7 cirurgias cosméticas radicais e arriscadas

Por , em 13.08.2014

Hoje em dia, os padrões de beleza andam cada mais vez mais absurdos e exigentes. Com isso, os que acham que não se encaixam dentro do esperado sofrem e acabam tomando atitudes radicais para mudar de aparência.

As operações abaixo são procedimentos que consistem em cirurgias arriscadas ou que promovem grandes modificações no corpo, seja por motivos estéticos ou não. Confira:

7. Encurtamento/alongamento dos dedos dos pés

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Também conhecida como “cirurgia cinderela”, esse procedimento polêmico envolve alterar o tamanho e a forma dos dedos dos pés apenas porque a pessoa não gosta do jeito que seus pés são (ou, pior, para que se encaixem perfeitamente em sapatos de salto alto de grife).

É possível encurtar ou alongar os dedos, raspar o excesso de osso para remover caroços e inchaços e até mesmo aspirar excesso de gordura (!) do dedão. Nos últimos anos, a cirurgia tem se tornado popular nos Estados Unidos.

6. Cirurgia de troca de sexo

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A chamada cirurgia de mudança de sexo (ou de adequação sexual) foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil em 2008. No primeiro ano, 101 pessoas foram contempladas, número que subiu para 706 em 2011. Em 2012, até outubro, cerca de dois brasileiros fizeram essa cirurgia complexa, demorada e controversa por dia.

O SUS só realiza a mudança de órgão sexual do masculino para o feminino. O procedimento consiste em amputar o pênis e construir, com tecidos, costuras e perfurações, uma “neovagina”. Internamente, o canal responsável pela urina é acoplado ao intestino.

A complicação da cirurgia começa mesmo antes dos pacientes chegarem à maca – eles primeiro percorrem um caminho de sofrimento, preconceito, burocracia e isolamento social, para depois encararem o bisturi.

Os transexuais homens, que nascem com vagina, podem realizar a retirada das mamas, do útero e dos ovários, algo também muito complicado. Os hospitais públicos apenas não fazem neofaloplastia (construção de um pênis), operação ainda considerada experimental.

5. Cirurgia de remoção do duplo queixo

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Solução radical para deformidades faciais congênitas ou destinada a pessoas incapazes de mastigar corretamente, a operação envolve realinhar as mandíbulas superior e inferior. Ou seja, não há nada de “cosmético” sobre ela.

No entanto, um dos resultados do processo de corte do osso é muitas vezes um queixo mais magro – e é isso que chamou a atenção indústria da beleza da Coréia do Sul. Um pequeno rosto com um queixo em forma de “V” é considerado um sinal de beleza feminina em grande parte da Ásia Oriental, juntamente com um nariz empinado e olhos grandes.

No entanto, a cirurgia altera a aparência das pessoas muito mais dramaticamente do que, digamos, Botox ou uma plástica no nariz, porque muda toda a estrutura óssea facial. Segundo os médicos, é uma cirurgia muito complexa, potencialmente perigosa, e é preocupante ver pessoas sem falhas dentárias reais passando por ela só para ter um rosto pequeno e bonito.

O procedimento, que envolve anestesia geral e demora meses para recuperação, traz o risco de várias complicações, incluindo dormência facial permanente ou mesmo paralisia.

4. Cirurgias para remover partes extras do corpo

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As pessoas podem nascer com vários defeitos, como braços e pernas extras, uma cauda vestigial, uma marca gigante, etc. A cirurgia para remover os indesejados apêndices nem sempre é simples. Pelo contrário, muitas vezes exige horas de esforço médico e muito cuidado para deixar tudo intacto depois da remoção.

Uma dessas cirurgias mais complicadas que já foram feitas foi em um bebê que nasceu com seis pernas em Sindh, no Paquistão. O garoto foi operado com sucesso em 19 de abril de 2012. Uma equipe de cinco especialistas realizou a cirurgia, que durou oito horas.

O médico chefe da equipe, Jamal Raza, explicou que o problema do bebê era resultado de uma alteração genética que afeta uma criança em um milhão. Antes de operá-lo, os profissionais estudaram para concluir quais pernas realmente pertenciam a criança e quais deveriam ser removidas.

3. Cirurgia para aumento do pênis

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Existem cirurgias tanto para aumentar o comprimento quanto o diâmetro do pênis. Na primeira, o cirurgião faz o pênis crescer expondo um pedaço dele que normalmente fica escondido na pélvis. Na outra cirurgia, o médico enxerta algum material entre a pele e o interior do pênis, “inflando-o”.

