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Quais são os países com as pessoas mais gordas e magras do mundo?

Por em 18.06.2012 as 19:00

A epidemia da obesidade não é mais novidade. Liderada pelos EUA, se alastrou pelo mundo todo, graças principalmente ao aumento do consumo de alimentos calóricos e pouco saudáveis e a falta de exercício físico. Tudo isso se deve, por sua vez, ao estilo da sociedade moderna atual, altamente tecnológica e prática.

Para se ter uma noção do que estamos enfrentando, pesquisadores usaram dados do mundo todo de 2005 de índices de massa corporal (IMC) e distribuições de altura para estimar a massa corporal média de adultos, multiplicado esses resultados pelo tamanho da população, obtendo uma massa total (a biomassa) de cada país. Essa biomassa foi então avaliada utilizando o padrão de IMC – em que um IMC superior a 25 indica população com sobrepeso, e maior que 30 população obesa.

Por exemplo, a América do Norte tem 6% da população mundial, mas 34% da biomassa devido à obesidade. Enquanto isso, a Ásia tem 61% da população mundial, mas apenas 13% da biomassa devido à obesidade.

Globalmente, a massa corporal média para um indivíduo foi calculado em 62 quilogramas. O excesso de peso foi calculado em 15 milhões de toneladas métricas, o equivalente a 242 milhões de pessoas de massa corporal média “extras” no planeta.

Como os dados são de 2005, e a obesidade vem aumentando em ritmo alarmante em diversos países, podemos esperar que a realidade seja ainda pior. Confira os 10 países “mais gordos” (incluindo apenas nações com mais de 100.000 pessoas):

  • Estados Unidos
  • Kuwait
  • Croácia
  • Catar
  • Egito
  • Emirados Árabes Unidos
  • Trinidad e Tobago
  • Argentina
  • Grécia
  • Bahrain

Já os 10 países mais magros são todos africanos ou asiáticos, o que se deve, supostamente, a terem mais problemas com fome e pobreza, por exemplo:

  • Coreia do Norte
  • Camboja
  • Burundi
  • Nepal
  • República Democrática do Congo
  • Bangladesh
  • Sri Lanka
  • Etiópia
  • Vietnã
  • Eritreia

Segundo os pesquisadores, as projeções populacionais do mundo sugerem que até 2050 2,3 bilhões de pessoas a mais vão circular pela Terra, e isso com certeza vai gerar implicações ecológicas, que por sua vez serão agravadas pelo aumento da massa corporal média.

Por quê? Porque mais massa corporal significa que as pessoas consomem mais energia e mais caloria, e o aumento da população vai afetar a demanda de recursos mais do que o esperado. “Embora o maior aumento no número da população seja esperado na Ásia e na África subsaariana, nossos resultados sugerem que o aumento da população nos EUA terá mais peso do que os números implicam”, dizem os cientistas.

“Nossos cenários sugerem que as tendências globais de massa corporal crescente terão implicações de recursos importantes, e, sem controle, o aumento do IMC pode ter as mesmas implicações para as necessidades mundiais de energia como 473 milhões de pessoas extras. Combater a gordura da população pode ser crítico para a segurança alimentar e a sustentabilidade ecológica”, concluem.

E o Brasil: país gordo ou país magro?

Pelos dados atuais, o Brasil tende para o lado gordo. Pesquisas de 2008 e 2009 indicavam que metade dos homens e mulheres brasileiros tinha excesso de peso (sobrepeso). 12,5% dos homens brasileiros e 16,9% das mulheres brasileiras são obesos.

A condição é mais comum entre homens do que mulheres, com a pior faixa etária sendo de 45 a 54 anos para eles e 55 a 64 anos para elas. Nos homens, o excesso de peso e a obesidade atingem duas a três vezes mais os de maior renda, além de se destacarem nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, e nas áreas urbanas. Nas mulheres, as duas condições se destacam no Sul e nas classes intermediárias de renda.

