O universo em um clique

O lado negro de ser doador de órgãos

Por em 14.03.2012 as 14:11

Não é fácil ser doador de órgãos. Mesmo que você autorize, ainda em vida, que os médicos aproveitem o que puderem do seu corpo para transplante, o sucesso depende de como você morre.

Muitos tipos de óbito são causados por falência do coração ou da respiração, o que deteriora os órgãos rapidamente e os torna imprestáveis. Por isso, a maioria das legislações (incluindo a do Brasil) define que a retirada de partes do corpo de um paciente só pode ser feita após o diagnóstico de morte encefálica, ou morte cerebral. Mas será que esse critério é preciso?

Se houver assinatura prévia sua ou de seus parentes, a sua família perde os direitos sobre o seu corpo assim que você for declarado morto. E a declaração é feita com base na morte cerebral. Por essa razão, tem havido muitas discussões para determinar o que pode ser considerado morte encefálica e o que não pode.

Na rotina dos hospitais, o exame que se usa para chegar a uma conclusão é rudimentar. O médico checa os reflexos corporais com testes simples, tais como espirrar água gelada nos ouvidos para ver se os olhos tremem. Quando um doutor precisa de uma resposta mais exata, geralmente recorre ao teste de apneia, ou seja, a suspensão da respiração.

Este experimento, feito em pacientes que respiram por aparelhos, é simplesmente desligar a máquina e ver se ele continua respirando. Se não, a morte cerebral é registrada. O problema é o seguinte: depois que o paciente “reprova” no teste de apneia, os médicos recolocam os aparelhos nele. Ele volta a respirar, o coração volta a bater, a temperatura e as funções vitais se mantêm. Tudo lembra um ser humano vivo, exceto o fato de que a morte cerebral foi declarada.

Muitos médicos não gostam da ideia de considerar morta uma pessoa que ainda conserva todas as funções vitais, mesmo que com ajuda da tecnologia. Mas os órgãos já podem ser retirados de um paciente nestas condições se houver autorização.

Como se trata de operar um corpo “morto”, não se usa anestesia. Já houve muitos relatos em que o “cadáver” reagiu aos cortes com bisturi, apresentando pressão arterial elevada e batimentos cardíacos crescentes. Em 1999, houve até o caso de um paciente que teria se mexido durante a retirada de órgãos. Neste caso o “morto” disse em entrevista que chegou a ouvir o médico declará-lo como tal.

Geralmente, tais reações são classificadas como reflexos naturais. Mas a ciência ainda não comprovou que um paciente nestas condições está realmente morto e não sente dor.

Por essa razão, as autoridades médicas haviam determinado, no passado, que a morte cerebral só pode ser declarada se o encéfalo não emitir mais ondas cerebrais. Até 1971, era obrigatório constatar que o cérebro não emitia mais ondas (o que é um sinal de falência do córtex), através da eletroencefalografia (EEG, na sigla em inglês).

Desde então, esta checagem foi considerada desnecessária, apesar de vários estudos indicarem que muitas das vítimas de morte encefálica ainda emitiam ondas cerebrais.

Não é nada barato receber um órgão em um país como os Estados Unidos, onde todo o sistema de saúde é privatizado. O custo total de um transplante (incluindo os procedimentos antes e depois da cirurgia) por lá fica em 750 mil dólares (o equivalente a R$ 1,35 milhão).

Cada doador pode fornecer em média 3,3 órgãos, ou seja, seu corpo “vale” mais de dois milhões de dólares (algo em torno de 3,6 milhões de reais). Mas nenhum hospital compra órgãos de voluntários, a doação é realmente uma doação. Esta situação incentiva diretamente o tráfico de órgãos.

Considerando este panorama desigual, aumenta o número de pessoas que lutam pelos direitos dos doadores de órgãos, ainda que (supostamente) mortos. Alguns cientistas pedem por maior cuidado na hora de diagnosticar um óbito como “morte cerebral”. Além disso, defendem que deve haver uma leve anestesia mesmo no caso de morte encefálica comprovada, já que há estudos indicando que pode haver dor, mesmo neste estágio. [WallStreetJournal, Foto]

Dalane Santos Dalane Santos tem 21 anos, é recém-formada em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e escreve para o Hypescience desde fevereiro de 2012.

