Alerta: o pior da pandemia pode estar por vir

Por , em 30.06.2020

O pior talvez ainda esteja por vir na pandemia de Covid-19, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O líder da OMS, Tedros A. Ghebreyesus, afirmou que o coronavírus ainda infectará muito mais caso os governos resistam na implementação das políticas corretas.

A mensagem é clara: “Exame, rastreamento, isolamento e quarentena”, afirmou Ghebreyesus.

Mais de 10 milhões de infectados já foram registrados por todo o mundo desde que o vírus Sars-CoV-2 apareceu na China no fim de 2019. O número real de infectados possivelmente é bem maior já que em inúmeras localidades, como no Brasil, os testes são limitados.

Já ultrapassamos 500 mil mortes pelo mundo por Covid-19. Metade dos casos ocorreram na Europa e EUA, mas o coronavírus tem se espalhando rapidamente nas Américas.

O sul da Ásia e da África também tem sido seriamente afetados pelo coronavírus, onde talvez atinja o pico até o fim de julho.

O Dr. Tedros afirmou em uma coletiva virtual nesta segunda-feira: “Todos nós queremos que isso acabe. Todos queremos prosseguir com nossas vidas. Mas a dura realidade é que isso não está sequer perto de acabar.”

“Embora vários países tenham feito certo progresso, globalmente a pandemia está realmente se acelerando”.

“Agora, com 10 milhões de casos [confirmados] e meio milhão de mortes, a menos que abordemos os problemas que já identificamos na OMS, a falta de unidade nacional e a falta de solidariedade global e o mundo dividido que está realmente ajudando o vírus a se espalhar … o pior ainda está por vir “, ele disse.

“Lamento dizer isso, mas com esse tipo de ambiente e condições, tememos o pior.”

Tedros também solicitou que mais governos façam como o Japão, a Alemanha e a Coréia do Sul, que mantêm seus surtos controlados com políticas que incluam exames e rastreamentos rigorosos.

Quais são os países mais afetados?

Os EUA confirmaram mais de 2,5 milhões infectados e aproximadamente 126 mil mortes com o Covid-19 até o momento – mais do que qualquer outra nação.

Estados dos EUA que afrouxaram o isolamento nas últimas semanas – principalmente no sul do país – relataram acentuado aumento de novos casos de infecções recentemente.

O aumento fez com que o estado da Flórida, Texas e outros tenham retornado as restrições de negócios.

O segundo país com o maior número de casos confirmados é o Brasil, totalizando 1,3 milhão e mortes acima de 57 mil.

Nesta segunda-feira, foi declarado estado de emergência em Brasília, seguindo aumento significativo de casos na região.

Estima-se que a causa do pico de casos se deva ao relaxamento das restrições como ocorreu na maioria dos estados e municípios brasileiros no início deste mês que permitiram a reabertura de comércios.

O local com o maior número de mortes na Europa Ocidental foi o Reino Unido. O prefeito da cidade de Leicester afirmou que bares e restaurantes podem permanecer fechados por mais duas semanas por causa do aumento de casos.

Restrições no restante da Inglaterra devem ser reduzidas no fim de semana, com a autorização para reabertura de restaurantes, bares, hotéis e cabeleireiros. [BBC]

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