A mesma pesquisa – Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, realizada em parceria entre o IBGE e o Ministério da Saúde – mostrou que a obesidade e o excesso de peso têm aumentado rapidamente nos últimos anos no país, em todas as faixas etárias.

E pesquisas mais recentes confirmaram a previsão. Pode ser que não estejamos entre os 10 países “mais gordos”, mas, no ano passado, o IBGE revelou que mais da metade da população adulta brasileira já está acima do peso. O excesso de peso já atinge também uma em cada três crianças entre cinco e nove anos de idade, e um quinto dos adolescentes no país.

O nutricionista francês Pierre Dukan, autor de bestsellers sobre dietas, comentou em visita recente ao país que os jovens estão muito mais gordos que seus pais, e que o excesso de peso brasileiro pode ser contido com uma moderação no consumo de feijão com arroz.

“Fiquei com a impressão de que os jovens brasileiros comem bastante feijão, arroz e feculentos (como a batata) e também consomem mais açúcar do que os adolescentes na França”, disse Dukan, em entrevista à BBC. A dieta mais saudável do mundo, segundo pesquisas, é a mediterrânea. Conheça essa dieta e faça um esforço para se tornar mais saudável![LiveScience 1 e 2, ObesidadeBrasil, BBC, R7]

Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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6 comentários

  1. Me surpreende um pouco a Grécia entre os pesos-pesados e pesos-pesados-mesmo. Os gregos sempre foram adoradores de esteriótipos físicos perfeitos, achei que esse traço vindo desde suas mitologias acarretariam hoje em pessoas mais preocupadas com seu aspecto físico.
    Já los ermanos estarem pesados só pode ser influência do Maradona, o deus deles. :D

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  2. Hugo /

    “Por exemplo, a América do Norte tem 6% da população mundial, mas 34% da biomassa devido à obesidade. Enquanto isso, a Ásia tem 61% da população mundial, mas apenas 13% da biomassa devido à obesidade.”

    Dados confusos estes.

    Se a Ásia tem 61% da população e 13% da biomassa, então, em média 1% da população do mundo que vive na Ásia tem 0,213% d biomassa.
    Do outro lado do mundo a América do Norte tem 6% da população e 34% da biomassa, ou seja, 1% que vive lá tem 5,67%.

    Resumindo, segundo estes dados, o norteamericano é 26 vezes mais pesado que um asiático. Se o asiático em média pesa 50kg, o norteamericano pesa 1300kg…

    Se fosse o contrário (América do Norte 6% – 13% e Ásia 61% – 34%), o resultado seria menos absurdo ( 01 americano igual a 04 asiáticos), mas ainda duvidoso.

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    • Bovidino /

      Me parece que seus cálculos estão corretos. Todavia, a conclusão se aplica apenas a 1% da população e não a toda a população, ou seja:
      Se 1% do povo asiático em média pesa 50kg, 1% do povo norteamericano pesa 1300kg. O que não é tão absurdo.

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    • Hugo /

      Se fosse assim seria ainda mais absurdo, pq 1% do povo asiático dá uns 40 milhões, contra 4 milhoes dos norteamericanos ^^

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    • Bovidino /

      Hugo,
      Não consegui entender onde está o absurdo. Eu entendo que pelos seus cálculos que parecem corretos, chega-se à conclusão que 1% do povo asiático (40 milhões) pesa em média 50kg e 1% dos norteamericanos (4 milhões) pesa 1300kg em média. Acontece que os restantes 99% do povo asiático continua pesando a mesma média de 50kg. enquanto os restantes 99% dos norte americanos não devem pesar necessariamente 1300kg em média, talvez possa variar entre 80 e 100kg. Enfim o peso da população asiática é praticamente uniforme. O que varia é o peso dos norteamericanos. Se falei bobagem desculpe ou me corrija.

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  3. “E o Brasil: país gordo ou país magro?”

    É o país das bundas, é o que interessa.
    Ahhhh tenho que me mudar pró Brasil. ;)

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