Cientistas resolvem inconsistência na teoria do Big Bang

Por , em 10.06.2013

Uma equipe de cientistas do Observatório Keck, no Havaí (EUA), resolveu uma das inconsistências mais importantes na teoria do Big Bang, conciliando dados observados com modelos teóricos atuais de como o nascimento do universo aconteceu, 13,8 bilhões anos atrás.

Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a teoria do Big Bang não é perfeita e ainda tem algumas falhas. Uma delas era a diferença na presença de isótopos de lítio entre o modelo previsto e as observações reais do universo.

Elementos leves, como hélio, deutério e lítio se formaram nos primeiros momentos da existência do universo, de acordo com a teoria da nucleossíntese do Big Bang. No entanto, pelo que os cientistas podiam dizer, os níveis reais de lítio no universo eram muito diferentes do que o modelo sugeria.

A observação das estrelas mais antigas da nossa galáxia apontava que havia cerca de 200 vezes mais do isótopo lítio-6 do que a nucleossíntese dizia, e até cinco vezes menos de lítio-7.

Agora, Karin Lind da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e seus colegas mostraram que os dados usados para chegar a essa conclusão eram imprecisos.

O lítio-6 é um isótopo difícil de detectar, uma vez que tem uma assinatura bastante fraca. Um novo espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso) de 2004 do Observatório Keck, que abriga dois dos maiores telescópios do mundo, permitiu que Lind analisasse as informações com mais detalhes do que tinha sido possível anteriormente.

Sua equipe descobriu que a observação de qualidade inferior, juntamente com algumas simplificações na última análise, levaram a uma falsa leitura dos níveis de lítio.

“Usando física mais sofisticada e poderosos supercomputadores, conseguimos remover os desvios sistemáticos que afligem a modelagem tradicional, que levou a falsas identificações da assinatura isotópica de lítio-6 e lítio-7”, explicou Lind.
As novas observações da equipe dos níveis de lítio estão mais de acordo com as previsões da teoria do Big Bang.

A descoberta foi publicada na revista Astronomy and Astrophysics. Veja o artigo (em inglês) aqui.[POPSCI]

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15 comentários

  • DJX:

    Pessoas que falam que a teoria das Branas é um delírio devem conhecer muito de matemática, o que mais vejo são preferencias pessoais apenas.

    • Cesar Grossmann:

      Eu acho que é uma viagem matemática. Mas é só minha opinião de leigo completo, o que vejo é que os astrofísicos não bateram ainda o martelo dizendo “é assim” ou “não é assim”. E isso também é um fato importante.

  • Thiago Figueiredo:

    Pessoas ignorantes deveriam ser proibidas de poder comentar, sinceramente eu nunca vi comentários tão imbecis como nessa publicação, eu vou postar aqui uma matéria sobre ´´a Teoria M para idiotas“, talvez desse jeito vocês parem de falar merda e criticar o que não sabem. http://netnature.wordpress.com/2011/07/09/compreendendo-a-origem-do-universo-pela-teoria-m-de-hawking/

  • kid redman:

    O que prova mais uma vez de que certeza mesmo ninguém tem de nada… vivemos nas meras suposições: umas mais prováveis, outras menos… e por aí vai.

  • Alair Vieira:

    Pois eh Anderson, na verdade, segundo alguns cientistas, o Big Bang é o resultado do choque das membranas, ou seja, toda a matéria conhecida teve uma origem, não esta falácia do Big Bang que a matéria veio do nada, ai já é demais…

    • Aldemar de Oliveira:

      Alair Vieira: Gostaria de dizer que a teoria das cordas que é a teoria que trabalha com a ideia das p-branas é uma teoria tida por muitos físicos como impossível de se chegar num respaldo empírico que corrobore de fato com as observações. A Teoria do Big por mais que incompleta é o melhor modelo que existe atualmente para explicar a origem do cosmo pelo menos na forma que o conhecemos. O problema consiste justamente no momento que houve o big bang, pois neste instante as quatros forças da natureza estavam unidas criando a singularidade, um momento no qual todas as leias da física deixam de existir. Transpor o Big Bango para um outro tipo de teoria não resolve o problema porque a razão humana indubitavelmente sempre irá convergir para ideia que tudo deve ter vindo do nada de uma forma ou de outra. Esse é o princípio da causalidade e se explica pelo fato de vivermos num Universo causal portanto temos está noção como algo apriori.

