Garoto publica artigo sobre galáxias em uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo

Por , em 7.01.2013

Neil Ibata, um menino francês de 15 anos, se tornou a pessoa mais jovem a figurar como coautor em um artigo científico na prestigiada revista Nature.

Filho do astrofísico Rodrigo Ibata (que não é brasileiro, apesar do nome), um pesquisador no Observatoire Astronomique de Estrasburgo (França), ele criou um modelo computacional utilizando a linguagem Python.

A história é interessante: o Dr. Rodrigo liderou uma equipe de pesquisadores que estavam estudando as galáxias anãs em torno da galáxia de Andrômeda, a galáxia gigante mais próxima da Via Láctea. O filho de 15 anos estava fazendo um estágio da linguagem de programação Python no laboratório, e fez o programa que analisou o movimento das galáxias anãs.

O mistério das galáxias anãs

Acreditava-se que as galáxias anãs fossem resultado de antigos eventos de colisão galáctica, e que se distribuíam de forma isotrópica – ou seja, para qualquer lado que você olhasse, veria a mesma quantidade de galáxias.

Entretanto, alguns cientistas afirmavam que as galáxias anãs formavam grupos coplanares, o que não era previsto pelo modelo cosmológico atual, e não poderia representar uma memória de uma acreção anterior.

O trabalho do Dr. Ibata, graças ao programa que seu filho fez, evidenciou que as galáxias anãs, ou pelo menos metade das que orbitam Andrômeda, estão organizadas em um grupo coplanar e tem o mesmo sentido de rotação da Andrômeda.

Outra descoberta intrigante foi que o plano identificado tinha um alinhamento aproximado com o polo do disco da Via Láctea e o vetor entre a Via Láctea e Andrômeda.

O professor Ibata estava esperando o oposto da descoberta, e está orgulhoso de seu filho, “mas não necessariamente por causa de sua descoberta”.

Apesar dos astrônomos ainda não estarem certos do significado da descoberta, eles acreditam que ela vai modificar a compreensão que temos sobre como as galáxias são formadas.

Futuro na ciência

O menino Ibata contou para o jornal francês Le Monde que seu pai solicitou ajuda com a codificação, e o modelo foi completado no período de um fim de semana, em setembro.

Além da equipe de pesquisa, só seu professor de matemática ficou sabendo do trabalho, na época – ele é um estudante avançado na Pontonniers International School, em Estrasburgo.

Por enquanto, Neil não sabe se gostaria de seguir os passos do pai e se tornar um astrofísico, mas ele “certamente” vai seguir na ciência.

Ele é o mais velho de três crianças, fala alemão, inglês e chinês, e estuda piano no conservatório local. [Blog Herton Escobar, G1 Ciência e Saúde, RFI, Nature, Terra Ciência]

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5 comentários

  • José Pires Neto:

    EAPDC…
    Grande parte da maioria dos “nossos” está na escola…

  • José Pires Neto:

    O fato de 14, 14,17,20,10,30 ou 12 anos nem vem ao caso. Grande parte da maioria dos “nossos” estão na escola aprendendo que a Terra e o Centro do Universo enquanto uma outra, segue roubando celulares e o que achar para poder trocar por uma pedra de crack.

  • Giovani Savi:

    o hypescience nao vai fazer uma materia sobre a ultrapassagem do zero absoluto??

    http://misteriosdomundo.com/atomos-alcancam-temperatura-mais-fria-que-o-zero-absoluto

  • André Luiz:

    Achava que ele tinha 15, falaram em outro post.

  • Thiago Soares:

    Grandes coisas, o pai deve ter feito toda a pesquisa e ter posto ele como o pequeno Einstein por ele ter feito um ou outro cálculo, e provavelmente na calculadora, quero ver fazerem uma entrevista individual com ele sobre o tema, deve saber nem o que é uma galáxia. PFF

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