Esse é o objeto que gira mais rápido no mundo: 300 bilhões de rotações por minuto

Por , em 24.01.2020

Uma nova pesquisa da Universidade de Purdue (EUA) criou o objeto girante mais rápido mundo, com 300 bilhões de rotações por minuto.

A equipe bateu seu próprio recorde, uma vez que alguns anos atrás utilizaram a mesma nanotecnologia para criar um rotor que girava a 60 bilhões de rpm – ou seja, eles agora se superaram em cinco vezes.

Nanopartícula girante

O objeto em questão é uma nanopartícula de sílica em forma de haltere suspensa no vácuo.

Só assim para algo girar tão rápido, aliás. Para entender do que estou falando, aquelas amaldiçoadas brocas dos dentistas que parecem girar tão velozmente atingem apenas cerca de 500 mil rpm, enquanto o pulsar mais rápido – um tipo de objeto celeste que tem a maior velocidade de rotação conhecida no mundo natural – gira a meros 43.000 rpm.

E como os pesquisadores chegaram a tal rapidez?

Metodologia

A equipe utilizou dois lasers mirados na nanopartícula – um servia para mantê-la no lugar, e o outro para fazê-la girar.

Quando os fótons que compõem o laser atingem a nanopartícula, exercem uma pequena quantidade de força sobre ela, o que é conhecido como pressão de radiação. Quando falamos “pequena”, queremos dizer que a força é geralmente fraca demais para ter qualquer efeito perceptível – exceto em um vácuo onde quase não há fricção.

Neste caso, velocidades recordes podem ser alcançadas.

“Nos anos 1600, Johannes Kepler viu que as caudas dos cometas sempre se afastavam do sol por causa da pressão de radiação. Usamos a mesma coisa, mas com lasers concentrados, para levitar e girar nanopartículas”, esclareceu Tongcang Li, um dos autores do estudo, ao portal New Atlas.

Aplicações

Esse é um tipo de estudo divertido, mas sua função não é apenas quebrar recordes mundiais.

De acordo com os cientistas, no futuro, dispositivos com essa tecnologia podem ser utilizados para medir efeitos quânticos, como a fricção do vácuo e magnetismo em nanoescala.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Nanotechnology. [NewAtlas]

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