Airpod: carro movido a ar comprimido gasta R$ 1,25 a cada 100 km

Por , em 22.08.2012

A empresa indiana Tata Motors vai lançar um veículo chamado Airpod que se move usando ar comprimido.

Não. O carro não se move através de um jato de ar que o empurra para frente. Na verdade, ele é equipado com motores pneumáticos que utilizam ar pressurizado para conduzir pistões.

A ideia é bastante ecológica, já que não se utiliza de nenhum combustível que fere o meio ambiente. Também é muito interessante do ponto de vista financeiro: seu tanque pode armazenar 175 litros de ar (que um motorista pode abastecer em um posto especializado ou através da ativação de um motor elétrico a bordo que suga o ar), coisa que custa apenas um euro (cerca de R$ 2,50, no câmbio atual), e dura cerca de 200 quilômetros.

A desvantagem? Bom, nem todo mundo aprecia a aparência do carro. Seguindo a tendência dos SmartCar, ele é bem pequeno e parece um inseto, o que alguns acham fofo, e outros acham indecente. Além disso, dentro do veículo só cabem três pessoas, e uma delas fica de costas, o que não parece muito amigável. Por fim, parece que o Airpod ainda não é muito estável (o que seria desejável em estradas mais “conturbadas”).

Produção e comércio

A tecnologia de ar comprimido para mover carros não é uma ideia nova: tem sido experimentada desde pelo menos 1840, quando os franceses Andraud e Tessie testaram um veículo do tipo em uma trilha. Porém, só agora uma gigante do setor automobilístico resolveu levar o conceito a cabo.

A Tata Motors está utilizando motores da empresa MDI, de Luxemburgo, que pesquisa e desenvolve ferramentas com tecnologia de automação do ar por mais de duas décadas.

A companhia comprou os direitos da MDI na Índia há cinco anos, mas o projeto se mostrou mais complicado do que o esperado.
Enfim, em maio desse ano, a Tata Motors anunciou que havia concluído a “primeira fase” do AirPod com sucesso, testando os motores em dois veículos.

O carro está agora na fase 2 de teste, para polir a tecnologia, antes de um lançamento comercial.

O Airpod parece alcançar 64 km/h e ainda não tem preço definido. Feio ou não, zero poluição e R$ 1,25 por 100 km são argumentos mais do que suficientes para garantir seu sucesso de venda.[io9, TheAtlanticCities]

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28 comentários

  • sergio_panceri:

    qual é o resultado da combustão? ou então, não há queima de combustível…?

  • Claudio Santos:

    Romizetta hi-tec movida a ar comprimido. Me parece que estao reinventando essa coisa ai. Ja existe um brasileiro que fabrica um modelo (bem melhor) e vende comercialmente ha muito tempo.

  • Bradley:

    O problema nao eh o carro, mas a infraestrutura, o mesmo problema de outros veiculos conceito.

  • Heitor Giacomini:

    quem não gostou do carro,por favor,se mata.

  • Alam Rocha:

    Muito interessante. Deus queira que essa idéia progrida e alcance melhorias. Pois sabemos bem, que quando grandes corporações podem ser afetada$$$$, elas encontram seus meios de garantir o INSUCESSO de projetos fantásticos como esse.

  • Attilio Sousa:

    Até agora não entendi o problema do design do carro, não vejo nada que me impeça de usar. As pessoas tem que ter consciência que as coisas mudam, o design de automóveis também está sujeito a isso, e se alguém tem problema em se adaptar a aparência dele, não vejo condições dessas pessoas colaborarem com a busca por coisas novas, por exemplo a economia de combustível/dinheiro e a não poluição do ambiente, já que não conseguem se adaptar a algo novo e diferente.

    • Murilo Mazzolo:

      Pior que teoricamente você tá certo!! Mas na prática o buraco é mais fundo…
      O fato da economia e ecologia é perfeito!! Mas pra mim, não me agrada nada o Design, ainda mais por parecer aqueles aspiradores de pó robô da China… Sou apaixonado pelo Design de carros Antigos ( Landau, Aero Willys, Galaxie, Mustang, Opala, Maverick, Impala…) e alguns dos atuais mesmo.
      Se fosse igual ao do Mr. Bean mesmo, estaria Ótimo… mas esse aspirador robô ai…

    • Italo LA:

      a questão é: mesmo não gostando do design, você iria preferiar um carro antigo que faz 10Km com 100000000000 litros de GASOLINA e poluem feito o cão à esse modelo?

      eu também adoro modelo de carro antigo, mas temos que pensar mais amplamente, deixar o personalismo e egoísmo… e pensar no que é melhor para o geral

    • Murilo Mazzolo:

      E é por isso mesmo!E ainda penso muito em algum dia ter algum desses Carros Antigos, se não por coleção mesmo!!!

