engordar. Mas isso é um processo loooooooooooooooooooooooooongo e de minúúúúúúúúúúúúúúúúúúsculos incrementos sucessivos, atrelados à dicotomia condicionante da vantagem/desvantagem reprodutiva.

    Querer controlar instinto tão básicos, essenciais e reptilianos, com “conscientização escolar” e chantageando com a fome dos africanos é como tentar fazer alguém aprender a espirrar de olhos abertos. Está inscrito no inconsciente. É vegetativo. O consciente não alcança. Simplesmente NÃO ROLA.

  • Leandro W.S:

    Esta imagem me deixou com fome, omg.

  • gloria:

    Comemos demais porque temos muita comida em oferta. Onde há pouca comida , como em alguns países africanos, ou países pobres como o Haiti e outros ,muita gente morre por falta de comida, muito me intristece quando uma mãe diz q o filho ñ gosta disso ou daquilo, q precisa leva-lo ao médico para o filho comer verdura e legumes. Enquanto pessoas comem terra e folhas de árvores por ñ terem o q comerEssa vida é mesmo madrasta!

  • Jfstock:

    Por que vocês nunca sabem como usar a regra do “porque” do jeito certo? Os títulos não aceitam ortografia correta?

  • jodeja:

    Essa situação realmente nos é familiar, mas, de acordo com o que aprendemos e vamos tomando conhecimento, não devemos continuar a considerar que ainda vivemos na caverna. Porque desde o jardim da infância não é ensinado às crianças a se alimentarem de maneira mais correta? Os cientistas sabem disso muito bem, acontece que as grandes empresas de alimentação também sabem, aí…

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