I.A. consegue prever quanto tempo pacientes cardíacos vão viver

Por , em 11.11.2019

Pesquisadores do plano de saúde Geisinger, na Pensilvânia (EUA), treinaram uma Inteligência Artificial para prever quais pacientes cardíacos tinham riscos maiores de morrer dentro de 12 meses.

Para conseguir essas informações, eles alimentaram a AI com dados de 1,77 milhões de exames eletrocardiogramas de 400 mil pacientes. Tudo isso com objetivo de detectar padrões que pudessem indicar problemas cardíacos futuros envolvendo ataques cardíacos e fibrilação atrial.

O modelo de AI foi mais certeiro do que outros métodos aceitos, e conseguiam identificar pacientes que morreriam nos 12 meses posteriores.

“Independente de tudo, o modelo dos eletrocardiogramas era sempre melhor que qualquer outro modelo que você poderia construir de coisas que já fazem medição a partir de um ECG”, afirmou o pesquisador principal do estudo, Bandon Fornwalt.

O modelo até detectou problemas cardíacos em pacientes que foram considerados saudáveis por cardiologistas.

“Essas descobertas sugerem que o modelo vê coisas que humanos não conseguem ver, ou pelo menos coisas que ignoramos e pensamos que são normais. IA pode potencialmente nos ensinar coisas que interpretamos incorretamente por décadas”, diz Fornwalt.

Mas a pior dificuldade dos pesquisadores envolvidos nesta pesquisa é explicar como esta IA funciona. Sem compreender exatamente o que acontece, os profissionais se evitam tomar qualquer decisão com base nesse tipo de algoritmo. [Futurism]

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