10 coisas comuns que mudam completamente no espaço

Por , em 24.03.2014

Consideramos que muito do que vemos ao nosso redor são fatos imutáveis ​​da vida. Porém, fora da atmosfera terrestre, um lápis não vai cair no chão se você o soltar. Quando estendendo nosso alcance para o espaço, percebemos que algumas “verdades” não são tão universais como pensávamos.

10. Arroto

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Em condições normais, a gravidade faz com que o líquido se acumule na parte inferior de seu estômago, enquanto os gases sobem ao topo dele. Como não há gravidade no espaço para que isso aconteça, os astronautas tendem a ter o que se chama de “arroto molhado”. Algo tão simples como um arroto facilmente expulsa de seu estômago todos os líquidos que a gravidade não consegue segurar.

Devido a isso, a Estação Espacial Internacional não estoca bebidas carbonatadas. Mesmo que estocassem, a gravidade não faria com que os gases subissem até o topo da bebida, como fazem na Terra, então o refrigerante não perderia o gás tão rápido e a cerveja não formaria um colarinho.

9. Velocidade

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No espaço, pedaços aleatório de detritos se movimentam a velocidades tão rápidas – em média, 35.500 km por hora – que nossos cérebros mal conseguem compreendê-las. Isso é tão alto que você nunca veria o objeto vindo, apenas os misteriosos buracos deixados pra trás em uma superfície próxima (isto é, se você tiver sorte o suficiente para que eles não apareçam em você).

No ano passado, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional tirou uma fotografia de um buraco feito nos enormes painéis solares da estação. O buraco é quase certamente o resultado de um impacto com um desses pequenos pedaços de detritos, provavelmente medindo apenas um milímetro ou dois de diâmetro. Mas não se preocupe, a NASA prevê colisões como esta e a blindagem no exterior da estação é construída para suportar tais impactos.

8. Produção de álcool

No distante espaço, perto da constelação de Aquila, flutua uma gigantesca nuvem de gás com cerca de 190 trilhões de trilhões de litros de álcool. A existência da nuvem desafia muito do que pensávamos ser possível. O etanol é uma molécula relativamente complexa para se formar em quantidades tão grandes, e as temperaturas são tão baixas no espaço que as reações necessárias para a produção de álcool, teoricamente, não deviam ocorrer.

Cientistas recriaram as condições do espaço em um laboratório e combinaram dois produtos químicos orgânicos em -210° Celsius. Os produtos químicos definitivamente reagiram: cerca de 50 vezes mais rapidamente do que à temperatura ambiente, em vez de a uma taxa muito menor, como os cientistas esperavam.

O tunelamento quântico pode ser o responsável. Através deste fenômeno, as partículas assumem as propriedades das ondas e absorvem a energia de seus arredores, fazendo com que superem obstáculos que de outra forma as impediriam de reagir.

7. Eletricidade estática

A eletricidade estática pode fazer algumas coisas bem doidas. Por exemplo, este vídeo mostra gotas de água que orbitam uma agulha de tricô estaticamente carregada. Forças eletrostáticas trabalham à distância e esta força puxa os objetos em direção a ela tanto quanto a gravidade puxa os planetas, colocando as gotas em um estado contínuo de queda livre.

A eletricidade estática é muito mais poderosa do que alguns de nós, provavelmente, acreditam. Os cientistas estão trabalhando na criação de um raio de eletricidade estática, com o objetivo de limpar o lixo espacial. Isso mesmo, aquela força que te dá um choque quando você toca uma maçaneta de porta de carro no inverno poderia fornecer energia para limpar a nuvem cada vez maior de lixo espacial que orbita a Terra, arremessando-o pelo espaço.

6. Visão

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20% dos astronautas que viveram na Estação Espacial Internacional relataram visão falha quando retornaram à Terra. E, até agora, nós realmente não sabemos por quê.

Acreditava-se que tal problema era causado pela baixa gravidade, que faz com que fluidos corporais flutuem para dentro do crânio e aumentem a pressão craniana. Entretanto, novas evidências sugerem que o fenômeno poderia estar relacionado com polimorfismos. Polimorfismos são enzimas que diferem um pouco do padrão e que poderiam afetar a forma como o corpo processa os nutrientes.

