Estresse pode desencadear transtorno bipolar

Por , em 17.04.2011
A estrela de Hollywood Catherine Zeta-Jones, famosa por seu papel em “A máscara do Zorro” e vencedora do Oscar em 2003, se internou em um hospital psiquiátrico no início deste mês para tratamento do transtorno bipolar tipo II.

O assessor da atriz anunciou que a decisão de procurar um estabelecimento médico se deu, pelo menos em parte, devido ao estresse causado pelo tratamento contra o câncer de garganta de seu marido Michael Douglas, além de sua batalha judicial sobre rendimentos de filmes recentes.

Os grandes eventos da vida podem desencadear mudanças repentinas de humor em pessoas com a doença, mesmo se elas estivessem “indo bem”. Ou seja, mesmo que eles já estejam seguindo um tratamento, se relacionando bem com as pessoas à sua volta e contando com uma boa equipe de apoio, afirma David Solomon, professor de Psiquiatria Clínica da Universidade Brown, Rhode Island, EUA e diretor assistente do Programa de Transtornos do Humor no Hospital de Rhode Island.

O transtorno bipolar II inclui episódios de depressão e hipomania, uma euforia consideravelmente leve. O transtorno bipolar II é menos grave do que o I, que inclui a mania, hipomania e depressão mais intensa.

Transtornos de humor bipolar afeta 2,6% dos adultos nos EUA. A maioria dos casos, porém, são considerados graves, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde. No Brasil, o transtorno atinge 5 milhões de pessoas. E atenção para os habitantes da cidade de São Paulo: chega a 8,6% da população os atingidos pela bipolaridade. No mundo, a taxa é de 2%

“Embora apenas Zeta-Jones e seu médico saibam o que provocou sua decisão de procurar ajuda, não me surpreenderia que um indivíduo sob tanta pressão e estresse acabasse sofrendo um episódio semelhante”, diz Solomon.

Os eventos estressantes não podem causar transtorno bipolar por si só, mas eles são capazes de “dar um empurrãozinho” em quem é geneticamente vulneráveis à mudança drástica de humor, coloca Solomon.

“A maioria das pessoas com a doença têm uma vulnerabilidade genética para o transtorno”, conta Solomon. Algumas pessoas que são criadas em lares estáveis ​​e amorosos podem nunca ter essa vulnerabilidade explorada, e viver a vida inteira sem manifestar qualquer sinal de distúrbio bipolar.

Entretanto, para muitas pessoas – que têm vulnerabilidade genética ou não – eventos estressantes desencadeiam uma piora no estado de saúde em geral, inclusive na lado emocional, como é possivelmente o caso de Zeta-Jones.

“Há muitos bons tratamentos, tais como medicamentos e psicoterapia, mas os pacientes respondem de forma muito variada a eles. Zeta-Jones certamente será capaz de se valer dos dois, o que é uma coisa boa. Espero que ela melhore”, completa Solomon. [LiveScience]

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14 comentários

  • Ana B.:

    Quero só escrever que acredito no sofrimento da atriz, nada acontece por acaso e ela deve sofrer muito, pois é uma situação que parece sem saída e só quem passa por isso sabe o sofrimento do ser consigo mesmo. Noites sem dormir, coração batendo na garganta, remédio para dormir que não funciona, sou solidária e espero que ela consiga voltar para a tela, mesmo sabendo que tudo parece engatilhar um receio, um medo, que não sabemos por que vem.

  • Juliana M. Farinha:

    Se Deus criou a função dos médicos para nos tratar apesar de ele ser os médico dos médicos, devemos aceitar a opinião deles, quem somos nós seres que não pensam, refletem ? Caro leitor o estudo não é em vão. Quem procura auxílio é esperto como Catherine Zeta-Jones. Lutar sozinho com a bipolaridade é impossível…

  • Lilian M. Fernão:

    Acredito que a bipolaridade venha de um surto grave de estress profundo, e inimaginável como o cérebro trabalha E NÃO sossega enquanto não afetar o corpo de alguma forma, tipo um câncer ou qualquer outra doença que fica instalada até brotar. Já vivi e posso falar de posse dessa triste fase da minha vida, hoje carrego sequelas dela.

  • Fernanda S. F.:

    Seria ótimo se houvesse reportagem com psiquiatras , psicólogos , terapeutas ocupacionais sobre a doença do século o estress e o que ele acarreta. Ver a visão de um médico e de um doente, tipo perguntas e respostas. Pode ser ?

