Amebas devoradoras de cérebro matam 95% de suas vítimas humanas

Por , em 23.08.2011

Amebas raras que atacam o cérebro estão preocupando diversos norte-americanos e autoridades de saúde depois de terem sido responsáveis por três mortes nos Estados Unidos. Nesta época do ano, verão nos EUA, há um ligeiro aumento dos casos. As amebas florescem no calor e prosperam em águas mornas, justamente onde as pessoas nadam.

Cerca de dois ou três casos de mortes por infecção são registrados todos os anos nos EUA – o maior índice foi em 1980, com oito óbitos. Na maioria das vezes, a ameba ataca crianças e adolescentes. A idade média das vítimas é de 12 anos, possivelmente porque as crianças são mais propensas a brincar e nadar na água.

A infecção da ameba é extremamente rara. Em dez anos, 32 casos foram registrados, um índice muito baixo em comparação com as 36 mil mortes por afogamento entre 1996 e 2005.

Entretanto, a infecção assusta por ser altamente letal – o índice de mortes por pessoa infectada é de mais de 95%. Depois de infectada, a morte da pessoa é uma consequência difícil de evitar.

As amebas entram no corpo das pessoas através do nariz, após mergulhos em água doce quente, como em lagoas, lagos e rios. Apesar de milhões de pessoas nadarem nas mesmas águas, apenas uma pequena fração de pessoas é contaminada pela ameba. O motivo disso ainda não é claro, mas os cientistas especulam que a falta de certos anticorpos pode ser o motivo pelo qual algumas crianças são infectadas, enquanto outros que nadam no mesmo local não.

É importante ressaltar que a ameba não é um parasita e nem busca hospedeiros humanos – o ser humano é um ponto final acidental. Quando a ameba se aloja no nariz de uma pessoa, ela começa a procurar por alimento. Ela acaba no cérebro e começa a comer os neurônios da vítima, causando uma grande quantidade de traumas e danos.

Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos. Mais tarde, os sintomas evoluem para confusão mental, falta de atenção às pessoas e aos ambientes, perda de equilíbrio, convulsões e alucinações.

A ameba se multiplica e o corpo monta uma defesa contra a infecção. Isto, combinado com o rápido aumento das amebas, faz com que o cérebro inche criando uma pressão imensa – até que em algum ponto pára de funcionar. A morte geralmente acontece entre três e sete dias após o início dos sintomas.

Nos hospitais, a infecção muitas vezes é confundida com a meningite bacteriana. Mas mesmo quando o diagnóstico correto é feito, a infecção é quase impossível de tratar. O tratamento primário é feito a partir da anfotericina B, um medicamento antifúngico injetado nas veias e no cérebro.

Até agora, apenas uma pessoa é conhecida por ter sobrevivido a esse tipo de infecção, em 1978. A incidência desta doença é realmente muito pequena, mas trágica. [CNN]

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20 comentários

  • claudemir da silva:

    aqui também devemos ter cuidados também

  • Rafael H. Santos:

    Me ficou estranho a parte que diz “a falta de certos anticorpos pode ser o motivo pelo qual algumas crianças são infectadas, enquanto outros que nadam no mesmo local não.”

    Não vejo muito sentido, pareceu só uma teoria jogada pelos cientistas para tentar mostrar que não estão no ponto zero de entendimento.

    Seja como for a matéria foi muito boa!

  • Wendel:

    Só para constar.
    Essa ameba foi assunto de uma reportagem da superinteressante deste mês.

    Gostei da abordagem dada neste artigo.

  • Fernando de Azevedo Fernandes:

    ELIMINE A CONTAMINAÇÃO FÍSICA,QUÍMICA E BACTERIOLÓGICA DA SUA ÁGUA.
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  • José Calasans.:

    Tem gente com medo de bicho grande,porém,o verdadeiro perigo está nos micros,e a ameba não está só,tem aquele minúsculo peixe que penetra nos orifícios desprotegidos das pessoas que tomam banho de rio em lugares imprópios.Todo cuidado é pouco.

    • Ezio José:

      É o tal do candirú. Tem muito nas águas do norte de nosso país.

  • Mauricio:

    Só pra comentar… essa ameba é a Naegleria fowleri, já que existem milhares por aí e a matéria não especifica. Ela mata quase 100% das vítimas porque o diagnóstico é difícil, a infecção com essa ameba é rara e geralmente está ligada à deficiencias imunológicas.

  • Roberto:

    Descobriu-se que a notícia é falsa porque os casos ocorreram com uma loira que tomou peróxido de hidrogenio V.10 e um senhor que ingeriu suposório. Quanto a ameba foi um descuido, já que ambos que comeram alguma coisa quente e amarela quando ainda eram pequenos. Avisem aos amigos, por favor.

  • Ivan:

    se alguem mandar o codigo genetico desta criatura, posso tranforma-lo em codigo eletronico e enviar para um certo cadastro de e-mail em Brasilia

    • Gray:

      Acho que os políticos foram mais rápidos… E já distribuíram essa bactéria para comer o cérebro de boa parte da população

  • Ergo Proxy:

    mais fácil imaginar a classe política em sua maioria, as amebas…

  • Chessmaster_17:

    Creio que baixissima imunidade nestas vítimas, justifique incidência tão pífia, considerando dois ou três casos por ano em detrimento de (sic) “milhões de pessoas nadarem nas mesmas águas”…

    • Ezio José:

      Imunidade contra verme? Ou imunidade contra as lesões que esse causar?
      É difícil um organismo imune.
      Quanto ao contágio, pode ocorrerou não devido as circunstâncias em que o corpo é exposto e também não há total ocupação desse vermes num local.

  • Mauricio:

    Eita ” bichin” danado hein !!

  • %:

    Amebas zumbis corram para as colinas!!!

    • ShadowsAV:

      Ou melhor, não corram para as águas quentes.

  • Paulo:

    A corruptibilidade, a princípio, não tem nada a ver com as disposições orgânicas cerebrais e sim com as predisposições psicomentais do ser humano.

    • Andy:

      E quem define a mente não é a disposição orgânica?

  • AZTECA:

    Noventa e nove por cento da classe política brasilei-
    ra foi atacada por essa ameba (caso de canibalismo:amebas ata-
    cando amebas!) e sobreviveu.
    Com uma grave sequela,é bem verdade:tornaram-se corruptos .

    • Cesar:

      Por que sempre tem alguem pra falar coisa de politico? Mas que merda isso, assuntinho que já encheu o saco viu..

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