37 comentários

  1. Nanda110 /

    A amiga da minha mãe ficou 3 meses em coma,decidiram desligar os aparelhos,mas a mãe dela foi contra e quando ela voltou,contou tudo q ocorreu ao redor dela,todas as conversas que o marido dela teve com os médicos,sei não,mas não confio nesses médicos de jeito algum.

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  2. joão paulo cosmelli /

    Gloria / 17.03.2012

    Eu ñ confio em médicos, muitas pessoas pobres já foram vítimas de retiradas de orgãos sem estarem mortos. Acho uma grande tristeza estar numa fila a espera de um orgão, sendo q p\ um viver outro vai morrer!E desesperador! Quem garante q milionários ñ encomendam orgãos para seus familiares doentes .Vivemos dias em q o dinheiro tira a vergonha e o carater de pessoas q nem tem a vida da gente nas mãos ,agora imagina os q tem, e tem poder pra dispor dela como bem quizer.Aconteceu em Taubaté onde uma junta médica tirava orgãos das pessoas vivas, uma emfermeira denunciou e teve q se esconder por 20 anos até sair o julgamento dos medicos e serem condenados pelos crimes cometidos, nós pacientes ñ passamos de mera mercadorias nas mãos de medicos ambiciosos e inescrupulosos q querem enrriquecerem da noite pro dia!
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    Responder

    joão paulo cosmelli / 19.03.2012

    concordo plenamente; e acrescento:- antigamente os “drs” ostentavam, orgulhosos, o esteto pendurado no pescoço. Hoje, o substituiram pela gravata. Sinal de “competente especialista”. Será, mesmo? A gravata é diretamente proporcional ao auto endeusamento:- quanto mais vistosa, mais cara a consulta, e, no mais das vêzes, proporcionalmente contrária ao “notável saber acadêmico”, do profilático “doutor”. Como diz a música:- “…não confie em ninguém com mais de trinta anos…” eu, novamente acrescento:- não confie em ninguém com mais de trinta gravatas. Principalmente as de jaleco.
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    http://hypescience.com/o-lado-negro-de-ser-doador-de-orgaos/

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  3. Leticia /

    Pois é! Mas tem o lado bom também.. eu conheço a família de uma menina que tinha o coração pequeno demais, ela morreu depois de fazer uma cirurgia para tentar “concertar” este problema e deu um erro na cirurgia mas só ela salvou muita gente, porque doaram os órgãos e até a pele, só no enterro dela muitas crianças já tinham recebido a pele dele em queimaduras graves, foi bem reconfortante para a família!

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  4. grasiela /

    Trabalho na Área de Saúde há um bom tempo e conheço 3 casos que nos desencoraja sermos doadores:
    caso 1,,,,ja trabalhei com um médico que esta sendo processado por suspeita de vender orgãos de uma pessoa.

    caso 2 Uma professora de enfermagem contou na classe que quando fez estágio nesta área viu doentes prestes a ser operados para retirada de orgão com uma gotinha de lágrima no cantinho dos olhos.

    caso 3….uma pessoa que mora na minha cidade comprou uma córnea pra filha que tinha ceratoconio e ela passou na frente na fila de espera.

    mas justamente por trabalhar na área continuo sendo doadora pois conheço algumas pessoas felizes por estar vivas graças a doadores…..acho que a familia do doador tem que acompanhar passo a passo todo o processo….não quero falar mais desse assunto…vou voltar pros ovns.

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  5. Adib /

    gostaria de ser doador, mas não num mundo recheado de corrupção, ondem chegam a raptar pessoas e retirar orgãos
    no Brasil, na Europa, oriente medio, EUa, africa é assim

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  6. Gera /

    Vcs assistem filmes???

    pois é vejo vampiros em
    hospitais, vejo vampiros
    nas camadas mais altas da
    população, pois todos
    vampirizam de uma forma
    ou outra o pobre!!!
    Chupando o seu sangue no
    trabalho ou no hospital!!!
    Roubando os seus orgãos
    para ganharem uns trocados…
    um milhão por exemplo!!!

