Perna mecânica revolucionária consegue ler sinais cerebrais

Por , em 2.01.2014

Pesquisadores desenvolveram uma nova tecnologia que pode um dia ajudar amputados: uma perna artificial que lê sinais do cérebro.

Quando Zac Vawter quer dar um passo, ele pensa e o passo acontece. “Não há nada especial nela, no sentido de que eu tive que aprender. Posso simplesmente me levantar de uma cadeira e caminhar”, relatou Vawter em entrevista à rede de televisão CNN.

Ele perdeu a perna em um acidente de motociclismo, mas seu cérebro ainda está enviando comandos para a perna que não está lá. A prótese tem eletrodos para ler sinais na coxa, um computador para processá-los e uma perna mecânica para executá-los.

Um monitor mostra a leitura dos sinais que a perna de Vawter está recebendo a partir de seu cérebro, quando ele pensa em se mover. Com o tempo, uma equipe de médicos e designers liderada pelo Dr. Levi Hargrove ensinou ao computador o que cada um dos sinais queria dizer. “Podemos descobrir usando o nosso reconhecimento de padrões”, explicou Hargrove.

O resultado desta conexão do corpo e da máquina foi demonstrado recentemente, quando Vawter subiu as escadas de um dos edifícios mais altos dos Estados Unidos: a Torre Willis, em Chicago.

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Ainda que seja um pouco barulhenta e não seja impecável, os designers responsáveis pelo projeto dizem que estão trabalhando em melhorias (talvez até mesmo incluir a capacidade de correr). Em três a cinco anos, os médicos esperam que estas pernas estejam disponíveis aos pacientes, incluindo mais de mil norte-americanos amputados das guerras no Iraque e no Afeganistão.

Por enquanto, a perna biônica ainda está em fase de testes. O Exército dos EUA está apoiando o projeto com uma doação de US$ 8 milhões. [CNN]

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3 comentários

  • D’Urso Errexis:

    Ah, por favor, revoluções nem sempre trazem bons resultados. Evite associá-las a melhorias para induzir no subconsciente das pessoas que revolução é algo sempre bom. O Brasil agradece.

  • vaschmitt:

    Será que se basearam na do Edward Elric

  • Eder Carneiro:

    Muito legal que o US Army esteja doando 8 milhões, valor este insignificante perto do que eles gastam numa guerra.

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