Cientistas descobrem uma bactéria que produz hidrogênio do ar

Publicado em 22.12.2010

Segundo uma nova pesquisa, um micróbio oceânico “faz” hidrogênio do ar. Sendo que o hidrogênio é considerado um combustível “ecológico”, o estudo pode abrir uma nova fronteira na busca de energia limpa e renovável.

A cianobactéria chamada Cyanothece 51142 realiza fotossíntese durante o dia e fixa o nitrogênio durante a noite. O hidrogênio é um subproduto do processo de fixação biológica do nitrogênio. Quando se queima o hidrogênio, o principal subproduto é a água.

Todas as cianobactérias fazem oxigênio “quebrando” a molécula da água – que é a parte da fotossíntese. No entanto, o oxigênio é tóxico para a nitrogenase, a proteína chave que fixa o nitrogênio e produz hidrogênio.

Essa cianobactéria, entretanto, descobriu uma maneira de fazer as duas coisas na mesma célula, usando um ciclo diurno. Segundo os pesquisadores, durante o dia, o micróbio fixa dióxido de carbono através da fotossíntese, e o armazena em forma de glicogênio.

À noite, ele recorre a esta energia armazenada. A energia que está saindo da utilização de glicose é então usada para as reações de nitrogenase que, por sua vez, produzem hidrogênio.

Mas o que faz essa estirpe de cianobactérias mais esperta do que as outras? Os cientistas dizem que elas sabem como dividir as atividades que devem fazer de dia e de noite.

A bactéria produz de 5 a 10 vezes mais hidrogênio naturalmente do que qualquer outro micróbio conhecido. Ainda assim, os pesquisadores estão longe de estabelecer a infra-estrutura para uma economia de hidrogênio que colocasse as bactérias para trabalhar no mundo real.

O problema se resume a engenharia e física. Como “armazenar” o hidrogênio no lugar onde ele vai ser usado como combustível é o problema atual.

Ao contrário do carvão e do petróleo, o hidrogênio não é energia densa. Por exemplo, rodar um caminhão com a tecnologia de hidrogênio de hoje exigiria que o tanque de combustível do caminhão fosse da metade do tamanho da carga levada por ele.

Segundo os cientistas, o uso de paládio para armazenar o hidrogênio e, assim, torná-lo mais fácil de usar é muito caro. Os pesquisadores querem pesquisar mais e encontrar uma forma das novas descobertas resolverem o futuro da energia no mundo.

Até agora, testes foram feitos em laboratório. Os próximos passos serão a ampliar a tecnologia e implantá-lo no mundo real. [MSN]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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3 Comentários

  1. Tudo de bom que o homem descobre acaba nas mão dos exploradores. O gás veicular começou barato agora..
    O ser humano é explorador nato..

    Thumb up 3
  2. otimo… a fusão nuclear ainda vai salvar a humanidade da carencia energetica um dia.

    Thumb up 1
  3. Interessante.Imagina só: aliar uma produção barata de H2 com uso massivo deste em células de hidrogênio, a fim de obter energia para os carros.

    Thumb up 6

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