Apesar de serem procedimentos rápidos que levam menos de uma hora e só requerem anestesia local, o paciente precisa estar ciente das consequências antes de encarar o bisturi. No Brasil, essas cirurgias foram proibidas parcialmente em 1997, alegando insegurança e ineficácia.

Muitos especialistas condenam a operação dizendo que tem resultados péssimos. Além disso, os médicos pedem que os homens busquem aconselhamento psicológico antes de fazer a cirurgia, pois a maior parte deles tem órgãos com tamanhos considerados normais.

No caso de alongamento, o paciente não deve fazer sexo por um mês depois da cirurgia. A operação pode trazer efeitos colaterais indesejados, como o risco da diminuição do ângulo de ereção e a retração do pênis se o órgão não cicatrizar bem. Também há perigo de infecções e queloides (grandes cicatrizes permanentes). No caso de aumento do diâmetro, o paciente precisa usar um aparelho de fisioterapia (uma armação em torno do pênis) até que o material do enxerto se distribua por completo, o que pode durar cerca de 3 meses. Um dos riscos é o pênis absorver mal o que foi injetado, o que pode torná-lo fino novamente ou disforme.

2. Cirurgia para trocar a cor dos olhos

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Desde 2004, a Cidade do Panamá, no Panamá, recebe gente de todos os cantos do mundo – inclusive do Brasil – que paga cerca de 8 mil dólares (mais de R$ 16 mil) por uma operação aparentemente simples, mas cheia de riscos, inclusive o de cegueira: uma mudança na cor dos olhos, para azul, verde, castanho, enfim, a gosto do cliente.

A técnica leva cerca de 10 minutos para ser realizada. O olho é cortado (a parte mais externa e transparente do olho é a córnea; atrás dela, vem a íris, depois o cristalino e o nervo ótico) para que uma lente artificial colorida seja inserida em cima da íris, como uma capa.

A operação só é legalizada no Panamá, e não existe nenhum estudo científico que comprove sua segurança. Aliás, muitas complicações são possíveis – tanto que, pelo planeta todo, oftalmologistas têm atendido pessoas que fizeram a operação e agora possuem algum problema ocular.

Por exemplo, a brasileira Patrícia Rodrigues, cuja lente artificial lesionou as células que ficam na parte interna da sua córnea, perdeu 70% da visão.

Patrícia poderia ter evitado de ficar quase cega se tivesse tirado o implante antes, mas isso não é uma certeza. Diante da quantidade de pessoas que alegam ter sofrido complicações com a técnica panamenha, o médico americano David Ritterband fez um estudo sobre os pacientes que tiveram que retirar os implantes e disse que todos estavam com os olhos doentes, incluindo córneas inchadas, pressão ocular alta e, por causa disso, glaucoma.

1. Cirurgia de retirada de costela

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O corpo humano tem 12 pares de costelas que saem da coluna vertebral, contornam o tórax, se unem ao osso do peito e protegem órgãos como pulmões, fígado, baço e região cardíaca. A cirurgia plástica pode retirar as costelas flutuantes, que são os dois últimos pares, os únicos que não se juntam na frente. No entanto, como no caso da cirurgia do queixo, este procedimento é muito agressivo e só deve ser feito em caso de necessidade – por exemplo, quando ocorre perda óssea muito grande e a caixa toráxica sofre deformações devido a situações traumáticas como acidentes automobilísticos, mordidas de cachorros, queimaduras graves e outros.

No entanto, o efeito colateral de afinar a cintura fez com que essa operação virasse moda por motivos cosméticos – mesmo no mundo das celebridades, há rumores de que belas famosas como Jennifer Lopez, Beyoncé, Thalia e Shakira reduziram a cintura por meio da plástica que retira as costelas.

Os médicos afirmam que isso é muito arriscado considerando que os resultados não são tão satisfatórios, já que essa é uma cirurgia que mexe com a estrutura óssea e com nervos, podendo perfurar o abdômen e causar complicações nas estruturas internas do corpo.

Outra desvantagem da cirurgia – feita com anestesia local ou peridural – é a extensa cicatriz que passa a existir na parte anterior do tórax. [GuiadaSemana, Fantastico, MundoEstranho, iG, Globo , Mdig, NYDailyNews]

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