Superbot: O Transformer da vida real

Por , em 24.06.2009

A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, pretendia construir um robô que começasse como cem blocos jogados de um avião no deserto, que então iriam se reconfigurar como um veículo que se dirigiria até uma duna. Chegando lá, ele iria formar “pernas” e escalaria a duna de areia. Quando chegasse ao topo, o robô se transformaria em uma estufa, protegendo um grupo de sementes por duas semanas.

Apenas 20 dos esperados cem módulos foram construídos durante dois anos desse projeto mirabolante, mas juntos, esses pedaços são conhecidos como Superbot. Wei-Min Shen, diretor do Laboratório de Robótica Polimórfica da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que o robô está sendo feito para aliviar uma necessidade financeira: “Podemos construir vários robôs, com cada um fazendo uma coisa, mas isso seria muito caro”.

Similar aos robôs do filme “Transformers”, o Superbot consegue sofrer mutações na sua forma e utilização – mas não consegue se transformar em caminhões ou jatos, como no filme. Mesmo assim, pesquisadores esperam que no futuro robôs similares ao Superbot possam decidir quando e onde mudar de forma para se adaptar ao ambiente ou às tarefas que precisa realizar.

Andando e girando

Até agora o Superbot consegue fazer combinações de duas, quarto ou seis pernas, além de se movimentar como uma cobra ou mesmo como uma lagarta. Algumas das combinações conseguem até mexer em cordas. “Se ele precisar escalar algo, ele consegue criar pernas”, afirma Shen. “Se precisa descer um morro, ele pode se transformar em uma roda e simplesmente girar”.

O Superbot também consegue se auto-reparar e se montar sozinho, pois cada módulo é um robô independente, que “fala” com os outros através de comunicação por rádio e raios infravermelhos. “Uma de nossas demonstrações mostra que podemos cortar o robô ao meio, e assim temos duas cobras independentes”, diz Shen. O segredo para isso, segundo ele, é que o robô não tem um sistema “cerebral” central.

Construindo um robô

Várias agências militares, além da NASA, mostraram interesse no robô. Entretanto, vários passos têm que ser tomados antes que o Superbot possa agir de modo totalmente autônomo. “Temos que dizer aos módulos que forma eles têm que formar”, diz Shen. “O próximo passo é deixá-los decidir”.

Uma solução para isso é olhar para a biologia: Shen e sua equipe estão trabalhando na formulação de “hormônios digitais”, que simulariam o modo que os hormônios afetam a mente e o corpo. A referência biológica não é a primeira: a equipe costuma se referir aos módulos do Superbot como células-tronco robóticas.

Uma versão mais evoluída do robô pode ajudar a NASA a criar uma estação espacial totalmente auto-suficiente, e ajudar a eliminar as caras expedições feitas por astronautas para consertar peças exteriores da nave espacial, por exemplo. [Live Science]

Veja abaixo demonstrações de várias configurações do robô:

Cobra

Roda

Pernas

Espiral rolante

Reconfigurando

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2 comentários

  • Anônimo:

    Dar um braço robótico a alguém, pode significar que essa pessoa é bem mais forte do que uma pessoa comum. Caso ocorra falha mecânica ao apertar a mão de alguém… talvez a outra pessoa também precise de uma mão ou braço robótico.

    EU AMO A ROBÓTICA!!!

  • Marcelino Nunes de Moraes:

    Tenho lido todas as reportagens que é postada aqui, de grande relevancia para a sociedade.
    Quanto a utilização de robôs, vejo que a ciência desenvolve-se dia a dia, tentar usar partes eletrônicas em pessoas, mutiladas por acidente ou por nacimentos e o inicio de um desenvolvimento, que tem tem que ser aceito a qualquer forma. Fazer certos seguimentos da sociedade, por exemplo a as igrejas, a ceitar isso como permissão de Deus. É uma qualidade de vida e estima pessoal e uma valorização a ciência.

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