Países mais ricos têm maiores taxas de depressão

Publicado em 1.08.2011

Um novo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que países ricos tendem a ter maiores taxas de depressão do que as nações de baixa renda.

Uma equipe de pesquisadores analisou amostras representativas de pessoas de 18 países nos cinco continentes, totalizando 90 mil pessoas, avaliando seus históricos de depressão.

O estudo estima que a proporção de pessoas que já tiveram um episódio de depressão clínica na vida é de 15% nos países em que as pessoas tem alta renda e 11% em países de baixa renda. Enquanto a França (21%) e Estados Unidos (19%) tiveram as taxas mais elevadas, a China (6,5%) e o México (8%) apresentaram os índices mais baixos.

Não está claro o motivo das discrepâncias, mas deve-se levar em consideração o fato de que a riqueza e a felicidade são conceitos relativos.

Na maior parte dos países ricos, parece que aonde quer que você vá, sempre existem pessoas que são melhores do que você. Ter uma renda elevada não significa, necessariamente, viver em um ambiente sem pressão ou estresse.

Além disso, os países mais ricos também tendem a ter grandes níveis de desigualdade de renda, o que tem sido associado a maiores taxas de depressão, entre outras doenças crônicas.

Comparar taxas de depressão entre diferentes países é uma tarefa difícil, porque os participantes das pesquisas podem ser influenciados por normas culturais, já que nem todos os países aceitam problemas mentais e depressão como doenças que devem ser tratadas.

A depressão é um tabu na sociedade japonesa, por exemplo, que tem uma das maiores taxas de suicídio (embora as taxas de depressão no país tenham sido de três a quatro vezes inferiores às dos EUA).

As diferentes faixas etárias também interferem nos índices de depressão, dependendo do nível de riqueza do país. Os adultos mais velhos em países de alta renda, por exemplo, geralmente tem menores índices de depressão do que os jovens. Essa tendência é revertida nos países mais pobres, onde a vida de um idoso pode envolver maiores problemas e falta de assistência.

As descobertas do estudo da OMS podem ajudar os países a identificar as faixas de maior risco do desenvolvimento de depressão na população, sejam os idosos na Ucrânia ou as jovens mulheres divorciadas no Japão. Com isso, o tratamento da doença poderá ser facilitado. [CNN]

Autor: Stephanie D’Ornelas

É estudante de jornalismo, adora um café e um bom livro. Curte ciência, arte, culturas e escrever, mesmo que sejam poesias para guardar na gaveta.

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8 Comentários

  1. A indústria farmacêutica patrocina esses estudos e obvio: o número de diagnósticos de depressão sempre vai aumentar para alimentar os cofres das grandes corporações farmacêuticas. Os médicos já são in$truído$ para colaborarem com o comércio de antidepressivos. Somos escravos de um sistema criado por nós: O sistema capitalista, onde tudo é business. Até a nossa saúde, infelizmente.

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  2. “Eu te peço, ó Deus, que me dês duas coisas antes de eu morrer: não me deixes mentir e não me deixes ficar rico nem pobre. Dá-me somente o alimento que preciso para viver. Porque, se eu tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de Ti. E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o Teu nome, ó meu Deus.” Provérbios 30:8-9

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  3. O nível de depressão está associado ao sentido que cada pessoa dá à vida, à sua razão de viver.
    Se você não conseguir estruturar com firmeza o porquê da sua existência, terá problemas.
    Os povosdos países ricos tem a compreeensão de felicidade muito ligada à vida material, baseada num consumismo sem limites. Passam a vida toda à procura dos bens materiais, menosprezando a construção do humano. O ser é muito mais importante que o ter.

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    • Gostaria muito de conversar com você por e-mail. Como faço? No aguardo. Marilucy

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  4. Pesquisas que mostrem realmente o que acontece na área da saúde mental, incluindo a depressão, só serão confiáveis quando forem descobertos marcadores biológicos que indiquem a presença da doença e o seu grau de manifestação. Até lá, as pesquisas vão revelando aquilo que o pesquisador estiver mais afim de revelar … Com respeito à depressão, o único dado consistente até o momento, é que a sua incidência está aumentando de forma preocupante, em todos os países onde há levantamentos sérios.

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