Quase metade dos adultos do mundo terão sintomas do trato urinário em 2018

Por , em 28.09.2011

De acordo com uma pesquisa da edição de outubro da revista de urologia BJUI, quase metade de todos os adultos com mais de 20 anos experimentarão pelo menos um sintoma do trato urinário inferior (STUI) até 2018, um número estimado de 2,3 bilhões de pessoas em todo o mundo e um aumento de 18% em apenas uma década.

Outras questões como incontinência também irão aumentar, com a América do Sul, Ásia e regiões em desenvolvimento da África sendo particularmente afetadas pelas condições, que são mais comuns quando as pessoas envelhecem.

“Nosso estudo sugere que os sintomas urinários e de bexiga já estão altamente prevalentes em todo o mundo e que essas taxas vão aumentar significativamente com o envelhecimento da população”, diz a principal autora do estudo, Debra Irwin.

Essas descobertas levantam uma série de importantes questões mundiais que terão de ser enfrentadas como uma questão urgente por clínicos e especialistas em saúde pública, se quisermos prevenir e gerenciar essas condições.

A equipe de pesquisa calculou o número e a prevalência de indivíduos com idade entre 20 anos ou mais afetados por cada condição em 2008, utilizando dados sobre sexo e idade a partir de duas fontes principais, que são estimativas mundiais e regionais e um estudo com mais de 19.000 homens e mulheres em cinco países.

Os dados foram então extrapolados para fornecer estimativas de 2013 e 2018 para os sintomas do trato urinário inferior (STUI), bexiga hiperativa (BH), incontinência urinária (IU) e STUI sugestivo de obstrução vesical (STIU/SOV), usando as definições dos sintomas atuais da Sociedade Internacional de Continência.

As principais conclusões da análise incluem:

• A prevalência mundial de STIU irá aumentar para cerca de 46% até 2018, afetando 47% das mulheres e 45% dos homens.
• Entre 2008 e 2018, o número de pessoas com pelo menos um STIU terá crescido em 18%, afetando cerca de 2,3 bilhões de pessoas, com o maior aumento na África (30%), seguido pela América do Sul (20,5%), Ásia (20%), América do Norte (16%) e Europa (2,5%).
• BH terá aumentado 20% entre 2008 e 2018, afetando cerca de 546 milhões de pessoas, com o maior aumento na África (31%), seguido pela América do Sul (22%), Ásia (22%), América do Norte (18%) e Europa (4%).
• IU terá aumentado 22% entre 2008 e 2018, afetando cerca de 423 milhões de pessoas, com o maior aumento na África (31%), seguido pela América do Sul (25%), Ásia (24%), América do Norte (18 %) e Europa (5%).
• STIU/SOV terá aumentado 18,5% entre 2008 e 2018, afetando cerca de 1,1 bilhão de pessoas, com o maior aumento na África (30%), seguido pela América do Sul (21%), Ásia (20%) América do Norte (16%) e Europa (3%).

Os pesquisadores acreditam que o estudo sublinha a necessidade clara e urgente de melhorar a conscientização, prevenção, diagnóstico e gestão dessas condições. Para isso, programas internacionais e nacionais que aumentam a consciência pública, educação dos médicos e implementação de campanhas de saúde pública poderão ajudar a alcançar o objetivo.

Os programas de saúde pública têm que ser adaptados por região, porque os países são muitas vezes diferentes em seus recursos de saúde, orientações de tratamento e percepções sociais.[ScienceDaily]

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