Criaturas tipo polvos habitam lua de Júpiter, afirma cientista espacial

Por , em 4.05.2020

A proeminente cientista espacial britânica Monica Grady disse recentemente que acredita haver uma probabilidade muito grande de haver vida ainda não descoberta em Europa, uma das 79 luas de Júpiter.

A professora de ciência espacial e planetária e chanceler na Liverpool Hope University, em Liverpool, na Inglaterra, afirmou que essa vida residiria muito provavelmente nas águas frias abaixo da camada de gelo da lua e não seria como nós, e sim mais como um “polvo”.

“Quando se trata de perspectivas de vida além da Terra, é quase uma certeza que há vida sob o gelo em Europa”, disse ela em um discurso em fevereiro, de acordo com o portal Big Think.

E Marte?

Muito se foi debatido sobre a possibilidade de vida em Marte, especialmente depois que os pesquisadores da NASA descobriram que o planeta já teve água líquida.

Grady supõe que as cavernas profundas do planeta vermelho possam abrigar criaturas subterrâneas, provavelmente bactérias, vivendo lá para escapar da radiação solar. Tais seres poderiam obter água do gelo enterrado profundamente na região.

No entanto, a vida na Europa, se realmente existir, pode ser muito mais sofisticada que a vida bacteriana de Marte, possivelmente tendo “a inteligência de um polvo”.

As boas condições de Europa

A Europa fica a cerca de 627 milhões de quilômetros da Terra. Os cientistas chamam a lua de “mundo oceano” devido a décadas de observações que preveem a existência de um oceano abaixo de suas camadas de gelo. Em 2019, a NASA confirmou vapor d’água lá pela primeira vez.

Outra condição favorável à vida é que a lua pode ter fontes hidrotermais no chão desse oceano. No nosso planeta, essas fontes são cheias de vida.

Grady aposta que, em algum lugar debaixo da camada grossa de gelo da Europa, com 24 quilômetros de profundidade em alguns lugares, é possível que exista água líquida onde a vida, protegida contra a radiação e o impacto de asteroides e outros corpos, floresça.

Especial? Não

Grady não crê que nosso sistema solar seja particularmente especial a ponto de ser o único lugar no universo com vida. Estatisticamente falando, conforme os humanos explorem mais estrelas e galáxias, devemos ser capazes de encontrar vida fora da Terra, ou as condições para ela.

“Eu acho que é altamente provável que haja vida em outro lugar – e eu acho que é muito provável que ela seja feita dos mesmos elementos”, afirmou a cientista e professora.

Ok, podemos descobrir vida extraterrestre e ela pode até se parecer com polvos. E depois? Iremos fazer contato?

Grady não quis comentar sobre isso. Ela explicou que a distância entre nós e possíveis aliens pode ser gigantesca, o que torna qualquer suposição muito difícil.

“Se você observar um grão de areia, poderá ver que a maior parte é composta de silicatos, mas também há pequenas manchas de carbono – e esse carbono é extraterrestre, porque também contém nitrogênio e hidrogênio, que não é uma assinatura terrestre. Essa amostra minúscula mostra que foi atingida por meteoritos, asteroides e poeira interestelar, nos dando uma ideia de quão complexo é o registro de material extraterrestre”, argumentou. [BigThink]

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