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Mulher que não sente medo de nada ajuda cientistas a compreender o cérebro

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Por em 26.12.2010 as 23:02

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Você gostaria de não sentir medo? Pelo menos uma pessoa no mundo não tem medo de nada: uma mulher de 44 anos, que até ajudou pesquisadores a identificarem o local em que vive o fator medo no cérebro humano.

Os pesquisadores tentaram inúmeras vezes assutar a mulher: casas mal-assombradas, onde monstros tentaram evocar uma reação de rejeição, aranhas e cobras, e uma série de filme de terror apenas entreteram a paciente.

A mulher tem uma doença rara chamada síndrome de Urbach-Wiethe que destruiu sua amígdala. A amígdala é uma estrutura em forma de amêndoa situada no fundo do cérebro. Nos últimos 50 anos, estudos mostraram que ela tem um papel central na geração de respostas de medo em diferentes animais.

Agora, o estudo envolvendo essa paciente é o primeiro a confirmar que essa região do cérebro é responsável pelo medo nos seres humanos. A descoberta pode levar a tratamentos para transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Tratamentos de psicoterapia que seletivamente amorteçam a hiperatividade na amígdala podem curar pacientes com TEPT.

Estudos anteriores com a mesma paciente revelaram que ela não conseguia reconhecer expressões faciais de medo, mas não se sabia se ela tinha a capacidade de sentir medo. Para descobrir, os pesquisadores deram vários questionários padronizados à paciente, que sondaram os diferentes aspectos do medo, desde o medo da morte até o medo de falar em público.

Além disso, durante três meses ela carregou um diário que informatizava sua emoção, e que, aleatoriamente, pedia-lhe para classificar o seu nível de medo ao longo do dia. O diário também indicava emoções que ela estava sentindo em uma lista de 50 itens. Sua pontuação média de medo foi de 0%, enquanto para outras emoções ela mostrou funcionamento normal.

Em todos os cenários, ela não mostrou nenhum medo. Baseado no seu passado, os pesquisadores encontraram muitas razões para ela reagir com medo. Ela própria contou que não gosta de cobras, mas quando entrou em contacto com duas, não sentiu medo. Além disso, já lhe apontaram facas e armas, ela foi fisicamente abordada por uma mulher duas vezes seu tamanho, quase morreu em um ato de violência doméstica, e em mais de uma ocasião foi explicitamente ameaçada de morte.

O que mais se sobressai é que, em muitas destas situações a vida da paciente estava em perigo, mas seu comportamento foi desprovido de qualquer senso de desespero ou urgência. E quando ela foi convidada a lembrar como se sentiu durante as situações, respondeu que não sentiu medo, mas que se sentia chateada e irritada com o que aconteceu.

Segundo os pesquisadores, sem medo, pode-se dizer que o sofrimento dela não tem a intensidade profunda e real suportada por outros sobreviventes de traumas. Essencialmente, devido aos danos na amígdala, a mulher está imune aos efeitos devastadores do transtorno de estresse pós-traumático.

Mas há uma desvantagem: ela tem uma incapacidade de detectar e evitar situações ameaçadoras, o que provavelmente contribuiu para a frequência com que ela enfrentou riscos.

Os pesquisadores dizem que esse tipo de paciente é muito raro, mas para entender melhor o fenômeno, seria ótimo estudar mais pessoas com a condição. [LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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12 comentários

  1. rondi /

    apresente para ela o CAP Nascimento ‘nao ta com medinho agora’

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  2. 666 /

    deixem essa mulher assar 10 minutos comigo pra vcs verem se ela nao vai se mijar de medo….. eu garanto que ela nao vai me querer ver na frente dela nunca mais na vida e só de lembrar de mim ela vai ter até ataque de panico. eu garanto com toda certeza do mundo.

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  3. laura /

    tragam-a para conhecer minha mãe aborecida eapaguem tudo oque voces escreveram

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  4. eduardo /

    É pq ela não mora aki no RJ….. num instante ela vai sentir um friozinho na barriga…. eu tb gostaria de destruir minha amígdala do medo…. como faço?

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  5. Darius Shayne /

    Provavelmente ela nunca teve sogra.

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  6. Eu não gostaria de perder o medo por completo, afinal
    ele é um sinal de alerta para a nossa sobrevivência.
    É claro que não sou medroso, mas tenho sempre cuidado.

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  7. “A mulher tem uma doença rara chamada síndrome de Urbach-Wiethe que destruiu sua amígdala.”

    Ué, quem retirou sua amígdala passa a não ter medo de coisa alguma?

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  8. VILMA MARIA DE LOURDES /

    COLOQUEM ELA EM QUALQUER HOSPITAL, DE QUALQUER REGIAO DO BRASIL PARA SER ATENDIDA PELO SUS.
    GARANTO A VOCES QUE ELA NUNCA MAIS SERÁ A MESMA.
    ELA VAI A ATÉ A CORRER O RISOC DE SER INTERRADA VIVA.

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  9. Pedro Henrique Figueiredoq /

    Tragam essa mulher pra conhecer meu chefe, ai sim ela vai realmente sentir medo!!!

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