      O que não entendo, é que, se é para atrair o máximo de compradores, por que não pensar em um Design que agrade uma Grande maioria? Até simpatizo com ele, mas, preferia ir apé ou pegar Ônibus mesmo!! kkk

    • Italo LA:

      huahuahu

      (y)

      andar de ônibus, à pé, bicicleta, patins, patinete, skate é outra alternativas de locomoção sem poluição ou engarrafamento… super válido!

  • Valdeir:

    Escolheu o motor errado. O MDI não é melhor motor, além do que a pressão dos cilindros tem que ser enorme.
    O motor de Angelo Dipietro na Autrália é super leve apenas 13 kg, mas é muito mais forte, muito mais elegante, super compacto, não tem 15 cm de largura, parece uma lajotinha, mas ele trabalha todos os dias com uma camionete num mercado público, já colocou em carros, já colocou em barcos. Não sei porque ninguém comprou essa idéia.
    Neste vídeo a seguir temos os dois motores o MDI que é colocado neste carrinho ai, e o do Angelo Dipietro, assista e veja as diferenças entre os dois motores e verifique se estou errado ou certo sobre a escolha dos motores.
    http://www.youtube.com/watch?v=jjSOvbsE460

    • D. R.:

      Esse eu não conhecia, é muito interessante mesmo!

      Lembra um pouco o antigo motor rotativo da Mazda; que, apesar de ter um número muito menor de peças e inúmeras vantagens sobre o motor a pistão, parece que também não vingou muito:

      http://www.youtube.com/watch?v=6j6NNDNcKiQ

      Sempre me perguntei por quê não havia motores de combustão rotativos e achava que deveria até ser impossível de se construir; até conhecer esse motor rotativo da Mazda!

      Tem também esse protótipo de motor rotativo concêntrico brasileiro:

      http://www.youtube.com/watch?v=zaZp-jPvT7M

    • Valdeir:

      Valeu D.R.
      O motor do Mazda é um Wankel, mas estão querendo tirar os créditos do inventor, chamando-o de Renesis. É um motor 1.3 com mais de 230 hp. Agora o probleminha é que a gasolina solta partículas sólidas e isto deve provocar desgaste nas facas de vedação. Eu acho então que ele ficaria perfeito com álcool.
      Quanto ao motor rotativo brasileiro eu estou pensando e não tenho uma opinião.
      Agora é pena que as nossas Universidades e centro de pesquisas sejam tão fechados em relação aos não diplomados para chamar este rapaz para ser pesquisador. Deve ser a empáfia dos doutores e pedagogos que dificulta.
      Enquanto isto continuamos no atraso tecnológico de tudo e financiamos pesquisas inúteis, principalmente as desinterias pedagógicas que tanto prejudicam a educação.

    • D. R.:

      Concordo!

      Esse motor rotativo brasileiro, pelo menos à primeira vista, parece bem interessante e não ter o problema dos demais.

  • Italo LA:

    só tem duas coisas… acho que ele não se daria muito bem nas ruas esburacadas do Brasil… então, se o governo não tomar vergonha na cara…

    • Italo LA:

      a outra era sobre as empresas de combustível, mas eu decidi apagar…

  • Italo LA:

    sem dúvida uma excelênte opção… sem contar, com o fato de ele ser econômico e ecológico, é muito prático e viável

    “o design é feio?!”… feiúra é uma questão de perspectiva… mediante o custo x benefício eu acho ele moderno e bonito!

    “só cabe 3 pessoas?!”… uma moto só cabe duas, e tem gente que vai para o trabalho SOZINHA com uma hilux… então, o fato de ser pequeno não é motivo para não preferi esse modelo… ser pequeno é uma vantagem, em uma vaga que estaciona uma ranger, estacionária 3 ou até 4 MDI, imagina como isso iria influenciar no quesito estacionamento e engarrafamento?

    “ele só faz 60Km?!” Você, dentro de uma cidade, nem pode correr MUITO mais que isso… fora que seria uma fator de redução de acidentes de transito… “mas em uma viagem eu geralmente faço 120Km!” esse (ao meu ver) seria um carro para cidade, com a economia você poderia ter outro carro comum para “pegar a estrada”.

