10 veículos maravilhosamente bizarros do século XX

Por , em 4.03.2016

O século XX parece ter sido especialmente produtivo para os inventores. Penicilina, fibra ótica, televisão e o primeiro voo de Santos Dumont aconteceram no século passado. É claro que não poderia faltar inventores de novos modelos de carros, alguns deles muito bizarros se analisados hoje em dia, mas que na época carregavam a promessa de serem o meio de transporte do futuro. Confira a lista de 10 veículos do século XX que não foram para frente:

10. Quadripé

Na década de 1960 o exército americano lançou um projeto para criar um veículo terrestre que poderia transportar pessoas e equipamentos em terrenos com obstáculos.

O resultado foi o Quadripé, um veículo que precisava de um operador para andar. A pessoa ia suspensa em seu “corpo”, era capaz de sentir a resistência de objetos no chão, e conseguia controlar a força usada.

Seu problema era que o sistema ficava sobrecarregado depois de 15 minutos e ele precisava parar para se recompor.

A ideia de construir um veículo de quatro pernas ainda encanta os seres humanos. Boston Dynamics, empresa da Alphabet, desenvolveu um robô de quatro pernas, o Spot, que consegue navegar em qualquer terreno sozinho, com ajuda de sensores em sua cabeça.

9. Dynasfera (ou a bola de hamster gigante)

Para quê pensar em veículos com rodas quando você pode fazer parte da própria roda? Até que a ideia é interessante, e certamente muito divertida. Afinal, quem nunca se deitou dentro de um pneu de caminhão quando criança para ser empurrado pela rua por um amiguinho?

Seu motor era de dois cavalos e meio de potência, e funcionava à gasolina. Seu inventor, John Purves, até chegou a criar um modelo elétrico, e acreditava que ele ocuparia o lugar que as motos atuais ocupam.

A Dynasfera foi criada em 1930, e na época foi chamada de “invenção revolucionária em locomoção esférica que um dia irá revolucionar o transporte moderno”. Que pena que esse dia ainda não chegou. Continuamos esperando.

8. Patins motorizados

Esse pessoal do começo do século XX era mesmo aventureiro e sem medo algum. Para quem acha que andar pelas ruas de uma cidade de roller é algo radical, imagina usar um patins motorizado de força de 1,5 cavalo!

O motor era conectado a um cinto usado pela pessoa, que podia ligá-lo e desligá-lo. Um pequeno reservatório pendurado na parte de traz do cinto carregava quase quatro litros de gasolina.

7. Carro de soja de Henry Ford

Durante a Segunda Guerra Mundial, quando os metais eram mais caros, Henry Ford decidiu investir no uso de plástico de origem vegetal em seus carros, como soja, trigo e até fibra de camanho (planta da variedade Cannabis).

Ele chegou a construir um protótipo feito praticamente inteiro com esse material, com exceção da estrutura, que foi feita de aço. Ele alegava que seu carro aguentava qualquer tranco, sendo mais forte que os metálicos. O projeto, porém, foi congelado quando o segundo protótipo estava em construção.

6. Torpedo Tucker

Preston Tucker era um policial que logo depois da Segunda Guerra Mundial resolveu mudar de profissão para criar carros. Ele incluiu itens criativos e úteis no Torpedo Tucker, como um terceiro farol no meio da frente do carro que mudava de ângulo conforme o carro vira. Além disso, o para-brisas poderia ser ejetado em um acidente para que o motorista não se machucasse, e as portas se abriam de forma que facilitava a entrada e saída de passageiros.

Apenas 51 unidades do carro foram produzidas porque ele teve dificuldade em acessar a matéria-prima para a montagem com os mesmos preços que as três grandes montadoras americanas conseguiam. Desestimulado, ele chegou a vir ao Brasil para tentar lançar o carro Carioca, mas o modelo nem chegou a ter protótipo.

5. Gyrocar, ou carro de duas rodas

O Gyrocar Schilovski tinha seis assentos divididos em três fileiras, sendo que havia apenas duas rodas, como uma motocicleta. Seu motor tinha potência de 16 ou 20 cavalos.

O que mais impressiona nesse modelo criado pelo russo Pyotr Shilovsky é que ele não perdia o equilíbrio quando alguém embarcava ou desembarcava, quando alguém se encostava nele ou mesmo se recebesse empurrões pelos lados. Isso tudo porque tinha um par de giroscópios.

A invenção nunca foi para frente, talvez porque, já que ele praticamente ocupa o mesmo espaço de um carro comum, seja mais lógico usar quatro rodas ao invés de apenas duas.

4. Octocar, ou carro de oito rodas

octoauto

Se Shilovsly não gostava de rodas, Milton Reeves tinha uma verdadeira obsessão por elas. Ele criou o Octocar, que tinha quatro rodas na frente e mais quatro atrás.

Ele defendia que um veículo com oito rodas era melhor que um de quatro porque seus pneus não seriam gastos com tanta rapidez quando o outro, além de ter mais estabilidade. Para fazer curvas era necessário virar as quatro rodas da frente.

Seu projeto não atraiu investidores e saiu na lista de 50 piores carros da revista Times, mas mesmo assim ele não desistiu. Reeves resolveu tirar duas rodas da frente e manter as quatro de trás, criando o SextoAuto. Esta ideia também foi terrível.

3. Carros Prop

Esse carro inspirado em aviões de hélice tinha um enorme propulsor na sua frente. Dois modelos foram feitos na França no início do século XX: Helica e Helicron. Um modelo semelhante também foi criado na Argentina, chamado de Aerocar.

Enquanto o Helica fez sucesso, o Aerocar tinha problemas de aceleração. Os dois modelos, porém, não eram considerados nem um pouco seguros. Eles não tinham marchas ou freio. Mais importante ainda, a hélice era um grande perigo para crianças ou animais que se aproximassem do carro em funcionamento. Imagine ser atropelado por uma besta dessas!

2. Dynamaxion, ou o carro que voava

Buckminster Fuller foi o tipo de homem que queria tudo de uma vez só. Em 1933, ele criou um carro de apenas três rodas, 11 lugares, formato de zeppelin e que tinha asas que permitiam fazer curtos voos.

Mas se no solo ele já tinha pouca estabilidade e era difícil fazer curvas, imagine como era quase impossível controlar a engenhoca no ar.

Fuller fez três protótipos, e investidores mostraram bastante interesse para produzir mais carros Dynamaxion. Eles desistiram, porém, quando um dos protótipos se envolveu em um acidente com desfecho fatal. O modelo também entrou na lida de 50 piores carros do mundo. Ainda bem que não vemos vários destes à solta pelas ruas.

1. Pininfaria X

O Pininfarina X, também conhecido como Pf-X, foi um dos primeiros carros com aerodinâmica produzidos.

Batista Pinin Farina e sua equipe usaram o chassis de um Fiat 1100, mas mudaram o lugar em que as quatro rodas estariam. Nesse modelo, elas têm formato de diamante: uma na frente, duas no meio e outra atrás do veículo. O carro alcançava a velocidade de 145km/h, 20% mais rápido que o próprio Fiat 1100.

Farina não conseguiu nenhum investidor para o seu projeto, e mais tarde desenvolveu o Pininfarina Y, que tinha o mesmo formato que o protótipo X, mas com as quatro rodas nos lugares convencionais.

Apesar de ter um design muito interessante, vamos concordar que ele deveria ter trabalhado mais no nome do modelo. [ListVerse]

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