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  7. gloria /

    Eu ñ confio em médicos, muitas pessoas pobres já foram vítimas de retiradas de orgãos sem estarem mortos. Acho uma grande tristeza estar numa fila a espera de um orgão, sendo q p\ um viver outro vai morrer!E desesperador! Quem garante q milionários ñ encomendam orgãos para seus familiares doentes .Vivemos dias em q o dinheiro tira a vergonha e o carater de pessoas q nem tem a vida da gente nas mãos ,agora imagina os q tem, e tem poder pra dispor dela como bem quizer.Aconteceu em Taubaté onde uma junta médica tirava orgãos das pessoas vivas, uma emfermeira denunciou e teve q se esconder por 20 anos até sair o julgamento dos medicos e serem condenados pelos crimes cometidos, nós pacientes ñ passamos de mera mercadorias nas mãos de medicos ambiciosos e inescrupulosos q querem enrriquecerem da noite pro dia!

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    • joão paulo cosmelli /

      concordo plenamente; e acrescento:- antigamente os “drs” ostentavam, orgulhosos, o esteto pendurado no pescoço. Hoje, o substituiram pela gravata. Sinal de “competente especialista”. Será, mesmo? A gravata é diretamente proporcional ao auto endeusamento:- quanto mais vistosa, mais cara a consulta, e, no mais das vêzes, proporcionalmente contrária ao “notável saber acadêmico”, do profilático “doutor”. Como diz a música:- “…não confie em ninguém com mais de trinta anos…” eu, novamente acrescento:- não confie em ninguém com mais de trinta gravatas. Principalmente as de jaleco.

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    • joão paulo cosmelli /

      Porque, moderação? Por ventura, terei dito alguma inverdade???

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    • joão paulo cosmelli /

      Já que site insiste em censurar o conteúdo verdadeiro de meu comentário ,solicito meu descredenciamento imediato. Esclareço que sou profisssional da área de saúde – ex cirurgião buco-maxilo – e, portanto, não opinando em seara alheia.

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    • Everaldo /

      E eu acrescento: não confiem em ninguém com 32 dentes!

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  8. José Raimundo Prazeres de Oliveira /

    Parabéns Sr. Bovidino,
    Os seus comentários condiz com os meus pensamentos.

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  9. Skill /

    DOADOR? DOAR?

    Parece brincadeira este país. A equipe médica, os hospitais entre outros, movimentam milhões em dinheiro e o doador a família do doador só recebe um “obrigado”.
    Da pra saber como se faz dinheiro neste pais mixuruca….doando órgão e tecidos ou abrindo uma igreja.

    ahhh..istro serve para a doação de sangue: o saco do sangue processado gira em torno de 6.000,00 e vc doador de sangue, recebe um pão com mortadela logo apos a picada.

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    • grasiela /

      Não sei se o preço por uma bolsa é esse….mas o seu comentário é certissimo….pão com mortadela e um suquinho

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  10. Valdir de Carvalho /

    Que vergonha! não tem coragem de publicar meu comentário. Estou enviando para várias organizações

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    • joão paulo cosmelli /

      Também fui censurado. Parece que, as verdades doem!

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  11. sinistro /

    O lado negro é uma pessoa ter que morrer, geralmente de forma traumática, jovem, pois velho não doa, para salvar outra.
    Pior do que isso, é ficar torcendo para alguém ter morte cerebral.

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  12. Fernando /

    éhh.. quando eu for doar, no termo de doação tem que haver quanto de anestesia eu vou querer como condição.. vai que dói né?!

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  13. Fausto /

    Você mataria 1 para salvar 5?

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    • Bovidino /

      O problema é que podem estar matando 5 para salvar 1 e ganhar um trocados.

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    • Fausto /

      Sim, sim…

      Mas mesmo que fosse matar um para salvar cinco, supondo a melhor das hipóteses, seria certo? Uma resposta baseada na ciência, na lógica, na razão diria que sim…

      Essa resposta é agradável para nós?

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  14. Flor de Lis /

    O corpo humano é algo perecível; este envoltório que usamos é como uma roupa… o que realmente interessa é o espírito que é imortal; portanto penso que não haja um lado negro em doar órgãos… o fato de ajudar a salvar uma vida é algo simplesmente sublime.

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    • Bovidino /

      Cara Flor,
      Doar órgãos é realmente salvar vidas? Temo que não seja bem assim. O que tenho certeza é que a doação de órgãos alimenta um comércio que é gerenciado visando principalmente o lucro. Já leu sobre a exploração que agenciadores desse comércio fazem em cima de pessoas menos favorecidas? Já pesquisou sobre o sequestro de crianças para abastecer esse comércio?

