Correr pra valer: robôs jóqueis competem em camelos

Por , em 10.10.2011

Corrida de camelo é um esporte muito popular em todo o mundo árabe, e possuir camelos especialmente rápidos é, aparentemente, considerado um símbolo de riqueza e poder.

Mas, além dos animais, outra peculiaridade da corrida de camelos são os estranhos robôs jóqueis.

Obviamente, robôs jóqueis não eram exatamente parte integrante da antiga tradição de corridas de camelo.

Antigamente, crianças e jovens eram usados para chicotear os camelos até a vitória, mas nos últimos anos as coisas saíram de controle, e o mercado negro revelou que cerca de 40.000 crianças do sul da Ásia haviam sido sequestradas ou vendidas por suas famílias para se tornar, entre outras coisas, jóqueis de camelo.

Organizações de assistência social começaram a devolver essas crianças a suas famílias, oferecendo-lhes abrigo e comida até que pudessem voltar para casa, mas ainda faltava uma solução para o tráfico de jóquei de camelo.

Os Emirados Árabes Unidos proibiram as crianças menores de 16 anos de competir em corridas de camelos, e uma empresa suíça chamada K-team percebeu uma oportunidade de negócio ali: começou a criar jóqueis robôs conhecidos como “Kamal” em 2003.

Os jóqueis são controlados remotamente por operadores dirigindo carros ao longo das trilhas de corrida, e eles “chicoteiam” os camelos com o toque de um botão.

As corridas de camelo realmente são um negócio muito grande em países ao redor do Golfo, e algumas pessoas recorrem a qualquer coisa para ganhar. Este ano, a polícia de Dubai descobriu uma quadrilha de traficantes que vendia kits elétricos para atordoar robôs, projetados para fazer os camelos correrem ainda mais rápido. Eles eram instalados no interior dos robôs e davam choques elétricos por controle remoto, a fim de obter uma vantagem sobre a concorrência.

O camelo de corrida mais caro, uma fêmea reprodutora, foi comprada em Abu Dhabi por 2,5 milhões de dólares (4,73 milhões de reais).[OddityCentral]

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