  • Alair Vieira:

    Baltazar, obrigado pelos elogios.
    Ninguém precisa ser cientista pra ver que estes dados não batem.
    Dedicar uma vida inteira a uma causa não significa ser o dono da razão pra nada.
    Os grandes descobridores foram simplesmente bons observadores.
    Se você gosta de aceitar as coisas só porque dizem que elas estão certas é um problema particular seu. Quanto ao Oscar pode deixar pra quem realmente precisar dele, ganhar isto também não significa que você fez o que devia, pode ter feito apenas para conseguir o que buscava.

  • Fábio Morato:

    Alair, a Terra não tem metade da idade do universo, tem aproximadamente 4,5 bilhões de anos, e o sistema solar aproximadamente 5. E você contesta a idade do universo, mas com uma justificativa muito fraca… Não é porque uma pessoa tem 36 anos que ela não pode ter um filho de 20!
    E a idade do universo é medida a partir de radiação cósmica de fundo, que é uma das maiores evidências do Big Bang…

    • Alair Vieira:

      Fabio, a terra “…tem em MÉDIA, a metade da idade do Universo…” se esta comparação não cabe, porque você pode comparar uma pessoa é menos que nada com o Universo?
      Ninguém precisa ser cientista pra ver que estes fatos não batem, só isso.

  • Alair Vieira:

    É impressionante como eles insistem nesta história de Big Bang e um Universo com 13,8 bilhões de anos. Se a própria terra tem metade desta idade, então ela seria um planeta de segunda geração. Uma idade no mínimo aceitável para um Universo seria de 13 trilhões ou quatrilhos de anos e ainda acho pouco. Agora, a teoria de membranas é muito mais aceitável que esta bobagem de Big Bang.

    • Daniel Araújo:

      porque trilhões de anos?

    • Daniel Araújo:

      erro meu aí em cima, era para ser “Por que” e não “porque”.

    • Thiago da Costa:

      Teoria de membranas?!?! afff… a que fala das 11 dimensões… eu nem vou rir, pq não caberia tantos kkkk aqui! Teoria de membranas é tão fantasiosa quanto qq superstição e dogmas religiosos que vc possa apresentar…

    • Carlos Rodrigues:

      Só que a terra tem 4.5 bilhões e não a metade do universo,então não sei o que esse fato tem para por em duvida a teoria do Big Bang e quanto a teoria das membranas pode se conciliada com o Big Bang.

    • Alessandro Silveira:

      Prezado,

      Com todo o respeito, a teoria das Branas é um delírio e não tem muita importância no mundo científico, serve mais para místico e conspiracionaistas.
      Pois apesar de explicar a Planidade do Universo, não ajuda a explicar o problema do Horizonte e o principal ignora completamente o problema das relíquias exóticas.
      Uma brave explanação:
      O problema do monopolo, também conhecido como problema das relíquias exóticas, surge com as GUTs que prevêem, do ponto de vista da física de partículas, que a quebra da “super simetria” leva a produção de muitas relíquias “desnecessárias” tais como monopólos magnéticos massivos e extremamente estáveis, cordas cósmicas e defeitos topológicos no espaço-tempo análogos às imperfeições na estrutura cristalina de um cristal. Se estas partículas existiram no estágio primitivo do universo, as densidades de energia delas decaem como um componente de matéria. Já que a densidade de radiação decai como ~ a-4 na era de radiação dominante, essas relíquias massivas deveriam ser o material dominante no Universo, o que contradiz as observações.
      A idade do Universo ainda não é definitiva, mas o cálculo está correto, segundo as Leis de Hubble bem como as equações de Friedmann, derivadas da Relatividade.
      E o Big Bang, por mais que seja difícil de entender é ainda a teoria mais correta de explicação da origem do universo.
      De acordo com o que foi descoberto pelo CERN o Universo acabará em 15 bilhões de anos, por causa do decaimento do campo de Higgs. Então se ele fosse muito mais velho já teria acabado.

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