Desmatamento na Amazônia está diminuindo

Por , em 6.12.2010

O governo brasileiro anunciou recentemente que o desmatamento na Amazônia caiu para sua menor taxa em 22 anos. O monitoramento por satélite mostrou que cerca de 6.450 quilômetros quadrados de floresta foram desmatados entre agosto de 2009 e julho de 2010, uma queda de 14% em comparação com os 12 meses anteriores.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (Inpe), que utiliza satélites para monitorar o desmatamento na Amazônia. O chefe do Inpe, Gilberto Câmara, disse que a redução foi resultado de uma ação coordenada, incluindo um maior controle da exploração madeireira ilegal pelo Ministério do Meio Ambiente e pela polícia federal.

Ou seja, segundo as autoridades, essa redução se deveu a uma melhor monitoração, além de controle da polícia. Os últimos dados sobre desmatamento ainda representam uma área de mais de metade do tamanho do Líbano ou da Jamaica, mas são muito inferiores ao pico de 27.772 quilômetros quadrados de 2004.

Esses resultados vão ser apresentados na Conferência de Mudança Climática da ONU em Cancun, no México. A meta do Brasil é reduzir o desmatamento para 5.000 quilômetros quadrados até 2017.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a redução indica que o Brasil está mantendo as suas promessas sobre o combate ao aquecimento global. Em 2005, Lula se comprometeu a reduzir o desmatamento em 80% até 2020.

O desmatamento é considerado responsável por cerca de 20% das emissões de CO2 a nível mundial. O corte e a queima de árvores na Amazônia tornaram o Brasil um dos principais contribuintes dos gases de efeito estufa que aumentam o aquecimento global.

Os grupos ambientalistas têm alertado que o crescimento econômico ascendente do Brasil, bem como a crescente demanda mundial por produtos agrícolas, poderia aumentar a pressão sobre a floresta amazônica nos próximos anos.

Mas o país está tomando providências. Além das ações coordenadas já citadas, o Brasil tem a agradecer empresas responsáveis que pararam de comprar boi e soja produzida em áreas desmatadas. Há também um programa do governo que deu títulos legais a cerca de 300.000 proprietários de terras, o que ajudou a reduzir a taxa de desmatamento. Além disso, o presidente Lula tem promovido reservas extrativistas, nas quais a população pode cultivar e tirar benefícios da floresta sem destruí-la. [BBC]

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11 comentários

  • Vanessa:

    Lógico que diminuiu, quase não tem mais o que desmatar.

  • TW Moah:

    Deplorável a alegria demonstrada. Eu li bem? 6.450 Km desmatados?
    O que é isso tudo? Nem faço idéia de tão grande que é esta área.
    Diminuiu a área? Mas também, o que sobrou deve de ser só uns Km de mata, por isso que não cortaram mais, pq se não ía ficar muito pior a imagem do país “lá fora”.
    Medidas devem de ser tomadas mediatamente, caso contrário teremos uma situação igual á da Mata Atlâtica, quase que totalemente devastada.
    Aceitem as idéias de alguns ambientalistas, dialoguem e vejam quais os planos que poderiam ser implantados. Promovam o turismo, cara isso poderia gerar milhares de reais, trazendo uma galera pra conhecer a Amazonia. Que tal um parque temático? São tantas idéias que poderiam desenvolver a região, fazendo-a crescer aceitavávelmente e sustentávelmente. Saneamento básico, escolas, hospitais, a região carece destas coisas.
    Para acabar de vez com o desmatamento, coloquem o exército para varrer as áreas pq o IBAMA, FUNAI, elas não têm pessoas suficientes para o trabalho, além do mais cada vez menos pessoas competentes são contratadas para as funções adequadas.
    Tá faltando o pessoasl “querer se ajudar”.
    Ah como eu quero ser político, mas o meu idealismo morreria no meio de tanto lixo que se tornou Brasília ( lá onde os políticos estão, não a cidade, berço de grandes pessoas. Brasileiros de verdade ).
    Este é o relato de gaúcho preocupado com o mundo!!

  • Felipe:

    quem sabe um dia leremos , Erradicada devastação da Amazônia

  • Akemi:

    Pra mim é tão estranho ver notícias desse tipo, sobre desmatamentos na Amazônia, uma vez que vivi sete anos lá. A floresta é tão imensa, tão viva que parece que nunca vai acabar. É claro que eu sei que a exploração existe e que precisa ser combatida. A Amazônia é tão viva que chega a dar medo.

  • Everton:

    cybergirl,

    Espera alguns minutos antes de falar que está sendo bloqueada. Você está colocando diversas vezes a mesma informação.
    Já que você faz essa afirmação, da reportagem já editada anteriormente em um revista, mande o link para fazermos as comparações.

  • cyberlink:

    Desculpem postar cheio de hifens, mas o si-te es-ta colocan-do censu-ra.


    A moderação somente atua em comentários de conteudo obsceno, preconceituoso, desrrespeito as Forças Armadas e aos representantes dos 3 Poderes.

  • cyberlink:

    Essa infor-mação já sa-iu na mun-do es-tra-nho de abril deste ano…

  • cybergirl:

    aff.. agora qdo tem nome de revis-ta, o si-te faz censu-ra… mas não adianta, amore, eu dou um jeito. Fica olhando:
    Essa informa-ção já sa.iu na “mun.do estra.nho” de abril deste ano… Novi.dades, ple.ase!

  • cybergirl:

    Essa informação já saiu na Mundo Estranho de abril deste ano… Hellooooo, novidades, please!

  • Everton:

    Lembrando que nunca desmatamos como nessa última década. Na verdade, a redução apenas nos voltou ao patamar d final década de 90.

    De 1977 a 1988: 21 mil quilômetros quadrados
    De 1988 a 1990: 31,5 mil quilômetros quadrados
    De 1990 a 1994: 39,7 mil quilômetros quadrados
    De 1994 a1998: 77,8 mil quilômetros quadrados (1º governo FHC)
    De 1998 a 2002: 76,9 mil quilômetros quadrados (2º governo FHC)
    De 2002/03 a 2005/06: 84,4 mil quilômetros quadrados (governo Lula)

  • criancinha:

    Boa noticia, mas ainda temos muito o que melhorar

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