Brasil recomenda que mulheres com implantes de mama suspeitos visitem o médico

Por , em 27.12.2011

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou as usuárias de implantes de silicone feitos pela agora extinta companhia francesa PIP que visitem seus médicos, após o governo Francês avisar os usuários para remover os produtos de gel de silicone.

Pelo menos 300 mil mulheres no mundo podem ter recebido implantes feitos com silicone industrial, ao invés de médico, e vários países já confirmaram níveis de ruptura anormais.

Mais de 25 mil unidades do produto foram usadas no Brasil. A Anvisa pediu também para que os médicos responsáveis entrem em contato com as pacientes que estão usando implantes da Poly Implant Prothese (PIP). A empresa fechou as portas após problemas financeiros e legais.

A entidade estatal reguladora de medicamentos da Argentina, ANMAT, pediu que toda mulher preocupada visitasse seu médico, mas que as evidências gerais do problema com as próteses são “muito fracas”.

A França se ofereceu para remover os implantes de aproximadamente 30 mil mulheres, sem custo, enquanto a Inglaterra, com um número similar de afetadas, aconselhou-as a procurar o médico responsável.

A França tem investigado possíveis ligações entre câncer e o gel dos implantes da PIP, mas nenhuma evidência foi encontrada até agora.

José Horacio Aboudib, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma ter ficado surpreso pela decisão francesa de tirar os implantes, já que o risco de ruptura já era conhecido a um bom tempo.

“Em nossa opinião, nada mudou de um ano e meio atrás. Não há fato científico que mude essa postura”, afirma. Ele diz que a postura não vai afetar o Brasil, que possui uma demanda de 200 a 300 mil procedimentos por ano.

Aboudib afirma que o silicone médico é mais viscoso, e por isso tem menos chance de vazar no caso de ruptura.

A PIP foi vendida em março de 2010 com prejuízos após a agência de segurança francesa mandar retirar os implantes. Em uma segunda inspeção nas instalações da empresa, oficiais descobriram silicone industrial não aprovado pelas autoridades de saúde, a cerca de um décimo do preço do gel aprovado.[Reuters]

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9 comentários

  • asdf:

    na França: O governo exigiu a lista com todos os nomes das vítimas dessa indústria. Se prontificou a pagar os gastos cirúrgicos para substituição de TODAS as próteses.
    no Brasil: O governo apenas ‘recomendou’ que todas as mulheres procurem seus médicos (empurrar com a barriga).
    As perguntas: As francesas usaram as mesmas próteses que as brasileiras? Sim. Todas as francesas terão o direito de substituição das próteses pagas pelo governo? Sim. É uma questão de saúde pública? Sim. Os órgãos de saúde dos governos francês e brasileiro autorizaram a venda? Sim. Existe responsabilidade em autorizar? Sim. A quem cabe a fiscalização? Órgãos de saúde e governo. As francesas são ‘melhores’ que as brasileiras???

  • vielmond:

    A França está mal. Depois do airbus cujo cinco computadores se desentenderam ………agora os implantes mamários de silicone industrial duma empresa cujo fundador era “açougueiro”………………

  • gloria:

    O perigo em colocar silicone está em todo o processo. Nunca se sabe realmente se o produto é confiável , se o medico tbm é de confiança até prove em contrário, é o preço q pagamos pela valorização do externo,infelizmente é um risco q corremos pela vaidade , acho q todos tem o direito de fazer o q quizer c\ o corpo ,mas depois assumam as dores de cabeça c\ as leis q vc terá q acionar a seu favor, c\ a saúde, e c\ a intranquilidade, sendo q já temos um monte de preocupções no cotidiano p\ q \ arranjar mais! Somos perfeitos e imperfeitos ao mesmo tempo, máquina maravilhosa criada p\ Deus! Se pudermos evitar preocupações vindouras , vamos ser felize como somos.

  • Angélica M.:

    O problema está em colocar o silicone e sim a falta de responsabilidade de empresas como a PIP, que pensando só no faturamento deixam de lado a saúde das mulheres que usam os implantes. A empresa que deveria se virar e arcar com todas as cirurgias de remoção e tratamentos médicos.

    • Angélica M.:

      *NÃO está em colocar o silicone…*

    • Cesar:

      A PIP já foi à falência… No Brasil existe a obrigação de reparar danos, está na lei, mas não sei como funciona depois que a empresa faliu. Talvez seja o caso de mandar a conta para os ex-acionistas (acho que legalmente não são responsáveis, mas éticamente…).

  • Ze da Feira:

    É o preço da vaidade. A mulherada podia é parar com isso , seio de silicone é muito feio.

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