Luz, eletricidade, reação! – Plasmônica

Por , em 19.01.2015

Artigo de Mustafá Ali Kanso

Plasmônica – Transformando luz em eletricidade

Como vimos em nosso artigo da semana passada a plasmônica é um dos campos de pesquisa mais inovadores e abre um novo rol de possibilidades em diversas áreas da ciência e tecnologia.

Um de seus ramos de pesquisa mais promissores é o desenvolvimento de uma tecnologia de transformação de energia luminosa em energia elétrica diretamente valendo-se das propriedades dos plasmons de superfície.

Recordando o visto na semana passada, conceituamos plasmon com sendo um quantum de oscilação de plasma (ou gás eletrônico).

Em outras palavras, uma quantificação das oscilações da nuvem de elétrons livres que caracteriza as ligações químicas entre os átomos de metais quando esses materiais estão sujeitos a flutuações de um campo magnético externo.

Todo o plasmon que interage fortemente com a luz por estarem confinados à superfície do condutor são denominados de “plasmons de superfície”.

Tintas coletoras de energia

Um dos caminhos adotados pela plasmônica vale-se da utilização de porfirinas que são substâncias orgânicas fotossensíveis.

Para se ter uma ideia do que isso representa, basta ressaltar que a clorofila, substância fundamental para a realização da fotossíntese nas plantas e que lhes confere cor verde, tem em sua estrutura molecular o anel porfirínico como seu principal sítio ativo.

Muito bem, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos demonstraram que os plasmons de superfície podem liberar elétrons a partir de sítios ativos estimulados pela incidência de luz e isso possibilitará o desenvolvimento de pigmentos fotoativos, a exemplo do que ocorre nos vegetais.

Se tudo ocorrer como o planejado em breve teremos à nossa disposição uma gama variada de tintas capazes de transformar energia luminosa em energia elétrica com elevado rendimento o que, sem dúvida, será uma revolução nas técnicas de fabricação de coletores de energia solar.

Energia eletrofotoquímica

Numa outra abordagem, feita pelos cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, utiliza estruturas construídas por nanobastões de um metal de alta condutividade elétrica como fontes de elétrons livres revestido por um material fotossensínvel.

A técnica de geração das cargas é diferente daquela que fundamenta o funcionamento das células solares convencionais (aquelas feitas de silício, por exemplo).

Em vez de excitar e expulsar os elétrons, os fótons produzem ondas coletivas de elétrons livres na superfície dos metais,  os denominados plasmons de superfície.

À medida que os elétrons dessas ondas plasmônicas capturam a energia das partículas de luz, alguns escalam o nanobastão metálico através de seu revestimento fotossensível e podem fornecer energia para realizar um trabalho fotoquímico, como por exemplo na realização da eletrólise da água.

Com vistas no futuro

Tanto uma técnica quanto a outra promete uma esteira de revoluções na forma de como lidamos com a conversão da energia luminosa em elétrica e talvez o sonho de uma fonte inesgotável de energia limpa e barata não seja de todo impossível num futuro muito mais próximos do que imaginávamos.

 

 

Artigo de Mustafá Ali Kanso 

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LEIA A SINOPSE DO LIVRO A COR DA TEMPESTADE DE Mustafá Ali Kanso

[O LIVRO ENCONTRA-SE À VENDA NAS LIVRARIAS CURITIBA E SPACE CASTLE BOOKSTORE].

Ciência, ficção científica, valores morais, história e uma dose generosa de romantismo – eis a receita de sucesso de A Cor da Tempestade.

Trata-se de uma coletânea de contos do escritor e professor paranaense Mustafá Ali Kanso (premiado em 2004 com o primeiro lugar pelo conto “Propriedade Intelectual” e o sexto lugar pelo conto “A Teoria” (Singularis Verita) no II Concurso Nacional de Contos promovido pela revista Scarium).

Publicado em 2011 pela Editora Multifoco, A Cor da Tempestade já está em sua 2ª edição – tendo sido a obra mais vendida no MEGACON 2014 (encontro da comunidade nerd, geek, otaku, de ficção científica, fantasia e terror fantástico) ocorrido em 5 de julho, na cidade de Curitiba.

Entre os contos publicados nessa coletânea destacam-se: “Herdeiro dos Ventos” e “Uma carta para Guinevere” que juntamente com obras de Clarice Lispector foram, em 2010, tópicos de abordagem literária do tema “Love and its Disorders” no “4th International Congress of Fundamental Psychopathology.”

Prefaciada pelo renomado escritor e cineasta brasileiro André Carneiro, esta obra não é apenas fruto da imaginação fértil do autor, trata-se também de uma mostra do ser humano em suas várias faces; uma viagem que permeia dois mundos surreais e desconhecidos – aquele que há dentro e o que há fora de nós.

Em sua obra, Mustafá Ali Kanso contempla o leitor com uma literatura de linguagem simples e acessível a todos os públicos.

É possível sentir-se como um espectador numa sala reservada, testemunha ocular de algo maravilhoso e até mesmo uma personagem parte do enredo.

A ficção mistura-se com a realidade rotineira de modo que o improvável parece perfeitamente possível.

Ao leitor um conselho: ao abrir as páginas deste livro, esteja atento a todo e qualquer detalhe; você irá se surpreender ao descobrir o significado da cor da tempestade.

[Sinopse escrita por Núrya Ramos  em seu blogue Oráculo de Cassandra]

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3 comentários

  • Francisco da Silva:

    O que me causa muita contrariedade é que em nosso país não se dá a devida importância para o desenvolvimento de novas tecnologias.

    • Cesar Grossmann:

      Imediatismo. Pesquisa de base dificilmente vira produto de prateleira para todo mundo comprar. Mas serve de base para futuros produtos.

  • Carlos Huber:

    Estamos dando um enorme passo em direção a um futuro sustentável, talvez a humanidade ainda tenha uma chance de prosperar.

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