  • Claudia S.:

    Adorei esse site e gostaria muito se houvesse bipolaridade e fibromialgia, qual seria o fator importante dessa conexão.

  • Renatinha:

    Cada doença hoje em dia e de arrepiar o cabelo. Conheço um rapaz que passou em concurso público, mas como passou mal no trabalho, descobriram que era esquizofrenia e ele foi exonerado. Fica muito difícil essa situação, mesmo ele sendo super inteligente para algumas coisas.

  • Agitada:

    Sou agitada desde pequena, mas não era chamada de bipolar, pois quando somos pequenos somos chamados de hiperativos e depois disso tudo fui levando à vida e me transformei em um adulto bipolar. Fica difícil lidar comigo mesmo. Procurei especialistas para o tratamento, mas não é tão simples assim…garanto prá vocês!!!

  • ESTRESSADA:

    No mundo de hoje existem vários fatores condicionantes para deflagrar o estress. A cidade agitada, o trânsito maluco. o medo e todos levam a culpa de ser bipolares, isso é muito cômodo. Não acham ?

  • Márcia Eli:

    E agora,sou bipolar, pude entender a mania de perfeição, a rapidez de efetuar trabalhos, começar e terminar tudo que inicio, mesmo que não me agrade o suficiente, mais tenho que terminar, o cérebro não pára de trazer informações, a fadiga, a luminosidade que incomoda, etc.
    Desencadeou tudo após um stress profundo, dormia uma hora por noite, tomando rivotril, depois a dor incessante do corpo, descubro a fibromialgia, que me tornou um ser debilitado, não posso e não consigo mais efetuar o meu trabalho de professora, pois e como se fosse um gatilho de stress, que atormenta o meu ser sem explicação…tenho meu psiquiatra, minha psicoterapeuta e o meu médico ortopedista que descobriu a fibromialgia. Continuo lutando, mas o stress foi realmente o gatilho que liberou o tiro da dor.

  • Márcia Eliane Francisco:

    Sou bipolar, pude entender a mania de perfeição, a rapidez de efetuar trabalhos, começar e terminar tudo que inicio, mesmo que não me agrade o suficiente, mais tenho que terminar, o cérebro não pára de trazer informações, a fadiga, a luminosidade que incomoda, etc.
    Desencadeou tudo após um stress profundo, dormia uma hora por noite, tomando rivotril, depois a dor incessante do corpo, descubro a fibromialgia, que me tornou um ser debilitado, não posso e não consigo mais efetuar o meu trabalho de professora, pois e como se fosse um gatilho de stress, que atormenta o meu ser sem explicação…

    • Hereditariedade:

      Posso ajudar comunicando a vcs que sou também bipolar. mas minha mãe sempre foi desta forma e ninguém nunca nos falou sobre, foi preciso um encaminhamento meu para percebermos o mal que estava em família. É uma doença horrível, mesmo querendo controlar, não se controla totalmente. Ajudou para alguma coisa o meu comentário.valeu!!

  • carolina:

    eu acredito q uma pessoa criada num lar tranquilo e não necessariamente em uma casa,onde existe constantes altos e baixos e envolve a criança,mesmo q ela tenha essa predisposição genética,não IRÁ manifestar ao longo da vida este quadro de bipolaridade,mas qd alguem sai de uma casa complicada e vai p sua nova família levará consigo toda aquela carga e consequentemente continurá volúvel!levando a este quadro de esquizofrenia ou bipolaridade,mas graças a Deus q mesmo q ñ tenha cura tem tratamento o q ñ te tratamento é falta de caráter!

  • Helio Pereira:

    Me diga: o que se passa na cabeça de uma pessoa que joga o carro no poste sem ser por acidente, que rasga a roupa que está vestido na frente dos filhos,que joga o prato de comida no teto, que agride fisicamente os filhos, que desce do carro que está dirigindo e onde está a família no meio de um transito doentio e sai sem rumo por São Paulo dizendo que vai pra casa a pé em Valinhos, andando em sentido contrário,que tenta comprar arma para se matar, que para de se cuidar, não toma banho~, não vai ao dentista, sequer escova os dentes, ao ponto de perder quase todos dentes na espectativa que a morte vem no dia seguinte. Mas de repente, entra na sala o maior professor do mundo!

  • Jack:

    “A maioria das pessoas com a doença têm uma vulnerabilidade genética para o transtorno”

    Psiquiatras se dizem cientistas, mas vivem falando suposições como se fossem certezas! Qual gene é esse que carrega tal vunerabilidade? Deve ser vizinho do que causa esquizofrênia, outra falacia que até hoje não passa de mito!

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