5 monumentos com erros monumentais

Por , em 17.09.2011

Na hora de esculpir algo em uma pedra, só existe uma chance de acertar. E às vezes isso não é suficiente. De inabilidades pontuais a mancadas gramáticas, aqui estão cinco dos maiores deslizes já estampados em pedras:

5 – O Comandante

O Memorial Nacional Martin Luther King Jr. foi aberto com muita fanfarra em agosto de 2011. Houve muita emoção acerca de um afro-americano não presidente se juntando aos presidentes brancos na decoração de Washington DC, EUA. Mas também houveram muitas objeções logo após o monumento ser inaugurado. Muitos comentaristas acharam que a escultura, e particularmente o texto sobre ela, fez o estadista humilde gentil parecer um repressor arrogante.

O monumento de MLK (maior do que seu tamanho natural) está altivo e poderoso, com braços cruzados e um olhar gelado, segundo os críticos. Pior ainda, uma citação errada e descontextualizada é gravada em seus flancos pedregosos. A inscrição diz: “Eu era um comandante para a paz, justiça e integridade”.

Enquanto aquilo soa arrogante, a citação original tinha um tom bastante oposto. Em um discurso, MLK estava se dirigindo a aqueles que acreditaram que suas ações tinham o intuito de autoproclamação ou busca de atenção. Ele disse: “Sim, se você quiser dizer que eu fui um comandante, diga que eu fui um comandante para a justiça. Diga que eu fui um comandante para a paz. Que eu fui um comandante para a integridade. E todas as outras coisas superficiais não importarão”.

O melhor seria se os escultores colocassem novamente suas ferramentas para funcionar e restaurarassem a frase e sua verdadeira intenção.

4 – Cravado

O Monumento The Four Corners marca o ponto onde os estados americanos de Utah, Colorado, Arizona e Novo México se encontram. Durante um século, os turistas se aventuram no local para estar nos quatro estados ao mesmo tempo, posando para fotos das formas mais divertidas e também idiotas.

O problema é que o monumento está um pouco fora da marca. O Congresso determinou o ponto de encontro dos estados em uma longitude de 109 graus Ocidente e uma latitude de 37 graus Norte. Mas o agrimensor contratado para encontrar essa coordenada, em 1875, escolheu um lugar 550 metros mais a leste, e foi aí que o Four Corners foi construído. Ainda assim, como o Levantamento Nacional Geodésico apontou em um comunicado em 2009, considerando a tecnologia primitiva da época, o agrimensor “cravou” o local.

Apesar do erro, a posição do monumento foi oficialmente estabelecida como o ponto de fronteira entre os quatro estados.

3 – Bronze do Babe

Em 1995, uma estátua de bronze de Babe Ruth foi colocada na frente do Oriole Park, o campo do time de basebol Baltimore Orioles, a equipe com a qual o jogador iniciou sua carreira profissional em 1914. Na estátua, ele está apoiado em um bastão e segurando uma luva com sua mão direita em seu quadril.

Infelizmente, o Babe verdadeiro era canhoto.

A artista que esculpiu a estátua afirmou ter pegado do Museu de Babe Ruth a luva que usou como modelo para a escultura. Ela acreditava que pertencia ao próprio Babe mas, na realidade, o diretor do museu lhe enviara uma luva semelhante à usada por Ruth, mas da mão oposta.

Como a estátua, chamada “Sonho de Babe”, foi criada para ter cerca de 3 metros de altura, ninguém percebeu o erro. De acordo com a artista, uma equipe debateu as presilhas, o boné, a calça que ele vestia e tudo mais. Mas ninguém disse nada sobre a luva.

2 – Erros de Poe

Existe uma estátua de bronze de Edgar Allan Poe que fica perto da Universidade de Baltimore, nos EUA. Esculpida em 1916 e erguida em 1921, a base original do monumento (mais tarde substituída) foi inscrita com uma linha do poema mais famoso de Poe, “The Raven”. Lia-se: “Dreamng dreams no mortals ever dared to dream before” (em português, “Sonhando sonhos que nenhum mortal jamais se atreveu a sonhar antes”).

Sim, o “i” foi omitido logo na primeira palavra, mas isso não incomodou os entusiastas de Poe, tanto quanto a adição de “s” ao final da quarta palavra.

