Pode haver mais espécies em nosso planeta do que estrelas na galáxia

Por , em 4.05.2016

Biólogos da Universidade de Indiana, nos EUA, acreditam que exista mais espécies em nosso planeta do que estrelas na galáxia.

De acordo com seu novo estudo, podemos só ter descoberto um milésimo de 1% das espécies na Terra. Isso significa que os 10 milhões ou mais de espécies identificadas até agora representam uma gota no oceano de até um trilhão de espécies que devem estar por algum canto desse nosso planeta rochoso.

Como ponto de comparação, considere que as estimativas atuais sugerem que a nossa galáxia, a Via Láctea, deve conter entre 100 e 400 bilhões de estrelas.

Banco de dados

Os cientistas utilizaram dezenas de milhares de registros existentes para montar um conjunto de dados de mais de 5,6 milhões de espécies de 35.000 locais em todo o mundo, abrangendo todos os continentes e oceanos, exceto a Antártida.

Ao analisar esses dados, eles descobriram que muitas estimativas anteriores de biodiversidade não incluíram amostras significativas de microrganismos.

Estimando

A estimativa dos biólogos baseou-se na análise de dados que sugerem que a biodiversidade opera em escala exponencial decrescente.

Ao nível da nossa complexidade biológica, ou seja, dos grandes mamíferos, não há um grande número de organismos. Mas ao chegar até o nível microbiano – microrganismos como bactérias -, esse número aumenta muito. Utilizar corretamente as leis de escala para estimar esse número não é algo fácil, no entanto.

Além disso, fazer uma contagem precisa é quase impossível, pois novas espécies surgem constantemente, enquanto outras se extinguem.

Apesar de todos os obstáculos, os pesquisadores foram capazes de usar seu enorme conjunto de dados para observar tendências na forma como as espécies são abundantes individualmente, para a partir daí escalar esse número.

Um trilhão

A partir de seus cálculos, os biólogos de Indiana estimam que a Terra é o lar de até um trilhão de espécies microbianas.

Esse número impressionante parece ainda maior quando consideramos que menos de 10 milhões de microrganismos foram identificados, dos quais cerca de 10.000 foram produzidos em laboratório e menos de 100.000 foram classificados pelos cientistas.

Vai ser quase impossível classificar os 999 bilhões de espécies restantes, embora a maior lição do estudo seja, talvez, a implicação de que a vida na Terra é muito mais diversa do que qualquer outra coisa que imaginávamos.

O estudo foi publicado em um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. [GizMag]

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