A primeira pessoa do mundo a ter dentes no cérebro é um bebê

Por , em 27.02.2014

Não é todo dia que a gente ouve falar que uma pessoa desenvolveu dentes na cabeça. Na verdade, essa notícia foi uma novidade inclusive para a comunidade médica.

Um médico percebeu que um bebê de 4 meses de idade, de Maryland (Estados Unidos), tinha um crescimento anormal na sua cabeça. Suspeitando de um tipo extremamente raro de tumor no cérebro, resolveu fazer uma tomografia da criança, e lá estava uma massa que se parecia muito com dentes (que, na idade do bebê, normalmente é encontrada na mandíbula).

O menino, então, foi submetido à cirurgia cerebral para a remoção da massa. Durante o procedimento, os médicos retiraram não um, nem dois, mas vários pequenos dentes. Depois de analisar o tecido do tumor, o diagnóstico foi revelado.

Diagnóstico

Os exames mostraram que a criança desenvolveu um craniofaringioma, uma forma de tumor benigno extremamente rara que pode crescer até o tamanho de uma bola de golfe. Esses tumores são mais diagnosticados em crianças de 5 a 14 anos, e são raríssimos em crianças com menos de 2 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Segundo a Dra. Narlin Beaty, neurocirurgiã da Universidade de Maryland, uma das responsáveis pela cirurgia feita neste bebê, pesquisadores sempre suspeitaram que esse tipo de tumor se forma a partir das mesmas células envolvidas no processo de formação dos dentes. Mas, até então, os médicos nunca tinham ouvido falar em dentes de verdade nesses tumores.

Dentes já haviam sido encontrados em cabeças em outros casos, mas apenas em tumores conhecidos como teratomas, porque contém os três tipos de tecido encontrados em um embrião, acrescentou Dr. Beaty. Em contraste, o craniofaringioma possui apenas uma camada de tecido, o que justifica a raridade da ocorrência.

Pós-operatório

Apesar da cirurgia ter sido um sucesso e o menino estar se recuperando bem, o procedimento deixará sequelas. Isso porque, no caso dele, o tumor destruiu algumas conexões do cérebro que seriam as responsáveis por liberar certos hormônios. De acordo com a Dra. Beaty, ele terá que receber tratamentos hormonais para o resto da vida. [Live Science]

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