Café japonês encontrou uma maneira de empregar pessoas paralisadas como garçons

Por , em 23.12.2018

A startup Ory Lab e o café Dawn Ver Beta tiveram uma ideia brilhante para seu negócio: empregar garçons-robôs controlados remotamente por pessoas com paralisia.

Utilizar robôs para atender clientes não é uma novidade. O conceito já foi usado em vários cafés, como o restaurante Naulo, no Nepal.

A diferença é que o único propósito com a utilização dos robôs da Ory Lab é ajudar pessoas com deficiências graves a ganhar mais independência em suas vidas.

Como funciona

Dez pessoas trabalharam no café por duas semanas em Tóquio, no Japão.

Os funcionários sofriam de doenças como esclerose lateral amiotrófica (ELA) e outras lesões na medula espinhal. Eles operaram robôs de 1,20 metro chamados OriHime-D a partir de suas casas, recebendo 1.000 ienes (cerca de R$ 35) por hora.

Os robôs foram controlados com a ajuda de um computador que rastreia os movimentos dos olhos das pessoas presas à cama.

Isso permitiu-lhes mover os robôs, fazer com que pegassem objetos e até conversassem com clientes. Essencialmente, as pessoas com deficiência tinham a capacidade de usar os humanoides como “procuradores” de si mesmas.

“Eu quero criar um mundo no qual as pessoas que não podem mover seus corpos possam trabalhar também”, disse Kentaro Yoshifuji, CEO da Ory Lab.

Foi só um teste

Infelizmente, o café, como o próprio nome sugere, abriu apenas por algumas semanas em sua fase beta.

Seus criadores ainda estão levantando fundos para abrir o negócio permanentemente em 2020. [TheBoredPanda]

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