Tubarões brancos caçam como Hannibal Lecter

Por , em 23.06.2009

O grande tubarão branco pode ter algumas coisas em comum com serial killers humanos, como o assassino Hannibal Lecter, da franquia dos filmes “Silêncio dos Inocentes”. De acordo com um novo estudo, os tubarões, assim como os assassinos humanos, não atacam aleatoriamente, e sim escolhem e seguem vítimas específicas.

Os tubarões ficam observando suas presas a uma distância segura, caçam estrategicamente e aprendem com tentativas anteriores. Pesquisadores usaram o método de estabelecer um perfil, assim com é utilizado com serial killers, para analisar como o predador dos mares caça. Neil Hammerschlag, co-autor do estudo e pesquisador da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, afirma que os tubarões têm um modo de operação único. “É mais do que os tubarões observando na água, esperando para ir atrás da presa”, afirma.

Hammerschlag já observou mais de 340 focas sendo atacadas pelo grande tubarão branco em uma ilha na África do Sul. Ele afirma que os tubarões poderiam ter observado e atacado no local onde as focas se encontravam, mas não era bem assim. De acordo com o pesquisador, as observações feitas pelos tubarões aconteciam a uma média de 90 metros de distância da presa – perto o bastante para observar, mas não o bastante para que a vítima consiga ver o tubarão. Os ataques costumam acontecer quando já está escuro. Os tubarões preferem quando as vítimas são jovens e estão sozinhas, e também preferem atacar sozinhos, vindo por baixo, sem serem avistados.

Apesar da comparação com os serial killers, Hammerschlag lembra que o grande tubarão branco ataca para comer e sobreviver, enquanto os assassinos atacam pela emoção. “Os dois têm o mesmo objetivo, que é encontrar um alvo, vítima ou presa”, afirma D. Kim Rossmo, co-autor do estudo. “Eles têm que espreitar, têm que ser eficientes em sua busca”, diz.

R. Aidan Martin, pesquisador canadense de tubarões, encontrou em um livro um relato sobre uma nova metodologia criminal, chamada de perfil geográfico, que tenta encontrar criminosos tendo como base os padrões de locais que eles realizam seus ataques. Martin entrou em contato com Rossmo, e então levaram a metodologia para a estratégia de caça dos tubarões brancos.

Martin e Hammerschlag observaram os tubarões e aplicaram as técnicas do perfil geográfico, que mostrou que acontecia mesmo uma perseguição ali. Tubarões mais velhos tinham mais sucesso e eram mais espertos que os mais jovens, demonstrando que acontecia um aprendizado de caça, afirma Hammerschlag. O estudo foi feito em apenas um local, mas os princípios devem se aplicar a tubarões em outros locais.

Hammerschlag afirma que os estudos não podem se aplicar aos ataques a humanos, pois eles são pouco freqüentes. Ele também diz que, se você tem medo de ataques de tubarões, ter noção de onde eles geralmente atacam é um bom jeito de saber que lugares evitar.

Outros animais, como leões, também revelam estratégias em seus ataques, de acordo com Hammerschlag. George Burgess, pesquisador de ataques de tubarão da Universidade da Flórida (EUA), que não participou do estudo, afirma que os cientistas apenas usaram uma nova ferramenta para mostrar o que já se sabia: “Tubarões são como qualquer outro predador que tenha desenvolvido padrões para os ataques, o que é obviamente vantajoso para uma espécie”, diz. [MSNBC]

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3 comentários

  • danielle:

    ki massa esses tubarões

  • Juvanildo:

    Isso é o que eu chamo de ter pegada.

  • Armando Batista de Oliveira:

    Gostei muito dos papeis de parede, continuem publicando pois isso só faz engrandecer quem tira linda fotos tão reais como essas. Um abraço para essa equipe tão competente. Gostaria de receber uns papeis de parede de dos predadores do mar pois só faz me engrandecer. Tenham um boa noite.

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