Transplante de cérebros

Por , em 8.04.2011

Pesquisadores da Universidade de Columbia transplantaram neurônios de ratos recém-nascidos no hipocampo de ratos adultos. De acordo com os cientistas que realizaram o estudo, os ratos transplantados tomaram melhores decisões e conseguiram distinguir situações parecidas. Além disso, uma rotina de exercícios após a intervenção teve efeitos anti-depressivos nos bichos.

A intenção dos cientistas era fazer com que o hipocampo dos ratos mais velhos produzisse um excedente de neurônios. Eles conseguiram diferenciar um compartimento onde levavam um choque e um similar, onde estariam a salvo, em menos tempo. Este tipo de decisão, segundo os pesquisadores, fica mais difícil a medida que os ratos envelhecem.

Os cérebros adultos produzem neurônios o tempo todo, um processo conhecido como neurogênese, mas muitos não sobrevivem. Alguma doenças como o Alzheimer, inibem o crescimento e o funcionamento deles. A criação de neurônios tem impact no humor das pessoas e na sua capacidade em aprender, desta maneira, drogas que consigam aumentar a produção de neurônios poderiam ser úteis no tratamento de depressão, ansiedade e problemas de memória.

Para melhorar o cérebro dos ratos, a equipe de pesquisadores liderada pelo professor de farmacologia René Hen, da Columbia, desabilitou um gene que mata novos neurônios no cérebro adulo, resultando na proliferação de novas células. Tratamentos assim poderiam ser efetivos para casos de estresse pós-traumático, disse Hen. “Mesmo que eu não consiga esquecer o 11 de setembro quando vejo um avião sobre Nova Iorque, eu tenho a capacidade de reconhecer que esta é uma situação diferente, mas algumas pessoas, na mesma situação, mas que sofrem de estresse pós-traumático, podem reviver aquela experiência e ter ataques de pânico”, disse o professor.

O estudo sugere que, combinadas com exercícios, as drogas que estimulam a neurogênese podem melhorar as funções cognitivas, um tratamento interessante que pode servir a pacientes que sofrem desde doenças degenerativas até ansiedade. [PopSci]

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6 comentários

  • D.D versao 2.0:

    Palavras!?

    Palavras não importam, posso chamar gato de cachorro e vice-versa que o mundo não muda e meu entendimento do mundo também não.
    Não importa quem disse o quê e, sim, o que de fato é.

  • Orlando Rios:

    Lisandro, tbm acho que você precisa do transplante em questão. suas ideias são disformes e enevoadas.

    Nossa civilização, alias todas elas, foram feitas e desenvolvidas por pensantes “crentes” em deuses. Desde o primeiro “humano” que inventou a roda ou acendeu uma fogueira e acreditava em um deus sol ou uma deusa lua, ou no rei-comerciante que colocou caravelas no mar, ou no cientista que desenvolveu a Teoria da Relatividade com um cerebro avantajado e espaçoso.

    Acreditar em um Deus, não me deixa mais burro, muito pelo contrario. Meu cerebro tem compartimentos estanques que aceitam e convivem com conhecimento e religião, pois uma não exclui a outra, a não ser em cerebros pequenos o suficiente para as duas ideias.

  • Jardel:

    A Luciana colocou em boas palavras

  • luciana:

    Eu quase entendi o que o Lisandro expôs. Talvez, as pessoas que passam a interpretar a vida somente por um viés, uma ideologia, uma crença, um dogma, quando envelhecem, tem mais probabilidade de ficar insanos; pois não abrem suas perspectivas e entendimentos para novos horizontes. Suas mentes ficam engessadas.

  • Paulo Moura:

    Lisandro, acho que você precisa do transplante em questão…

  • Wilian:

    Agora as loiras tem chance de ter mais de 2 nerônios. E só começar a comercializar…

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