Nova tumba cheia de múmias é descoberta no Egito

Arqueólogos egípcios anunciaram a descoberta de uma tumba de mais de 3.500 anos, da época do faraó Tutancâmon e da rainha Nefertiti. Foi na XVIII dinastia egípcia que nasceu e morreu o principal habitante da tumba, um nobre chamado Amenmhat, que passou sua vida como ourives e vendedor de joias.

Amenemhat viveu entre 1567 a.C. e 1320 a.C., e seu local de descanso final foi descoberto na necrópoles de Dra’ Abu el-Naga, perto do Vale dos Reis, onde os faraós do Novo Império do Egito construíam suas criptas.

Enquanto vivo, o ourives trabalhou na cidade de Luxor, a 500 km ao sul de Cairo, e 7 km do Vale dos Reis. Ele produzia joias finas para as elites, incluindo a família real.

Em sua tumba, localizada perto da margem oeste do rio Nilo, estão outros nobres e membros do governo. Sua riqueza e decoração não são tão impressionantes quanto uma tumba real, mas ainda assim contém tesouros como uma enorme escultura do ourives e sua esposa, ao lado de uma estátua menor do filho do casal.

Até o momento, arqueólogos encontraram duas câmaras nesta cripta, que contêm múmias, sarcófagos, máscaras funerárias de madeira, estátuas e cerâmica. Em uma das câmaras há três múmias com os crânios expostos, mas ainda não se sabe se estes eram membros da família de Amenemhat.

Uma constatação interessante feita pelos pesquisadores é que esta não é a primeira vez que a tumba foi aberta. Apesar de o local ter sido descoberto pela primeira vez na era moderna, a cripta já foi aberta há três séculos.

“Outros claramente reutilizaram esta tumba e exploraram o local em tempos antigos. Provavelmente é por isso que as cabeças estão descobertas”, afirma o arqueólogo Mostafa Waziri, ao The New York Times.

A tumba pode ter sido reutilizada entre 1070 a.C. e 664 a.C., quando múmias das XXI e XXII dinastias foram sepultadas na cripta.

A equipe de pesquisadores já sabe o que causou a morte de uma mulher de 50 anos, que foi sepultada ao lado dos dois filhos. Ela mostra sinais de ter morrido de doença bacteriana que atacou seus ossos.

O estudo do local ainda deve trazer muitas novas informações. Cerca de 50 cones funerários – tampas de cerâmica que eram colocados nas entradas de tumbas – foram encontrados na região próxima à cripta de Amenemhat. Acredita-se que 40 delas pertençam a quatro outros governantes cujos corpos ainda não foram descobertos.

“Isso é um bom sinal. Significa que se continuarmos escavando nessa área, vamos encontrar mais tumbas”, explica Waziri.

Esta descoberta pode ajudar a melhorar o turismo no Egito, que tem diminuído nos últimos anos, e também deve trazer mais informações importantes sobre as pessoas que viviam no local durante este fascinante período da história antiga.

A equipe envolvida nesta escavação adianta que mais novidades devem ser anunciadas no mês de outubro de 2017. Segundo o ministro de antiguidades do Egito, Zahi Hawass, até agora, apenas 30% dos monumentos egípcios foram encontrados. “O Egito moderno foi construído em cima do Egito Antigo. 70% ainda está enterrado”, disse ele ao jornal The Guardian. [Science Alert]

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (8 votos, média: 4,88 de 5)
Curta no Facebook:

Deixe uma resposta