6 anotações que o Facebook fez sobre a sua vida amorosa

Por , em 26.03.2015

A essa altura de 2015, você provavelmente já sabe que o Facebook está te observando, coletando dados de todas as suas interações e fornecendo-os aos cientistas de dados da empresa, que são famintos por correlações. Provavelmente, você sabe também que o Facebook tenta manipular você. É o preço de viver no mundo moderno.

A maior rede social do mundo está particularmente interessada em sua vida romântica. Eles estão observando você começar e terminar relacionamentos, de acordo com uma recente apresentação feita por Carlos Diuk, funcionário do Facebook.

No entanto, o que eles descobrem são o resultado de cálculos numéricos privados e de propriedade da rede, contornando os procedimentos normais que os cientistas chamam de “ciência”. Apesar destes serem dados interessantes, Sara Watson, do Centro Berkman de Internet e Sociedade na Universidade de Harvard, faz um alerta sobre a origem destas constatações. “Pode ser verdade que o Facebook ofereça uma das maiores amostras de dados sociais e comportamentais já compilados, mas todos os seus estudos apenas descrevem as coisas que acontecem no Facebook. Os dados são estruturados pelo Facebook, entram em um campo de atualização de status criado pelo Facebook, produzido pelos usuários do Facebook, analisados ​​por pesquisadores do Facebook, com resultados que vão afetar futuros filtros de notícias do Facebook, tudo para construir o negócio do Facebook. Como pesquisa, é um objeto de estudo determinado e completamente construído, e as suas saídas não são generalizáveis. Em última análise, o Facebook só nos ensina algo sobre o próprio Facebook”, analisa.

Dito isto, veja seis coisas que o Facebook pensa que sabe sobre sua vida amorosa:

6. Cupidos

As pessoas que apresentam amigos que acabam se tornando casais, os famosos cupidos, têm mais amigos do que as pessoas que se tornam casais neste tipo de relação – 73% a mais. Além disso, os pombinhos são mais “desconectados”. As redes de amigos dos cupidos incluem várias pessoas que não são amigas umas das outras. Uma maneira de interpretar isso é que os cupidos precisam diversificar as suas interações, de modo a não sobrecarregar os amigos com a sua extroversão agressiva e declarações sobre quem seria perfeito para quem.

5. Diálogos amorosos

No período que antecede um relacionamento, as interações online entre duas pessoas sobem como uma montanha russa. Mas, em seguida, uma vez que o acordo é selado, o número de interações cai drasticamente, assim como uma montanha russa. Das duas uma: ou o feliz casal está gastando todo o seu tempo fazendo coisas offline, como conversar, tomar sorvete ou fazer sexo ou, como a conquista não é mais necessária, as interações deste tipo acabam. Depende de como você enxerga a vida. O “tom” das comunicações é mais positivo, em média, do que era antes da oficialização.

4. Religião e amor

As pessoas até estão dispostas a namorar outras de religiões diferentes, mas quando chega a hora de colocar um anel de casamento, as maiores chances são de que elas fiquem com um membro de sua própria crença. “Se você tem 23 anos e é casado, é provável que seja com uma pessoa da mesma religião”, diz Diuk. “Mas se você tem 23 e só está curtindo a vida, não é o caso”.

3. Idade

A diferença média de idade entre homens e mulheres cresce de acordo com a idade do homem. Do ponto de vista masculino, um cara mais velho é mais propenso a ter uma namorada mais jovem do que uma de sua idade; já um jovem namora alguém com idade mais próxima. Em países com mais igualdade entre os sexos, a diferença média de idade é muito menor.

2. Duração

A duração de uma relação em seus primeiros meses correlaciona-se fortemente com a probabilidade da relação continuar. De acordo com um post em um blog sobre dados científicos no Facebook, cerca de metade de todos os relacionamentos no Facebook que sobreviveram três meses tendem a sobreviver quatro anos ou mais. “Se você já esteve em um relacionamento por um ano, a probabilidade de que você rompa esta relação diminui em 80%”, afirma Diuk. O que esta descoberta não aborda é em que ponto as pessoas declaram sua relação na timeline do Facebook. “Três meses” de ligação online provavelmente significam muito mais tempo no mundo real.

1. Término e amigos

Quando você termina com alguém, seus amigos interagem mais com você. Seja compartilhando uma lista no Spotify de músicas de fossa ou comentando sobre uma selfie de vocês na balada, os verdadeiros amigos tendem a se aproximar nestes momentos, ao menos virtualmente. [Discover Magazine]

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