Um residente de Baltimore e poeta tomou o erro de digitação como pessoal. Em 1930, após vários anos escrevendo cartas de reclamação aos jornais locais, ele finalmente pegou uma ferramenta para sozinho retirar da estátua aquela letra ofensiva… para o bem de sua alma.

O residente foi inicialmente detido por destruir o “s”, mas depois foi liberado com uma advertência. Quando a estátua foi movida na década de 1980, a base original foi substituída e os erros corrigidos.

1 – Homem de memória

O George Washington Monument, construído de 1815 a 1829, lista a data da posse do presidente como 4 de março de 1789. Washington, na verdade, foi empossado em 30 de abril – 4 março foi a data que o Congresso se reuniu em Nova York pela primeira vez sob a nova Constituição.

Incrivelmente, ninguém percebeu o erro até 1985. Naquele ano, um residente que se descreveu como “o homem de memória incrível”, apontou o erro imediatamente após olhar a base do monumento. Ele informou funcionários e a inscrição foi logo corrigida. [Life’sLittleMysteries]

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52 comentários

  • heitor4:

    Edgar Allan Poe poeta?!?!?!?! Pra mim essa é nova!Pra mim ele era um escritor de contos “macabros”.

  • Deep:

    Errar, omitir, trocar, desfalcar, mutilar – ou o que seja – mesmo que uma única letra na transcrição de um verso de um poeta como POE é um erro bruto, abissal, verdadeiro achincalhe, algo de fato ofensivo e vil! Entendo e defendo a ação do morador! e ainda acho que o responsável deveria ser esbofeteado por conta do descaso e ignorância!

  • Danórton Tadeu:

    Com uma briga tão feia, comentar o que? Vou guardar meu “portuga” do norte da amazonia e esperar dias mais calmos.
    um abraço a todos e bom debate.

  • Lee:

    Celito, acho que o título quiz nos dizer o seguinte: são obras grandiosas….pelo menos, dadas como grandiosas para muitos..sendo assim erros por menores que sejam diminuem a grandiosidade que o monumento deveria ter.
    Por serem considerados monumentos importantes nao deveria haver erros!!

    Gostei muito da matéria…interessante e divertida..rs

  • Celito Albuquerque:

    Já que HyperScience não se manifestou até agora já fico imaginando que o erro foi proposital.Os erros são em detalhes e não monumentais (grandes, notáveis, grandiosos). Esse bom texto não geraria tantos acessos se não fosse pelo “houveram”.

  • Rafel:

    e a torre de pizza?

  • Luan:

    Fala sério gente o MLK ta a cara do dr. dre. hauhauhauha
    http://www.coolfm.us/lagos969/images/stories/dr-dre.jpg

  • Celito Albuquerque:

    Deixemos os americanos em paz. Eles estão com baixa estima, devendo a nós do cristo redentor “ridículo”, com a economia quebrada, fruto do trambique das imobiliárias de lá – com o Amém do Federal Reserve – e agora já até estão fritando devagarzinho o Obama. Fiquemos com a nossa desditosa jornalista. Sugestão: pare de ler os clássicos alemães e leia mais Machado de Assis.

  • Rafael:

    Houve um erro monumental de potuguês
    “…houveram muitas objeções…” não existe “houveram”
    a frase deveria ser escrita assim
    “houve muitas objeções”

    • Master Sheppard:

      Realmente,como diz o provérbio latim: “Aquila non captat muscas”,o autor estava tão focado em encontrar erros nas esculturas,que acabou ele mesmo errando na sua(sim,porquê textos também são esculturas,metaforicamente falando).De fato,haver é verbo impessoal no sentido de existir,fica na terceira pessoa do singular independente do sujeito,tenho certeza,entretanto,que a pessoa que escreveu a matéria tem capacidade e instrução o suficiente para fazê-lo,e que isso não passou de um pequeno escorregão.

    • Celito Albuquerque:

      Todos nós erramos. O “porque” do Sheppard não leva acento circunflexo.

    • —:

      potuguês?

    • Rodrigo:

      “Houveram” existe, mas não nesse contexto.

  • Flor de Lis:

    A matéria é bacana,,, mas a redundância do título a tornou pobre logo de cara.

    • Maria:

      A redundância foi uma forma humorística de expressar o título. Você é que não entendeu.

    • Vincius gabriel:

      nao eh redundancia, eh um jogo de palavras, dizendo que os erros foram taum “monumentais” quanto os monumentos. entendeu?

