Maior aterro do mundo possui 7 milhões de pneus e pode ser visto DO ESPAÇO

Por , em 6.10.2014

 

Parece mentira, mas é verdade.

No Kwait, mais especificamente na região desértica de Sulaibiya, existe esse aterro pra lá de gigantesco, onde são descartados os pneus usados oriundos de diversas partes do mundo — principalmente dos Estados Unidos da América — que pagam para usar esse lixão.

A extensão do deserto que já foi tomada por esse depósito de lixo atinge tal proporção que pode até ser vista do espaço. E o depósito está aumentando.

A pergunta que se faz é:

— Por que tais resíduos não são reciclados?

A resposta é a mesma de sempre:

— É mais barato largá-los no ambiente.

Se a população local reclamar o jeito é enviá-los para longe. De preferência em lugares desertos.

Isso nos leva a argumentar sobre a necessidade de leis internacionais mais rigorosas.

O ato de simplesmente abandonar um resíduo no solo, não está apenas adiando a resolução do problema. Está tornando esse problema maior.

A ação das intempéries desencadeia processos complexos e aleatórios que culminam invariavelmente no incremento do potencial de contaminação de tais resíduos que não se restringem simplesmente ao local de seu descarte.

Um dos exemplos mais gritantes é fato de que o acúmulo de pneus e outros resíduos de borracha em uma mesma área tende a produzir incêndios espontâneos. Mesmo em aterros.

hipercronicas - aterro de Sulaibiya by dailymail

Tais ocorrências, além de intensificarem a poluição do solo — pela disposição de toda uma gama de materiais tóxicos presentes e/ou gerados por e em suas cinzas — bem como produzem, concomitantemente, poluentes gasosos que se difundem pela atmosfera.

Dessa feita, fica cada vez mais evidente a conclusão que a poluição realizada por cada nação, não se restringe tão somente ao seu solo pátrio.

Cedo ou tarde seus efeitos são sentidos em todo o planeta.

O processo de vulcanização da borracha inclui o enxofre na constituição desses materiais, por conseguinte, a sua queima tende a formar óxidos de enxofre, tais como os anidridos sulfuroso e sulfúrico, que transportados pelas correntes aéreas migram para regiões populosas produzindo chuvas ácidas e todo um contingente de mazelas respiratórias.

Por essa razão que tal prática é considerada ilegal na Europa, desde que em 2006 a União Europeia proibiu a utilização de aterros para o descarte de pneus e de outros resíduos similares.

As razões dos europeus não são as mesmas para qualquer cidadão em qualquer região do mundo.

É claro que a proibição simples e crua, não resolve o problema.

São necessárias além das leis, forças políticas que as façam cumprir — seja pela fiscalização oficial — seja pelo engajamento da população.

— Há que se dizer que o rigor das leis ambientais se manifeste com pesadas multas, de tal forma que onere proibitivamente o simples descarte e obrigue as indústrias produtoras de tais materiais que se responsabilizem pelo destino final de seus rejeitos, desenvolvendo técnicas de reciclagem que tornem seus processos sustentáveis dos pontos de vistas econômico, social e ambiental.

Se isso não for feito urgentemente, quem sabe as maiores obras da humanidade a serem vistas do espaço serão montanhas e montanhas de nosso próprio lixo.

Que herança deixaremos para as gerações futuras?

hipercronicas - aterro de Sulaibiya by dailymail 02

 

Artigo de Mustafá Ali Kanso 

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LEIA A SINOPSE DO LIVRO A COR DA TEMPESTADE DE Mustafá Ali Kanso

[O LIVRO ENCONTRA-SE À VENDA NAS LIVRARIAS CURITIBA E SPACE CASTLE BOOKSTORE].

Ciência, ficção científica, valores morais, história e uma dose generosa de romantismo – eis a receita de sucesso de A Cor da Tempestade.

Trata-se de uma coletânea de contos do escritor e professor paranaense Mustafá Ali Kanso (premiado em 2004 com o primeiro lugar pelo conto “Propriedade Intelectual” e o sexto lugar pelo conto “A Teoria” (Singularis Verita) no II Concurso Nacional de Contos promovido pela revista Scarium).

Publicado em 2011 pela Editora Multifoco, A Cor da Tempestade já está em sua 2ª edição – tendo sido a obra mais vendida no MEGACON 2014 (encontro da comunidade nerd, geek, otaku, de ficção científica, fantasia e terror fantástico) ocorrido em 5 de julho, na cidade de Curitiba.

Entre os contos publicados nessa coletânea destacam-se: “Herdeiro dos Ventos” e “Uma carta para Guinevere” que juntamente com obras de Clarice Lispector foram, em 2010, tópicos de abordagem literária do tema “Love and its Disorders” no “4th International Congress of Fundamental Psychopathology.”

Prefaciada pelo renomado escritor e cineasta brasileiro André Carneiro, esta obra não é apenas fruto da imaginação fértil do autor, trata-se também de uma mostra do ser humano em suas várias faces; uma viagem que permeia dois mundos surreais e desconhecidos – aquele que há dentro e o que há fora de nós.

Em sua obra, Mustafá Ali Kanso contempla o leitor com uma literatura de linguagem simples e acessível a todos os públicos.

É possível sentir-se como um espectador numa sala reservada, testemunha ocular de algo maravilhoso e até mesmo uma personagem parte do enredo.

A ficção mistura-se com a realidade rotineira de modo que o improvável parece perfeitamente possível.

Ao leitor um conselho: ao abrir as páginas deste livro, esteja atento a todo e qualquer detalhe; você irá se surpreender ao descobrir o significado da cor da tempestade.

[Sinospse escrita por Núrya Ramos  em seu blogue Oráculo de Cassandra]

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3 comentários

  • Isaac Ruz:

    Tem pneu ai melhor que os meus kkkk se fosse perto de casa

    • Cesar Grossmann:

      Sugiro que você troque os pneus por pneus novos. É uma questão de segurança.

  • JAENIO JASMIM:

    Com todos esses pneus reciclados daria para construir muitas casas com esses materiais. Atualmente já estão usando esses pneus reciclados na construção civil.

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