Mochilas pesadas podem levar crianças a dores crônicas nas costas e escoliose

Publicado em 24.04.2012

Você com certeza deve conhecer alguma criança que leva um peso absurdo na mochila da escola. Independente do peso específico, ele sempre parece ser muito para aqueles pequenos ossos e músculos ainda em formação. E são, podendo levar a dores crônicas nas costas e a prejuízos ortopédicos duradouros.

Segundo o médico Pierre D’Hemecourt, do Hospital Infantil de Boston, Estados Unidos, fraturas das costas, inflamação da cartilagem, luxação do pescoço e danos aos nervos do pescoço e dos ombros figuram entre os riscos de se carregar muito peso.

Uma comissão federal dos Estados Unidos reportou que carregar uma mochila de cerca de 5 quilogramas durante um ano tem um peso acumulativo nos corpos das crianças equivalente a pouco mais de 9 toneladas (cerca de seis carros populares).

E esse problema tem chamado atenção de administradores públicos em todo o mundo. Pesquisadores de Milão, Itália, descobriram que mais de 34% das crianças italianas carregavam o equivalente a mais de 30% do seu peso corporal pelo menos uma vez por semana, excedendo os limites para os adultos.

Em outro estudo, na Espanha, que avaliou o peso das mochilas e a saúde de mais de 1.400 crianças entre 12 e 17 anos, mais de 60% carregavam mochilas com peso equivalente a 10% de seu peso corporal. Sem surpresa alguma, um em cada quatro estudantes sofreu de dores nas costas por mais de 15 dias. A escoliose foi responsável por 70% dos casos com dores.

Segundo especialistas, o fato de vivermos na era digital pode ser a solução para esses problemas. Livros digitais e a possibilidade de fazer lições online devem entrar na pauta das escolas.

Mas há um probleminha se isso acontecer: a desculpa de que o cachorro comeu sua tarefa vira coisa do passado. As melhores desculpas serão “minha bateria estragou e não pude carregá-la” ou “derrubei meu iPad na banheira”. Será que cola? [TheNewYorkTimes, Foto]

Autor: Luan Galani

é jornalista. Entusiasta da Teoria-M, é um rato de biblioteca apaixonado pelo que a ciência pode nos proporcionar. Nas horas vagas, é um amante inveterado de música erudita, que pede perdão aos russos por ainda considerar Mozart a grande lenda.

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