    • Flor de Lis:

      mas na minha opinião não ficou bom não!!!!!

  • Luis:

    O Marco Zero localizado na Praça da Sé em São Paulo também tem erros. Algumas marcações apontam para o lado errado.

  • Vitor:

    Só americanos erram?

  • leandro:

    O site modera(censura) meus comentários, mas quem modera o site. obs: ao moderador, por favor corrija a palavra site,nos comentários que estão aguardando moderação, cometi um erro grosseiro…rsrsrsr e que são 5 da manhã to com sono…

    • Nik:

      Legal isso. Vejo um monte de comentários de pessoas que parecem ter diploma de professor de português e que nunca erram na vida (mas insistem em apontar erros), mas esses seus foram os melhores.

      “[…] vai ter que mandar pra nós moderar […]”

      Pedir para a moderação corrigir um comentário seu que aponta os erros das matérias. Incrível.

  • leandro:

    puts, não deu, disisto.

  • leandro:

    Se as matérias continuarem com erros, o syte e que vai ter que mandar pra nós moderar primeiro antes de publicar, rsrsrs (fiz outra duplicata pra fugir da censura, agora vai)

  • leandro:

    Se as matérias continuarem com erros, o syte e que vai ter que mandar pra nós moderar primeiro antes de publicar, rsrsrs

    • Maria Emília:

      Eu vou corrigir.
      Leandro, não é “syte” e sim site.
      Pronto, satisfeito.

  • Celito Albuquerque:

    Mancadas de digitação (mancadas gramáticas) já na segunda linha a gente perdoa.Mas aquele “houveram” é intragável até eufonicamente. Um olhar mais apurado me fez ver que você lida bem com o nosso idioma. Foi somente um escorregão.Feio, há que se dizer.Eu mesmo só vim em busca dos “Comentários” por causa dele.
    Um monumental abraço. E não desista jamais!!!

  • João Alex Marsiglia:

    Falando em erros monumentais, na 3ª linha do ítem 5
    (Comandante-Martin Luther King) tem um memorável “houveram”…

    • Carlos:

      Haha, lamentável mesmo. O texto todo parece uma tradução muito mal feita.

  • Julio Neto:

    Para quem entende de numerologia: 30.04.1789 e 04.03.1789, reduzidos, cada um dá ou é 5; e o ano de 1985, dá 5 !.

  • Luan:

    é impressão minha ou essa estátua está mais pra DR.DRE do que pra MLK???

  • Luan:

    Não se fazem mais monumentos como antigamente. Hoje os construtores não tem mais tanto empenho nem perfeccionismo como na época dos antigos gregos egípcios e etc.

  • luciana:

    Steve
    Patético és tu, não entende o espirito e a alma do brasileiro, e se põe a criticar. Falemos então da megalomania dos americanos de construir arranha-céus de 100 andares!

    • Celito Albuquerque:

      Liga não, Luciana.Um bilhão e trezentos milhões de chineses estão fungando no cangote deles. Onde está o – patético – sonho americano?

  • Steve:

    You talk about mistakes made in statues, but you left out the most ridiculous of them all – that big statue in Rio that everybody likes so much – the so called christ….how pathetic is that ?

    • Caipira:

      Ahm… we’re talking about mistakes, not context. A statue with a book, a torch and a funny crown’s pathetic, but contains no mistake (does it?).

    • Ze da Feira:

      Valeu caipira ! aqui não aqui não..

    • leandro:

      ok, but please, I do not speak English, rsrsrs

    • SENAM:

      caipira americano ou um metido a besta? nem merece maiusculas ou acentos

    • Caipira:

      Você viu? Alguém tem que dizer algumas para estes gringos sem educação.

    • Master Sheppard:

      Well,even if I am a Brazilian,I still have to agree with you,it is really pathetic,but the Liberty Statue is pathetic too isn’t it?What statue is not?What really means something is the legacy that someone left to us,not a rock sculpture left somewhere.

    • Eduardo Verme:

      Steve, meu amigo, e dai que nosso Cristo Redentor é ridículo? Seu país está tão quebrado e vocês americanos são tão burros mandando seus filhos pra guerra que prefiro morar nesta floresta cheia de macacos que você viu nos Simpsons.

