Amelia Earhart: Uma das maiores aviadoras que o mundo já viu

Publicado em 23.07.2012

Amelia Earhart, a primeira mulher a cruzar o oceano Atlântico sozinha em um avião, estaria hoje fazendo 115 anos. Pelo seu aniversário ela recebeu uma homenagem do Google com uma ilustração sua na página inicial do buscador (que recentemente fez a mesma homenagem a Santos Dumont).

Amelia estabeleceu muitos recordes além deste, escreveu seu best-seller sobre suas experiências e foi uma figura crucial para a formação do The Ninety-Nines, uma organização para mulheres pilotas.

Amelia Earhart também foi interpretada no filme Amelia por Hilary Swank em 2009.

Seu interesse pela aviação surgiu aos 20 anos de idade quando, juntamente com uma amiga, assistia a um piloto que realizava acrobacias com seu avião em um local isolado. Quando o piloto as viu ele fez um voo rasante sobre elas. “Tenho certeza que ele disse para si mesmo ‘Veja como as faço correr’”, ela disse. Mas ela se manteve firme no lugar quando a aeronave passava rente por cima de sua cabeça e algo despertou nela. Ela então fez um passeio com o piloto em seu avião e logo que alcançou as alturas “Eu sabia que teria que voar”.

Muitos obstáculos como preconceito e dificuldades financeiras a aguardavam o que não era muito novo para ela que guardava para si um caderno com recortes de jornais sobre mulheres de sucesso em papéis predominantemente masculinos. Quando garota ela também matava ratazanas com suas espingarda e escalava árvores.

Trabalhou como enfermeira voluntária no Canadá durante a Primeira Guerra Mundial e tornou-se assistente social. Começou suas aulas de piloto em 1921 e em seis meses havia economizado o suficiente para comprar seu primeiro avião, um biplano Kinner Airster de segunda mão. Como era amarelo vivo ela o chamou de Canário e com ele alcançou seu primeiro recorde alcançando os 14 mil pés de altitude (cerca de 4,2 km).

Em 1928 ela quase desligou o telefone na cara de um homem que em seguida lhe disse “O que você acha de tornar-se a primeira mulher de voar pelo Atlântico?”. Ela completou o voo juntamente com outro piloto e um mecânico em 21 horas chegando em Wales, na Inglaterra. Ela fez história e apareceu nos jornais já que três mulheres haviam morrido ao tentar a façanha no último ano. Ao retornar ela e sua equipe foram recebidos pelo presidente dos EUA.

Ela casou-se com seu editor George P. Putnam em 1931 e se referia ao relacionamento como uma “parceria” com “controle duplo”, para manter sua independência.

Junto com seu marido traçou planos secretos para tornar-se a segunda pessoa e a primeira mulher a atravessar o Atlântico a voo sozinha. Em 1932 ela decolou e depois de muitas dificuldades como ventos fortes e problemas mecânicos ela pousou “no quintal de um lavrador (…) assustando a maioria das vacas das redondezas”. De volta em casa, o presidente dos EUA a agraciou com a medalha de ouro da National Geographic Society. Para Amelia ela havia provado que as mulheres eram iguais em “trabalhos que requerem inteligência, coordenação, velocidade, frieza e força de vontade”.

Ela continuou quebrando recordes nos anos que se seguiram até que em 1937, próxima de seus 40 anos, estava pronta para o maior dos desafios: ser a primeira mulher ao voar ao redor do globo. Em março daquele ano fez uma tentativa frustrada que danificou sua aeronave em um pouso forçado e necessitou que o motor fosse refeito.

Ela disse “Eu sinto que só consigo realizar mais um bom voo e espero que seja esta viagem”. No dia primeiro de junho do mesmo ano ela e seu navegador decolaram para o voo de 47 mil km de distância. Os mapas imprecisos freqüentemente tornavam a navegação complicada para Fred Noonan, que a acompanhava. O maior desafio estava por vir quando decolaram de Nova Guiné em direção à pequena ilha Howland que tem apenas cerca de 3km de comprimento e 800m de largura. Um navio da Guarda Costeira dos EUA seria seu contato de rádio e outros dois navios acenderam todas as suas luzes para funcionarem como marcadores de rota. “[A ilha de] Howland é um ponto tão pequeno no Pacífico que toda ajuda em localizá-la deve estar disponível”, Amelia disse.

Eles partiram 2 de julho, mas as chuvas os surpreenderam e dificultaram o método principal de navegação de Noonan que usava o céu. Amelia pediu apoio por rádio e o navio lhe enviou constantemente uma seqüência de transmissões, mas ela não conseguia ouví-las. O navio então recebeu o audio de Amelia “Devemos estar próximos de vocês, mas não conseguimos vê-los. O combustível está acabando. Não estou conseguindo contato por rádio”. O navio tentou responder mas Amelia não ouvia.

Depois de as comunicações cessarem uma imediata tentativa de resgate foi efetuada e permanece até os dias de hoje a busca naval mais ampla já realizada. Em 19 de julho as buscas cessaram. Hoje há diversas escolas, ruas aeroportos e monumentos com o seu nome.

O mundo sempre recordará Amelia Earhart por suas visão, coragem e conquistas para as mulheres e para no campo da aviação. Em uma carta que deixou para seu marido caso algo acontecesse ela escreveu “Saiba que estou certa dos riscos. (…) Eu quero fazer porque quero fazer. As mulheres devem tentar fazer as coisas que os homens tentaram. Quando falhamos o erro deve ser um desafio para outras.”

Autor: Marcelo Ribeiro

Amante do mergulho e da fotografia (com exceção das da própria cara), repudia exercício físico, mas faz mesmo assim; talvez para ganhar alguns anos a mais com a família, talvez por masoquismo. Escreve no HypeScience desde 2008.

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2 Comentários

  1. Somos todos iguais indiferente do sexo seja ele qual for. E acho que desde o começo da história da humanidade o homem por medo da extrema capacidade feminina as obrigaram a se esconder ate que mulheres corajosas e fortes,os combateram . E hoje acredito que para maioria dos homens já está,claro que nos a mulheres somos tão capazes quanto eles. E o melhor é ter uma mulher livre para explorar suas capacidades, e quem ganha e a sociedade… [MÁS OS OGROS AINDA EXISTEM , ACREDITEM...E NÃO É O SHEREK NÃO.]

    Thumb up 3

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