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ANDRÉ MARQUES em 21.10.2009 as 7:34 e atualizado em 22.10.2009 as 14:45

alho
Alho

Durante séculos, o alho foi exaltado não só por sua versatilidade na cozinha, mas também devido às suas propriedades medicinais.

Sejam quais forem as razões, estudos parecem dar suporte a um efeito do condimento. Cientistas britânicos acompanharam 146 adultos saudáveis por 12 semanas, de novembro a fevereiro, em um estudo publicado em 2001, com o método duplo cego (nem as cobaias nem os administradores do experimento sabiam que estava tomando placebo). Aqueles que foram aleatoriamente selecionados para receber um suplemento diário de alho tiveram 24 resfriados durante o período, comparado com 65 no grupo que recebeu placebo (pílula falsa, cuja substância não tem efeito algum no organismo).

O grupo do alho ficou doente durante 111 dias no total, enquanto que o outro grupo ficou mal por 366 dias. Ou seja, os que receberam o suplemento de alho regularmente também se recuperavam mais rapidamente.

Além do odor, os pesquisadores perceberam poucos efeitos colaterais, como náusea e erupções cutâneas.

Uma possível explicação para tantos benefícios é que um composto chamado alicina (óleo volátil sulfuroso), o principal componente biologicamente ativo do alho (é a substância que causa o odor característico do alimento), bloqueia enzimas que desempenham um papel em infecções bacterianas e virais. Ou talvez as pessoas que consumiram alho o suficiente simplesmente repeliram as demais pessoas, e assim ficaram livres de seus germes.

Em um relatório desse ano no The Cochrane Database of Systematic Reviews (em português, Banco de Dados de Revisões Sistemáticas Cochrane, em referência ao herói nacional do Reino Unido, Thomas Cochrane), cientistas que examinaram essa pesquisa argumentaram que, embora a evidência seja contundente em relação às propriedades preventivas do alho, mais estudos são necessários.

Eles colocaram que ainda não estava claro se faria alguma diferença ingerir alho bem no começo do resfriado, em vez de fazê-lo durante semanas antes de pegar a doença.

Conclui-se, então, que a pesquisa é limitada, mas que, mesmo assim, sugere que o alho pode realmente ajudar a afastar os resfriados. [NY Times]


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8 Comentários »

  1. Não entendi.
    Se a experiência durou 12 semanas (84 dias) como o resultado final ficou em 111 e 366 dias em que as pessoas ficaram doentes das que usaram o remédio e usaram placebo, respectivamente.
    Me confundiu isso.

  2. deve ser a somatoria dos dias em q os pacientes estavam doentes

  3. Idependentemente de como tenha sido feito a experimentação, o fato é que todo e qualquer fitoterápico deve ser testado previamente para se ter certeza de que a pessoa responderá, ou não a esta, ou aquela erva.
    Ou seja, em fitoterapia, assim como na homeopatia, existem mais de 50 possibilidades, para cada sintoma, sinal, ou mesmo doença propriamente dita, a certeza só poderá ocorrer através da medição da resposta individual a cada erva.
    Por exemplo, para diabetes existem mais de 100 ervas diferentes e que funcionam de modo intensificado, a depender da forma como são preparados, por exemplo: pata-de-vaca, insulina vegetal, quixabeira e jambolão, são apenas alguns exemplos desta lista.
    Querer achar que o alho é a solução para os casos de resfriado é um erro menos ruim, do que achar que o tamiflu pode servir para o mesmo propósito, tendo em vista que o tamiflu é um derivado do anis estrelado chinês, e por ser importado tem eficácia menor em nosso meio do que na China.

  4. De fato, os dias em que as pessoas ficaram resfriadas é maior do que o tempo de pesquisa pois, como disse o Bruno, é a somatória de todos os dias de todos os pacientes que ficaram doentes.

    Atenciosamente,
    André Marques

  5. Já ouvi falar muito do poder curativo do alho em tratamentos saseiros fala-se mesmo em propriedades anti cancerígenas.Um estudo mais aprofundado seria ótimo.

  6. Só para corrigir “caseiros”

  7. Estudos aprofundados sobre as propriedades anti-cancerígenas das ervas e fitoterápicos em geral, não faltam.
    O que sempre está a frente é o poder econômico da indústria farmacêutica, que por sua vez resulta num poder de persuasão da opinião pública.

  8. Eu só acho que indepentendemente do que se acredita ou não, medicinas alternativas, a veracidade nos teste é fundamental para uma boa credibilidade.
    Como na homeopatia que é quase uma religião, a pessoa tem de acreditar para se curar e não há no meio acadêmica da medicina nenhum teste de fato conclusivo.
    Por isso que citei o fato da quantidade de tempo destoar do resultado final.
    Isso ainda não ficou claro.
    O texto é bem claro, 12 semanas de testes, logo o somatório de dias não poderiam ultrapassar os 84 dias, uma vez que se encerrou os teste.
    Não acredito em algo simplesmente porque li.

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