    “um passageiro fica de costas?!” tenho certeza que isso é p q é o protótipo, eles vão adptá-lo a essa necessidade…

  • Jose De Melo:

    Uma correção: não é que uma pessoa fica atrás. Essa uma pessoa é o condutor do veículo – são DUAS pessoas atrás.
    Resta saber que resultado o pessoal da Índia vai ter quando fizer um teste de estrada com o carrinho.
    Mas já temo pelo preço dele aqui no Brasil: o projetista prevê o preço dele em US$10 mil, mas aqui não vai sair por menos do que R$40 mil.

  • Joao Carlos Agostini:

    O que eu gostei foi do design, nada parecido aos horríveis carros atuais feitos para pessoas de baixa autoestima e com necessidade de se exibir.
    A ideia do uso do ar comprimido é excelente e econômica. O tamanho é perfeito para cidades como SP ou qualquer outra de tráfego intenso.
    Defeito maior é a altura dele. Muito baixo para cidades de ruas esburacadas, ou cheias de valas, ou de quebra molas etc. Outros problemas são a velocidade (baixa para pegar vias expressas) e a distribuição do ar comprimido, os postos só faria a instalação disso de “bombas” se a demanda fosse alta.
    Mas pode ser uma ideia bem promissora.

  • Eneias Costa Silva:

    O projeto é bom , mas a industrias petrolíferas e automotivas não iria investir nesse projeto que não da retorno financeiro

  • Emerson Costa:

    Na realidade, não é UMA PESSOA que vai de costas…

    O motorista senta na cadeira individual e DUAS PESSOAS vão de costas no banco traseiro…

  • Rone100theone:

    O comentário do D.R está correto , foi exibido no programa fantástico da Globo na época , e até especulavam que um carro movido a ar comprimido seria produzido em escala industrial e primeiramente iria para os milhares de táxis da cidade do México, mas parece que a força da industria petróleo falou mais alto. uma pena..

  • Murilo Mazzolo:

    O fato de ser Ecológico e MUITO barato já me faz querer ter um. O que realmente “Ferra” com ele é o Design… Qual o problema em usar a tecnologia de Ar Comprimido com o design de carros comuns, como um Gol por exemplo????

    • Gargwlas Gargw Gargwlas:

      peso é o primeiro iten

    • Fábio Lima:

      Com certeza fatores como peso e aerodinâmica

    • Murilo Mazzolo:

      Ah… mas esse carro não me parece ter uma boa Aerodinâmica não!!! E o tirando o Motor a Combustão, Combustível Liquido, trocando o material da Lataria e do “Esqueleto” que também mudaria, acho que não ficaria tão pesado assim, se fosse usado um Gol por exemplo!!!

  • Irio Silveira:

    Acho muito interessante, ainda mais um país como a Índia que precisa utilizar tecnologia que não agride a natureza, pois já pensou mias de 800 milhões de carros poluindo o ar ? Eles que estão certos.

  • D. R.:

    Legal o carrinho, tem uma aparência bem futurista! O duro é se vai um dia chegar no Brasil e a que preço será vendido aqui; com certeza, é uma opção bem mais segura e até mais econômica e ecologicamente correta do que uma moto.

    Já tinha ouvido falar desse carro movido a ar há alguns anos atrás, mas parece que a ideia não tinha vingado. A ideia por trás desse motor é realmente genial, já que um motor de ar comprimido comum não consegue essa eficiência toda; pelo que entendi, parece que ele aquece o ar para aumentar a pressão.

    Complementando, tem uma matéria da Quatro Rodas (de abril 2008) que fez um test-drive no modelo original da MDI e conta um pouco da história dessa invenção, além de mostrar o esquema de funcionamento do motor:

    “… Esse conceito inovador é obra de um engenheiro francês, Guy Nègre, que trabalhou na Renault e teve uma obscura passagem pela F-1 nos anos 80 pela pequena AGS, na qual correram o brasileiro Roberto Pupo Moreno e o italiano Ivan Capelli. Aliás, sua inspiração veio daí. Como a partida do motor dos F-1 era feita com ar comprimido, ele decidiu aplicar a idéia num carro de rua. Ele se debruçou no projeto, criou a MDI e chegou ao primeiro protótipo. “Comecei a trabalhar no sistema no começo dos anos 90 e desde então houve muitos progressos”, disse ele em seu escritório, antes de partirmos para o test-drive…”.

    FONTE:

    http://quatrorodas.abril.com.br/carros/impressoes/conteudo_278324.shtml

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