Novo estudo mostra que o desejo por cigarro é hábito, e não vício

Publicado em 14.07.2010

Quer largar o cigarro, mas adesivos e balas de nicotina não estão funcionando? Uma nova pesquisa parece ter descoberto por que. O estudo verificou que a intensidade do desejo por cigarro tem mais a ver com o elemento psicológico do fumo do que com os efeitos fisiológicos da nicotina como uma substância química viciante.

A pesquisa envolveu aeromoças fumantes que atendiam dois tipos de vôos: um mais curto, de três a cinco horas, e um mais longo, de dez a treze horas.

Os pesquisadores descobriram que a duração do vôo não teve impacto significativo sobre os níveis de desejo das aeromoças, que foram semelhantes em ambos os casos. Além disso, os níveis de desejo no final de cada vôo curto eram muito mais elevados que no final do vôo longo, o que demonstra que o desejo aumenta na expectativa do desembarque.

Outro estudo realizado com judeus chegou a mesma conclusão: que o desejo é mais fruto do psicológico do que de um vício.

Os judeus não são permitidos a fumar no sábado (Sabbath). O desejo que eles sentiam de fumar no sábado de manhã, quando sabiam que não poderiam fumar novamente por pelo menos 10 horas, era muito baixo. O nível do desejo aumentava a noite, na expectativa do primeiro cigarro do dia seguinte.

Tanto nos dias da semana em que eles fumaram, quanto nos dias da semana em que ficaram sem fumar a pedido da pesquisa, os judeus apresentaram o mesmo desejo pelo cigarro.

Isso leva a crer que, embora a nicotina tenha um papel fisiológico, ela não é uma substância viciante como a heroína, que gera verdadeiros sintomas de retirada sistêmica e de base biológica no corpo do usuário.

Os cientistas acreditam que as pessoas que fumam o fazem pelos benefícios a curto prazo, como prazer sensorial e camaradagem social. Uma vez que o hábito está estabelecido, as pessoas continuam a fumar em resposta a estímulos e situações que se tornaram associados com o tabagismo.

Entender que fumar é um hábito, não um vício, pode facilitar o tratamento. Os pesquisadores esperam que as autoridades da saúde enfatizem os aspectos psicológicos e comportamentais e não os aspectos biológicos do tabagismo para criar campanhas e métodos anti-fumo mais bem sucedidos. [ScienceDaily]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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4 Comentários

  1. Sim, diminue o estresse… ao menos é isso que aparenta.
    Agora a intensidade do efeito depende da erva que fuma. Pois,se for cannabis; deixa calminho.calminho.

    Thumb up 0
  2. O estudo tem a ver. Já fui viciado de fumar todos os dias. Agora só fumo quando bebo umas cervejas. Bebo de três a quatro dias por mês, logo, só fumo de três a quatro dias por mês. É só prazer e alegria. Nos dias que não bebo, é como se o cigarro não existisse. É assim, como se apagar e acender uma luz. Psique.

    Thumb up 4
  3. Tudo a haver, sou fumante a 10 anos e esta pesquisa tem sentido, você fuma por hábito e não por ser viciado, pois quando estou em lugares onde é totalmente proibido fumar e não posso sair, fico legal e não ligo. Agora quando estou próximo a saída só penso em fumar.

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  4. Mais também existem tipos de cigarros com pouco nocotina, eles não são recomendados porque o viciado tem que sugar mais fumaça para compensar a nicotina que seu corpo está abituado.

    Portanto tirando por esse lado a nicotina é sim um grande vilão.

    Thumb up 1

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