Raríssimo cervo de duas cabeças é encontrado em Minnesota

Por , em 16.05.2018

Um filhote de veado de duas cabeças foi encontrado morto em uma floresta do Minnesota em 2016. O animal foi congelado até que pudesse ser pesquisado da melhor forma possível, por isso a história só veio à tona dois anos depois.

“É incrível e extremamente raro”, diz o especialista em cervos Gino D’Angelo, da Universidade de Georgia (EUA), que estudou a pequena carcaça. “Nem podemos estimar a raridade disso. Entre os milhões de filhotes de veados nascidos anualmente nos EUA, há provavelmente anormalidades que acontecem na natureza mas nós não ficamos sabendo”, diz ele.

O filhote de duas cabeças encontrado em 2016 era na verdade dois fetos unidos pelo corpo. Esses são os primeiros gêmeos conhecidos que passaram pela gestação toda. Todos os outros casos de gêmeos siameses só foram observados dentro do útero.

Gêmeos conectados são mais comuns em animais domésticos, como gatos, carneiros e vacas. Entre apenas 19 casos de gêmeos siameses selvagens conhecidos na literatura científica entre os anos de 1671 e 2006, apenas 5 eram de cervos.

Os gêmeos foram encontrados limpos e secos, recém-nascidos, mas já sem vida. Eles foram enviados para o Departamento de Recursos Naturais de Minnesota para serem congelados e estudados. A equipe realizou uma necropsia completa, ressonância magnética e tomografia computadorizada.

Eles observaram que os filhotes tinham um corpo, mas a espinha dorsal se dividia em dois no tórax. Havia dois pescoços e duas cabeças separadas. Os pulmões, quando colocados na água, afundaram, o que significa que eles nunca respiraram ar e que os filhotes nasceram mortos.

A anatomia mostra que não havia como esses filhotes sobreviverem, já que havia dois sistemas digestivos mas apenas um estava conectado ao ânus. Havia dois corações e dois baços, mas apenas um fígado malformado.

“A anatomia indica que os filhotes não seriam viáveis. Mas eles foram encontrados bem cuidados pela mãe e em uma posição natural, sugerindo que a mãe tentou cuidar deles depois do nascimento. O instinto materno é muito forte”, diz D’Angelo.

Os filhotes serão expostos na central do Departamento de Recursos Naturais de Minnesota em St. Paul, Minnesota, para quem quiser vê-los de perto. Um artigo científico relatando as observações foi publicado na revista The American Midland Naturalist. [Science Alert]

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