A vida é uma selva? – vantagens competitivas nos ambientes corporativos

Por , em 22.06.2015

Velocidade e competição

Vivemos a realidade de uma economia globalizada marcada por descobertas sucessivas e revolucionárias no campo da ciência e da tecnologia, que promovem, por um lado, mudanças aceleradas e vertiginosas em todos os campos, e por outro, um nível de competição sem paralelo na história da humanidade.

Uma competição cruel entre pessoas e instituições; entre povos e nações.

Do ponto de vista organizacional, as corporações bem-sucedidas têm em conta que para prosseguir competitivas nesse mercado globalizado não podem prescindir da inovação seja em seus produtos, seja em seus serviços.

Pé no acelerador!

De forma análoga,
Pé no acelerador!

Fundamentar-se naquilo que é rotineiro e familiar pode ser perigoso tanto para o futuro das organizações quando de seus profissionais.

Pé no acelerador!

A velocidade da inovação impõe a velocidade da capacitação.

A ânsia na conquista de uma vantagem competitiva é proporcional ao tamanho do mercado global, que ao mesmo tempo que amplia as oportunidades, amplia a competição em seus aspectos mais cruéis.

Nessa mesma fórmula o nível de exigência que recai sobre o profissional e sua corporação também se amplia, agravando as pressões e consequentemente o stress dentro do próprio ambiente corporativo.

Não basta ter emprego. É necessário conservá-lo.

Como resultado: temos corporações cada vez mais robustas e poderosas e pessoas cada vez mais infelizes.

Comece a correr

Para Domenico De Masi em seu livro O Futuro do Trabalho:

“As organizações produtivas são fábricas de infelizes porque constrangem os seus dependentes a serem eficientes e competitivos a todo custo”.

Para ilustrar seu pensamento o autor faz uso da seguinte metáfora:

“Toda manhã, na África, uma gazela desperta. Sabe que deverá correr mais depressa que o leão ou será morta.

Toda manhã, na África, um leão desperta. Sabe que deverá correr mais do que a gazela ou morrerá de fome.

Quando o sol surge, não importa se você é um leão ou uma gazela: é melhor que você comece a correr”.

Penso que não é uma coincidência De Masi comparar a realidade dessa competição no ambiente corporativo — segundo as regras do mercado — com a competição na selva africana.

Ambas se resumem na luta pela sobrevivência, lembrando que na metáfora o mundo é uma selva.

O jogo da sobrevivência

Nesse ponto eu faço o “Mea Culpa”.

Afinal eu também faço parte desse jogo.

Sou um educador. Sou um instrutor.

Ensino técnicas para alcançar vantagens competitivas:

Seja como professor de química nos cursos pré-vestibulares em que trabalho.
Seja como “coach” em engenharia de produção nos cursos “in company” que ministro.

Em síntese:

Eu ensino a correr mais e melhor — para chegar na frente e sobreviver.
Eu ensino a continuar correndo — para nunca ser ultrapassado.

Sempre digo aos meus alunos que a história não nos julga pelo número de vezes que caímos na arena. Nos julga pelo número de vezes que conseguimos nos reerguer e continuar lutando.

Nessa nova metáfora a vida é uma arena.

Continuemos lutando.

Será que é assim mesmo?

Agora o mais importante.

Mesmo fazendo parte desse jogo eu costumo convidar a cada um dos meus alunos a subvertê-lo.

O mesmo estou fazendo agora com você meu caro leitor, minha cara leitora.

Ao invés de competição que tal tentarmos a colaboração?

Eu sei que é um sonho.

Muito antigo.

Mas não canso de lutar, de verdade, por essa ideia:

Na qual o mundo deixa de ser uma selva e a vida deixa de ser uma arena.

Eu penso que essa luta, sim — de verdade — vale à pena!

Artigo de Mustafá Ali Kanso 

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LEIA A SINOPSE DO LIVRO A COR DA TEMPESTADE DE Mustafá Ali Kanso

[O LIVRO ENCONTRA-SE À VENDA NA SPACE CASTLE BOOKSTORE].

Ciência, ficção científica, valores morais, história e uma dose generosa de romantismo – eis a receita de sucesso de A Cor da Tempestade.

Trata-se de uma coletânea de contos do escritor e professor paranaense Mustafá Ali Kanso (premiado em 2004 com o primeiro lugar pelo conto “Propriedade Intelectual” e o sexto lugar pelo conto “A Teoria” (Singularis Verita) no II Concurso Nacional de Contos promovido pela revista Scarium).

Publicado em 2011 pela Editora Multifoco, A Cor da Tempestade já está em sua 2ª edição – tendo sido a obra mais vendida no MEGACON 2014 (encontro da comunidade nerd, geek, otaku, de ficção científica, fantasia e terror fantástico) ocorrido em 5 de julho, na cidade de Curitiba.

Entre os contos publicados nessa coletânea destacam-se: “Herdeiro dos Ventos” e “Uma carta para Guinevere” que juntamente com obras de Clarice Lispector foram, em 2010, tópicos de abordagem literária do tema “Love and its Disorders” no “4th International Congress of Fundamental Psychopathology.”

Prefaciada pelo renomado escritor e cineasta brasileiro André Carneiro, esta obra não é apenas fruto da imaginação fértil do autor, trata-se também de uma mostra do ser humano em suas várias faces; uma viagem que permeia dois mundos surreais e desconhecidos – aquele que há dentro e o que há fora de nós.

Em sua obra, Mustafá Ali Kanso contempla o leitor com uma literatura de linguagem simples e acessível a todos os públicos.

É possível sentir-se como um espectador numa sala reservada, testemunha ocular de algo maravilhoso e até mesmo uma personagem parte do enredo.

A ficção mistura-se com a realidade rotineira de modo que o improvável parece perfeitamente possível.

Ao leitor um conselho: ao abrir as páginas deste livro, esteja atento a todo e qualquer detalhe; você irá se surpreender ao descobrir o significado da cor da tempestade.

[Sinopse escrita por Núrya Ramos  em seu blogue Oráculo de Cassandra]

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1 comentário

  • Gabriel Barbosa:

    A competitividade na selva, em sua grande maioria é inter-espécies. A nossa é entre uma espécie só. Não creio que sejam comparável.

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