Vacina contra a gripe pode reduzir risco de ataque cardíaco

Por , em 21.09.2010

Vacinar-se contra a gripe pode ser uma boa ideia não apenas pelos motivos óbvios. Segundo um novo estudo, adultos de meia-idade e idosos que receberam a vacina da gripe podem ser menos propensos a sofrer de um ataque do coração no ano seguinte do que aqueles que não tomaram a vacina.

Não é a vacina em si que previne ataques cardíacos. Os resultados do estudo são baseados na evidência de que a infecção por gripe pode provocar ataques cardíacos em algumas pessoas, e sua prevenção através da vacinação pode reduzir esse risco.

Pesquisadores britânicos compararam os registros médicos de 16.000 pacientes que tiveram seu primeiro ataque cardíaco e tinham 40 anos ou mais, com os registros de cerca de 62.700 pessoas que não tinham histórico de ataque cardíaco e serviram como grupo de controle.

Dos pacientes que tiveram ataque cardíaco, 53% tinham recebido a vacina contra a gripe no ano anterior. Números parecidos apareceram no grupo de controle, onde 51% tinham recebido a vacina.

Porém, quando os pesquisadores adicionaram uma série de outros fatores de risco de ataque cardíaco, como pressão arterial elevada, diabetes, tabagismo e histórico familiar de doença cardíaca, eles descobriram que a vacinação contra a gripe foi associada com uma redução de 19% nas probabilidades de sofrer um ataque cardíaco durante o próximo ano.

Além disso, os que tomaram a vacina um pouco antes da época de gripe (inverno) foram relacionados com um forte efeito protetor da vacinação (21% de redução do risco de um primeiro ataque cardíaco), enquanto os que tomaram a vacina somente na temporada de gripe tiveram apenas 12% de redução do risco.

O tipo de pesquisa aplicado não pode indicar causa e efeito. Também não diz em que grau uma vacina contra a gripe pode cortar o risco absoluto de uma pessoa ter um ataque cardíaco. Mas uma teoria sobre a proteção causada pela vacinação é que a reação inflamatória desencadeada pela infecção da gripe, que pode incluir o aumento na coagulação do sangue, pode levar a ataques cardíacos em pessoas vulneráveis.

Ainda assim, o estudo não é 100% conclusivo, pois pode ter havido outras diferenças entre os que tomaram e os que não tomaram a vacina contra a gripe que poderiam explicar o risco menor de ataque cardíaco.

No entanto, os resultados apóiam estudos anteriores que ligam a vacinação contra a gripe a uma diminuição do risco de ataque cardíaco. Isso inclui dois testes clínicos em que as pessoas com doença cardíaca estabelecida foram aleatoriamente designadas para receber a vacina contra a gripe ou não – o tipo de estudo considerado excelente para mostrar causa e efeito.

Os pesquisadores alertam que é necessário mais testes clínicos para saber se a redução de ataque cardíaco ocorre só em pessoas com doença cardíaca subjacente, ou em todas as pessoas que tem fatores de risco para doença cardíaca.

A equipe do estudo recomenda e reforça que todos os adultos de meia-idade e os idosos devem tomar a vacina contra a gripe, não só pela potencial redução de ataques cardíacos, mas para evitar hospitalizações e complicações fatais, como a pneumonia, advindas da gripe. [Reuters]

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5 comentários

  • Assis Paiva:

    Realmente Cristiane o descaso com a saúde Pública é enorme porém estes procedimentos dos quais citou e valido mais no entanto o suporte em relação ao uso de EPIS,deixa a desejar pois a saúde no nosso Brasil é uma….

  • samuel silva:

    so sei q levei ingecão nas nadegas contra gripe e estou sentindo tonturas e vendo coisas mas esta passando.aleluia

  • Everton Carlos da Costa Cardoso:

    Não é mais recomendado injeção no músculo do braço. o correto é fazer o procedimento nos músculos das nádegas.

  • Sabrina Gomes:

    A matéria é bem interessante, assim como a foto. Todos sabemos que o uso de EPI’s é obrigatório, não só para própria proteção, como a do cliente. No entanto, na foto percebemos o descaso com algo tão importante e OBRIGATÓRIO que é o uso de luvas em qualquer procedimento, principalmente em procedimentos invasivos como vacinação. Penso que os profissionais em saúde devem ser mais capacitados, e a população também, para não aceitar técnicas erradas, e que podem comprometer sua saúde. Att. Academica de Enfermagem (7ºperiodo) Sabrina Gomes.

    • Cristiane:

      Fui no posto de saude do Flamengo-RJ e a “profissional” nao lavou as maos, nao usou luvas, nao passou alcool na perna… Isso nao acontece em clinicas particulares, se nao a Anvisa passa logo por lá…

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