  • Éder Augusto:

    Quando vi a cara do MLK achei que fosse um velho Imperador chinês.

    • @LucasRodmo:

      Eu também! Imediatamente!
      Quase chutei um ‘Mao’

  • Ze da Feira:

    Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
    Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
    E já quase adormecia, ouvi o que parecia
    O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
    “Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais.

    É só isto, e nada mais.”
    Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
    E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
    Como eu qu’ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
    P’ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais –
    Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

    Mas sem nome aqui jamais!
    Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
    Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
    Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
    “É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
    Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

    É só isto, e nada mais”.
    E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
    “Senhor”, eu disse, “ou senhora, decerto me desculpais;
    Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
    Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
    Que mal ouvi…” E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

    Noite, noite e nada mais.
    A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
    Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
    Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
    E a única palavra dita foi um nome cheio de ais –
    Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
    Isso só e nada mais.
    Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
    Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
    “Por certo”, disse eu, “aquela bulha é na minha janela.
    Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.”
    Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

    “É o vento, e nada mais.”
    Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
    Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
    Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
    Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
    Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

    Foi, pousou, e nada mais.
    E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
    Com o solene decoro de seus ares rituais.
    “Tens o aspecto tosquiado”, disse eu, “mas de nobre e ousado,
    Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
    Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.”

    Disse o corvo, “Nunca mais”.
    Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
    Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
    Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
    Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
    Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

    Com o nome “Nunca mais”.
    Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
    Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
    Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
    Perdido, murmurei lento, “Amigo, sonhos – mortais
    Todos – todos já se foram. Amanhã também te vais”.

    Disse o corvo, “Nunca mais”.
    A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
    “Por certo”, disse eu, “são estas vozes usuais,
    Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
    Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
    E o bordão de desesp’rança de seu canto cheio de ais

    Era este “Nunca mais”.
    Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
    Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
    E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
    Que qu’ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
    Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

    Com aquele “Nunca mais”.
    Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
    À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
    Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
    No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
    Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,

    Reclinar-se-á nunca mais!
    Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
    Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
    “Maldito!”, a mim disse, “deu-te Deus, por anjos concedeu-te
    O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
    O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!”

    Disse o corvo, “Nunca mais”.
    “Profeta”, disse eu, “profeta – ou demônio ou ave preta!
    Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
    A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
    A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
    Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

    Disse o corvo, “Nunca mais”.
    “Profeta”, disse eu, “profeta – ou demônio ou ave preta!
    Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
    Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
    Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
    Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!”

    Disse o corvo, “Nunca mais”.
    “Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!”, eu disse. “Parte!
    Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
    Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
    Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
    Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!”

    Disse o corvo, “Nunca mais”.
    E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
    No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
    Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
    E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

    Libertar-se-á… nunca mais!

  • Ze da Feira:

    Tudo o que vemos ou parecemos
    não passa de um sonho dentro de um sonho.

  • Ze da Feira:

    Falta pouco. Em breve seremos inuteis

  • Nik:

    Lendo essa matéria me fez pensar, como as pessoas levam a sério histórias muito antigas usando-as como referência até hoje. Muitas interpretações podem estar erradas por estarem sendo baseadas em coisas desse tipo (construções).

    AINDA BEM que esses monumentos não são as únicas referências das verdadeiras histórias por trás das mesmas, se não daqui a quem sabe 1000 anos historiadores poderiam tirar conclusões erradas por causa desses erros monumentais.

  • Rodrigo:

    Para provar que errar é humano publicaram “houveram” na descrição do item 5: “Mas também houveram muitas objeções logo após o monumento ser inaugurado.”

    Sorte que consertar um texto é mais fácil que consertar uma escultura 😉

    • Cesar crash:

      Boa!

    • Ric Jones:

      Realmente, a parte do “houveram” pegou MUITO mal para quem está criticando “erros monumentais”. Cabe aqui a máxima do “enxerga um cisco no outro, mas não vê a trave à sua frente”. Antes de criticar os equívocos dos demais faria bem olhar para o próprio umbigo e ajeitar o português tão castigado e maltratado. Abraços.

    • Edu Verme:

      O que tem a ver o erro de português dela com a questão dos erros nos monumentos? Ela não está criticando os erros nos monumentos, apenas falando sobre eles, como uma curiosidade. Essa máxima aí que tu citou definitivamente não cabe no caso.

  • ze da feira:

    No futuro sera criada uma nova entidade pra cada problena novo e elas tera um conhecimento de tudo. gooooooogle

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