Monstruosas estrelas “impossíveis” são mal compreendidas

Por , em 14.08.2012

De acordo com nossos padrões, elas não deveriam existir, mas estão lá, impávidas: quatro estrelas gigantes, cada uma 300 vezes mais massiva do que o nosso sol.

Localizadas no agrupamento estelar R136, na Nebulosa da Tarântula, essas estrelas estão cercadas por exemplares mais “modestos”, com massas que não chegam a ser 150 vezes maiores que a do sol. “A suposição de um limite máximo de 150 massas solares tem sido central em nossa teoria sobre a formação de estrelas há tempos”, ressalta o astrofísico Sugata Kaviraj, do Colégio Imperial de Londres (Inglaterra). Não é por acaso que, desde que foram descobertas em 2010, essas “estrelas-monstro” são consideradas verdadeiras aberrações.

A hipótese das fusões estelares

Em busca de uma explicação plausível para tal fenômeno, um grupo de pesquisadores da Universidade de Bonn (Alemanha) testou a hipótese de que essas “estrelas-monstro” não “nasceram” grandes, mas resultaram de fusões de estrelas menores.

Para isso, eles desenvolveram uma simulação de computador que traçou as interações de mais de 170 mil estrelas de um agrupamento próximo ao R136, e com características similares.

Na simulação, muitas estrelas estavam a pouca distância uma das outras. Nesse ambiente denso, a pouca estabilidade era perturbada por colisões entre as estrelas, que podiam resultar em fusões e gerar “estrelas-monstro”, com massas que desafiam as leis que conhecemos.

Para que o fenômeno se concretize, é necessário que as estrelas de um agrupamento estejam muito próximas e, além disso, sejam jovens o bastante para não ser logo desgastadas por ventos estelares. “Essas estrelas massivas sempre têm fortes ventos e perdem massa rapidamente”, explica Sambaran Banerjee, um dos responsáveis pelo estudo. “Depois de cerca de 1,5 milhão de anos o vento se torna particularmente forte e a estrela entra na chamada Fase de Wolf-Rayet. Depois de mais 500 mil anos, ela passa a ter o mesmo tamanho, similar ao daquelas que lhes deram origem”.

Paul Crowther, da Universidade de Sheffield (Reino Unido), liderou as primeiras observações das quatro estrelas-monstro e considera que tanto a simulação quanto a hipótese sustentada são bastante plausíveis. Banerjee, por sua vez, prefere que, no lugar de “monstros”, elas sejam chamadas de “superestrelas”.[New Scientist]

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8 comentários

  • Ronildo William:

    kara que loucura…isso faz a gente criar tantas perguntas…..tantas duvidas!!!,,,

  • Solemar Junior:

    o erro obviamente não esta nas estrelas, e sim nos padrões cientificos, o certo seria queimar todos os modelos e criarem outros melhores(isso não é só o certo como também o minimo que se precisaria ser feito)

  • laynes:

    Não vou comentar sobre a estrela montruosa e sim sobre as estrelas supostamente conhecidas como tres marias à alguns dias venho notando que uma dessas estrelas esta circulando as outras sempre que eu obeservo as estrelas elas estiveram alinhadas ou quase, gostaria de saber se alguem ja notou isso

    • Glauco Ramalho:

      Eu observo as Três Marias diariamente, relaxa q não tem nada estranho acontecendo com elas.

  • Glauco Ramalho:

    Isso tudo só prá manter a farsa de que as estrelas surgem de discos protoestelares? Pq eles não dão uns passos prá trás e revisam toda a teoria ao invés de remendar o que já está parecendo uma colcha de retalhos?

    Isso é muito mais bilhar espacial do que Velikovsy diria…

  • Alberto Campos:

    O nosso sol deve ter sido uma estrela gigantesca no passado. Após sofrer uma explosão que deu origem a um cinturão de magma que daria origem aos planetas do nowsso sistema solar, ela se tornou pequena e é isto que deve acontecer com estas estrelas.

  • Jonatas:

    Levar-se-á um tempo até entendermos de fato como surgem e evoluem as estrelas hiper-massivas. Elas são raras, e perto delas a nossa poderosa Eta-Carinae, com suas 100 massas solares e luminosidade de 4 milhões de sóis, fica uma anãzinha.
    O fato é que as aberrações são raras, muito raras mesmo, estima-se que em média algumas dezenas de astros assim para cada galáxia como a nossa, com 200 bilhões de estrelas. Outro ponto que aumenta essa raridade é o fato de durarem muito puco – provavelmente explodem em hiper-nova em seu primeiro milhão de anos, enquanto astros comuns brilham por um tempo 10.000 vezes maior.
    Aí tivemos sorte, a Nebulosa de Tarântula aqui perto, numa galáxia irregular a Grande Nuvem de Magalhães – as galáxias irregulares são das que possuem a maior taxa de natalidade de estrelas, estão cheias de nebulosas como essa que são super-ricas em matéria prima, o que aumenta a chance das aberrações surgirem.

  • Medicina Integrativa:

    -A idade dessas estrelas acaba sendo bem menor que outras menores
    -Havendo crescente magnetismo, aumenta ainda mais a captação de matéria circunjacente, as reações nucleares passam a produzir Ferro
    – Finalmente a estrela se colapsa dando origem, mais tarde a uma explosão de super-nova, o que destrói toda uma galáxia e até outras ao redor

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