Neurociência vira arte

Publicado em 21.05.2012

Na história de nossa sociedade, algumas pessoas se destacaram por suas habilidades incríveis. Tome o exemplo do renascentista italiano Leonardo di ser Piero da Vinci (1452-1519), que foi pintor, escultor, arquiteto, músico, engenheiro, inventor e anatomista.

Se desejar um exemplo mais contemporâneo, lembre-se da figura do físico norte-americano Richard Phillips Feynman, uma das feras mais importantes de sua área. Ele não só foi um dos principais líderes teóricos do projeto Manhattan, de construção da bomba atômica americana, como era um exímio tocador de bongo, cujo hobby era quebrar códigos secretos dos militares norte-americanos, deixando recadinhos espirituosos que os enlouqueciam.

A mesma multipotencialidade se aplica ao neurocientista Greg Dunn, que, enquanto conduzia seus estudos para ganhar o título de doutor em neurociência pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, também achou tempo para sua outra paixão: a arte asiática.

Instigado por sua curiosidade natural, Dunn decidiu juntar suas duas maiores paixões. O resultado pode ser visto nas imagens dessa matéria.

No estilo da neurociência

Dunn pinta neurônios utilizando-se do estilo asiático sumi-e, que não objetiva apenas reproduzir a aparência do objeto, mas também capturar sua ‘alma’.

Por isso, essa técnica de pintura oriental originada na China durante o século II d.C., mas que só foi difundida depois de levada ao Japão, é considerada uma das primeiras formas expressionistas de arte.

O cientista norte-americano conta que pintar réplicas dos neurônios seria roubar a espontaneidade da pintura.

Embora Dunn não saiba explicar quando ele começou a gostar dessa técnica, ele acredita que foi em uma grande exposição à arte renascentista, durante viagem ao continente europeu. E ele reuniu essa experiência à arte asiática, que é simples e emotiva.

Quando questionado sobre seu gosto pelo cérebro, ele diz: “É, literalmente, o órgão mais complicado que conhecemos. Esse conjunto imenso de células interconectadas permite o nascimento do nosso ‘eu’, que, por sua vez, nos permite avaliar e aprender sobre o nosso entorno. Como não adorar o cérebro?”. [OddityCentral, Foto]

Autor: Luan Galani

é jornalista. Entusiasta da Teoria-M, é um rato de biblioteca apaixonado pelo que a ciência pode nos proporcionar. Nas horas vagas, é um amante inveterado de música erudita, que pede perdão aos russos por ainda considerar Mozart a grande lenda.

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