Arqueólogos descobrem uma das maiores tumbas maias da história

Por , em 9.08.2016

Um grupo de arqueólogos de vários países descobriu em Belize, na América Central, o que pode ser a maior tumba maia já encontrada. Nela, os pesquisadores identificaram o corpo de um homem, ossos de animais, lâminas obsidianas e painéis hieroglíficos que fazem referência à Dinastia da Serpente.

A tumba foi descoberta na antiga cidade de Xunantunich, abaixo da escadaria que leva a um templo. “Em outras palavras, parece que o templo foi construído com único propósito de selar a tumba”, afirma a pesquisadora principal, Jaime Awe, da Universidade do Norte do Arizona (EUA). “A não ser por alguns casos muito raros, essa não é a arquitetura maia típica”.

A tumba foi construída para um homem com idade entre 20 e 30 anos que provavelmente teve grande importância naquela comunidade. Os arqueólogos ainda estão tentando descobrir mais informações sobre este homem.

Os animais encontrados foram um veado e uma onça-pintada. Além disso, foram identificadas miçangas de jade, que provavelmente fizeram parte de um colar, 13 lâminas obsidianas e 36 vasos de cerâmica. Em outra área da tumba, havia uma área de oferenda com nove lâminas obsidianas e 28 figuras de pedra de animais e de outros símbolos.

Maior tumba maia descoberta

Essa descoberta é particularmente especial para os arqueólogos porque é uma das maiores tumbas maias encontradas em Belize, medindo 4,5m por 2,4m.

“O que é incrível sobre a descoberta dessa tumba é que sabemos que arqueólogos têm trabalhado em Xunantunich desde 1890”, diz Awe. A tumba passou despercebida por todo esse tempo.

Dinastia da Serpente

A descoberta mais importante da tumba pode ser os painéis com hieróglifos, que se referem à Dinastia da Serpente – uma família que liderou o império maia há 1300 anos e usava um emblema de cabeça de cobra como seu símbolo.

Christophe Helmke, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), explica que esses painéis contam as conquistas de K’an II – o soberano da cidade antiga de Caracol, que fica a 41km da tumba.

Estranhamente, os painéis parecem revelar um novo rei da Dinastia da Serpente, Waxaklajuun Ubaah K’an. Ele provavelmente viveu em 635 A.C.. Isso sugere que haviam dois reis – possivelmente irmãos – competindo pelo trono.

“Isso significa que haviam dois competidores pelo trono, sendo que os dois carregavam o título da dinastia, que parece ser ‘Kanu’l Ajaw’, ou ‘Rei do lugar abundante de serpentes”, aponta Helmke.

Com a ajuda dos painéis, os pesquisadores esperam obter mais informações sobre a dinastia. Ao entender a história dessa família real, eles podem compreender melhor toda a queda da civilização maia. [Science Alert]

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