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    • Matheus /

      Bla, bla, bla.

      O corpo é seu meio de vida, acabou sua vida, acabou tudo, volta para a natureza, recomeça o ciclo.

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    • Deco /

      O problema é que podem estar retirando órgãos sem ter acabado ainda…

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  15. eder /

    ser doador é dar a oportunidade de uma vida melhor ao proximo
    ninguem é obrigado ser mas acredito que se eu poder ser e se meus orgão servia pra alguem ser feliz não vejo problemas
    se de uma coisa uma folha não cai de uma arvore sem ser da vontade de Deus então pois eu acredito que se acontecer é pq é pra acontecer
    os milagres acontece pelas mãos dos medicos influenciado por Deus

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  16. Romário Huebra /

    “Além disso, defendem que deve haver uma leve anestesia mesmo no caso de morte encefálica comprovada, já que há estudos indicando que pode haver dor, mesmo neste estágio.” Esto é ridículo, como assim?? se a pessoa ainda sente dor ela tem qe estar viva.
    Depois dessa matéria mudei de opnião e decidi qe não serei doador de orgãos. Médicos podem ser pagos para me cociderarem como morto para qe assim meus orgãos possam ser usados em outras pessoas, ou até vendidos, isso é bárbaro.

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    • Bovidino /

      Há muito tempo não aprovo essa prática mercantil de doação de órgãos. Faço isso com consciência e nas duas direções, ou seja, não sou doador e não sou receptor. O homem foi feito para viver saudável e morrer de velho. Vários são os fatores que impedem que isso aconteça. Cada um de nós deve refletir sobre isso profundamente ou vamos virar sucata.

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    • Marcelo Ribeiro /

      Tecnicamente a evolução maximiza a reprodutividade, portanto o homem não “foi feito” para morrer velho, mas sim para morrer após produzir rebentos.

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    • Bovidino /

      (-Tecnicamente a evolução maximiza a reprodutividade?)
      A reprodutividade é instintiva. Inteligente, consciente e tecnicamente, a reprodutividade pode ser maximizada ou minimizada de acordo com o objetivo desejado.
      Produzir rebentos ou não, é uma consequência desse objetivo.

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    • Nossa velho, não tinha pensado nisso. Tenebroso.

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  17. JHR /

    Avamos a passos largos em muitas áreas do conhecimento mas quando nos voltamos para nós mesmos, nos deparamos com o maior dos enigmas. Isto seria hilário se não fosse trágico.

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  18. Marcos /

    Esse artigo é no mínimo superficial. A legislação brasileira evoluiu muito nos últimos anos, acompanhando as reivindicações científicas. O sistema público de saúde disponibiliza na sua página informações de utilidade pública, profissional, inclusive a legislação na íntegra. Acho que o nosso papel é de esclarecer a população leiga e não de incitar o caos da dúvida infundada, como é o caso de parte da matéria.

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  19. AgoraQueSouRica /

    Afff….agora deu até medo de ser doadora ….

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  20. John jones /

    caramba nem morto eles não deixam em paz!!!!!!!

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  21. Yoshi /

    Ao contrario do que o texto dá a impressão de ser, não são feitos apenas um ou dois testes para se determinar a morte cerebral. Na realidade existe uma bateria de testes que são realizados por uma equipe especializada e a opnião da equipe deve ser unanime. Após os testes basta que um dos profissionais seja contra os resultados para que a morte cerebral seja indeterminada e a doação dos orgãos seja adiada ou até mesmo cancelada. Infelizmente a medicina ainda não dispõe de tecnicas absolutas para se determinar a morte cerebral, mas com certeza não determina a morte cerebral de forma tão irresponsavel.

    Acho que seria interessante ver uma matéria que fala sobre a qualidade de vida que doadores e receptores tem após as operações.

    Abraços a todos.

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    • Bovidino /

      -”Após os testes basta que um dos profissionais seja contra os resultados para que a morte cerebral seja indeterminada e a doação dos orgãos seja adiada ou até mesmo cancelada.”-
      E se esse ‘um’ não estiver de plantão?
      O grande problema nem é esse. O problema maior é que dentro da atual medicina mercantilista, esse é um mercado altamente rentável. Hoje não se pode confiar que numa equipe responsável pelos testes, o lado financeiro não fale mais alto do que a ética profissional.

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