Você pode não estar consciente do seu talento musical

Publicado em 17.05.2012

A BBC realizou um teste com mais de 150.000 pessoas para traçar um perfil do talento musical na Inglaterra, e descobriu alguns fatos surpreendentes.

O teste foi lançado em janeiro de 2011, e demonstrou que o talento musical não depende de idade, sexo ou ocupação, e que pessoas dos mais diferentes estilos de vida subestimam o próprio potencial para a música.

Pessoas com treinamento musical são capazes de lembrar mais melodias e de batucar ritmos corretamente, mas quando se trata de notar pequenas diferenças nos sons, a diferença entre quem tem treinamento e quem não tem desaparece.

E, de certa forma, a gente meio que espera isto, ao lembrar de casos como o de Ester Dean, que foi descoberta em uma platéia quando cantava junto com a banda que estava no palco, e que tem músicas sendo cantadas por Kate Perry e Rihanna.

Desenvolvendo o talento

O Dr. Mullensiefen aponta que o talento musical pode ser desenvolvido se as pessoas passarem um tempo em contato com a música, experimentando-a de todos os modos possíveis. Não precisam ser horas e horas de ensaio a portas fechadas, pode ser um tempo menor, desde que seja ocupado com qualidade.

Cantar com os amigos, tocar instrumentos, gravar músicas, ou simplesmente experimentar novos ritmos e ideias musicais pode ser uma boa maneira de desenvolver a musicalidade, e é o que faz a escola Brit School de artes performáticas e tecnologia, em Croydon, sul de Londres, que tem entre seus ex-alunos Amy Winehouse, Adele e Jessie J.

Embora o ensino tradicional de música não seja completo, as escolas modernas estão cobrindo esta lacuna, ao oferecerem aulas mais informais e colaborativas. A filosofia do ensino de música é que “todo mundo é um músico”, e que a escola não cria o talento, mas passa conhecimento e habilidades da indústria da música para que as pessoas se aperfeiçoem.

Se você quiser pode fazer o teste também do BBC Lab, basta clicar aqui (em inglês). O teste é feito para pessoas com mais de 18 anos (as informações testadas só foram validadas para quem tem mais de 18 anos).[BBC]

Autor: Cesar Grossmann

Formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como "geek", não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

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4 Comentários

  1. oi td bem? meu nome é karlos fiz esse video com uma composição minha e preciso muito da opinião de todos. abraco e boa noite … youtu.be/ulfNVOSz8us

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  2. Fiz o teste e é muito bacana. Ficou assim: entusiasmo para música – 95%, percepção musical – 98%, conexão emocional – 100%, criatividade social – 76% e curiosidade musical – 84%.
    Vou me engajar mais!! :D

    Thumb up 1
  3. Bom, toquei em algumas bandas por 10 anos, não me considero músico, mas toquei com músicos muito bons. Natural que todos tenham uma certa musicalidade ou ninguem escutaria ou gostaria de música, agora, ter talento para a música é algo muito diferente. Enquanto eu passava uma semana “tirando uma música” os outros ouviam e saiam tocando. Talento? musicalidade? Acredito que meus colegas de banda tinham, por isso parei, mas continuo curtindo uma boa música…

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    • Temos que considerar como artistas. Cada artista tem sua área de atuação; ótimos instrumentistas podem ser maus compositores e, um bicho grosso que toca um “pau com cordas” cria lindas melodias. Minha filha desenha muito bem, eu desenho “risquinhos”.

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