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Teste genético pode dizer se você viverá até os 100 anos

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Por em 11.07.2010 as 11:00

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Se um teste de genoma pudesse prever suas chances de viver até os 100 anos, você gostaria de saber?

Um estudo sobre longevidade comparou os genomas de 801 centenários de ascendência européia branca, nascidos entre 1890 e 1910, com genomas de 926 pessoas que morreram antes de chegar aos 100.

A equipe identificou diferenças – variações em uma única letra no código genético – que são muito mais susceptíveis de serem encontradas nos genomas de centenários do que em pessoas que morreram antes. Muitos destes marcadores são associados à habilidade do corpo de evitar doenças relacionadas à idade, tais como doenças cardíacas e demência.

A principal conclusão do estudo é a confirmação de que a genética desempenha um papel importante na longevidade extrema.

Será que essas informações genéticas podem ser comercializadas? É provável. Prevendo essa possibilidade, a equipe da pesquisa está lançando um site onde as pessoas podem enviar seus dados genéticos para obter uma previsão de longevidade – juntamente com uma lista de advertências, com certeza.

Mas o estudo não é completo. Para começar, os resultados só foram testados em pessoas de ascendência européia branca e não há nenhuma garantia de que se aplicarão a outras etnias. Também não há uma ligação rígida entre a genética e a longevidade: algumas pessoas com estes marcadores genéticos podem não viver 100 anos.

Outra questão é saber se um gene para a longevidade pode afetar a saúde, estilo de vida e as decisões financeiras. Longevidade e outros atributos são associados a uma multiplicidade de fatores genéticos e ambientais. Para os investigadores, o truque é saber comunicar tais sutilezas para usuários de testes genéticos. Os pesquisadores começaram agora um novo estudo para descobrir como as pessoas interpretam e utilizam as informações de seus genomas. Será que os testes genéticos vão se tornar produtos muito desejados? [NewScientist]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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