5. Tensão superficial

Tendemos a não perceber a tensão superficial da Terra porque a gravidade geralmente a supera. No entanto, quando você remove a gravidade, a tensão superficial parece muito mais poderosa. Por exemplo, quando se espreme um pano no espaço, em vez de cair, a água adere ao pano, assumindo a forma de um tubo.

Os astronautas têm de ter cuidado ao manusear a água ou eles podem acabar com minúsculas gotas flutuando ao redor deles.

4. Exercício

Todos nós já ouvimos falar que os músculos dos astronautas atrofiam no espaço, e, para combater esses efeitos, eles precisam se exercitar muito mais do que você esperaria. O espaço certamente não é para os molengas – é preciso treinar como um fisiculturista para evitar ficar com a estrutura óssea de um homem de 80 anos de idade. Na verdade, a NASA foi tão longe a ponto de chamar o exercício de a “prioridade número um da saúde no espaço”. Esqueça proteger-se da radiação solar ou desviar de asteroides mortais, apenas o exercício físico de todos os dias.

Sem esse regime, os astronautas não apenas retornam à Terra um pouco mais fracos, como podem perder tanta massa óssea e muscular que não conseguem nem andar quando a gravidade é reintroduzida à equação. E, enquanto você pode construir músculo de volta sem muita dificuldade, a massa óssea é quase impossível de recuperar.

3. Germes

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Imagine a surpresa dos cientistas ao enviar amostras de salmonela ao espaço e ver que elas voltaram sete vezes mais mortais do que quando deixaram a Terra. Isso parecia ser uma notícia de fato preocupante para a saúde dos astronautas, mas levou os cientistas a descobrir como combater a doença tanto no espaço como na Terra.

A salmonela pode medir o “cisalhamento de fluído” (a turbulência do fluído em torno dela), e usa essas informações para determinar a sua localização no corpo humano. Quando solta nos intestinos, ela detecta alto cisalhamento de fluído e tenta se mover em direção à parede intestinal. Quando ela atinge a parede, detecta baixo cisalhamento e acelera para penetrar na parede e entrar na corrente sanguínea. Em um ambiente sem gravidade, as bactérias constantemente experimentam baixo cisalhamento, por isso mudam permanentemente para um estado ativo, virulento.

Ao estudar os genes da salmonela que são ativados em baixa gravidade, os cientistas determinaram que altas concentrações de íons podem inibir as bactérias. Mais pesquisas podem levar a vacinas e tratamentos para a intoxicação por salmonela.

2. Radiação

O sol é uma explosão nuclear gigante, mas o campo magnético da Terra nos protege dos raios mais nocivos. As missões que atualmente vão para o espaço, incluindo visitas à Estação Espacial Internacional, ficam dentro do campo magnético da Terra, e os escudos que temos se provaram perfeitamente capazes de bloquear essas “chamas cósmicas”.

Contudo, além desta proteção, mais longe no espaço, os astronautas estão totalmente expostos. Se queremos ir a Marte algum dia, ou colocar uma estação espacial em órbita em torno da lua, vamos ter que lidar com partículas de alta energia que viajam de estrelas distantes à beira da morte e de supernovas. Quando essas partículas batem nos escudos atuais, criam uma espécie de estilhaço que é ainda mais perigoso do que a própria radiação. Assim, os cientistas estão trabalhando no desenvolvimento de proteção contra radiações de elementos mais leves, que evitará que essas partículas de estilhaços sejam produzidas com o impacto.

1. Cristalização

Cientistas japoneses têm monitorado como os cristais se formam em ambientes de microgravidade ao acertar cristais de hélio com ondas acústicas sob microgravidade simulada. Normalmente, levaria um bom tempo para os cristais de hélio se recomporem depois de quebrar, mas esses cristais foram suspensos em um superfluido, um líquido que flui sem qualquer atrito. Como resultado, o hélio rapidamente se uniu em uma formação anormalmente grande de 10 milímetros ao longo do cristal.

Parece, então, que o espaço nos oferece os meios para cultivar cristais maiores e de melhor qualidade. Nós usamos cristais de silício em quase todos os nossos produtos eletrônicos, de modo que este conhecimento pode levar a melhores dispositivos eletrônicos. [Listverse]

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1 comentário

  • Andre Luis:

    Já vi aqui no Hype mesmo, que a chama de um fogo em microgravidade se torna esférica!

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