Quer aprender matemática? Passe uma corrente elétrica pelo seu cérebro

Por , em 4.11.2010

Estamos falando sério! Não é um novo método de suicídio e sim uma nova técnica criada por cientistas de Oxford. Aparentemente, aplicar uma pequena corrente elétrica em uma área conhecida como lobo parietal aumentava a capacidade de voluntários de resolver problemas de matemática.

A esperança é que essa descoberta possa ajudar aquelas pessoas com discalculia – um distúrbio que faz com que as pessoas realmente não entendam o “funcionamento” dos números.

Além disso, nem só as pessoas com discauculia sofrem com os números. Estima-se que uma em cada cinco pessoas tenha dificuldades mais leves com a matemática, o que compromete não só o rendimento escolar, mas também atividades diárias incluindo contas simples com dinheiro.

Neurocientistas acreditam que a atividade no lobo parietal compromete a habilidade com números e quando campos magnéticos eram usados para impedir a atividade elétrica nessa parte, as pessoas desenvolviam discalculia temporariamente. Então a suspeita foi que estimulando a atividade elétrica, seria mais fácil fazer cálculos e atividades matemáticas.

Então eles usaram uma corrente de um miliampere para estimular a atividade cerebral em estudantes voluntários. A corrente não pode ser sentida e não causa efeito em outras funções cerebrais. Os voluntários realmente conseguiram resolver atividades lógicas e matemáticas mais rápido quando expostos a essa pequena corrente.

E, melhor ainda, os efeitos não eram imediatos – mesmo seis meses depois de terem sido expostos à corrente, os estudantes ainda se saíam melhor em atividades matemáticas do que antes de passarem pelo tratamento.

Mais testes serão feitos e logo o tratamento poderá estar disponível. Mas leitor, os estudos foram conduzidos por cientistas, então, apesar de ser óbvio, julgamos ser necessário deixar o seguinte recado: não tente isso em casa! [BBC]

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20 comentários

  • Anne Tarantino:

    Matemática é falta de estímulos no meu caso, acho interessante quem pratica, mas tenho preguiça quando vejo uma equação por exemplo… Geralmente fujo.

  • Hpr Cod:

    Isso explica a genialidade e o penteado de Einstein. Será que foi 110 ou 220v? [dúvidas]

  • Everaldo:

    Cara!!!!!!Eu só acredito se fizerem os testes em mim, porque utimamente não ando bem com números.

  • re:

    aonde posso achar esse choque?To precisando muito!

  • maria concebida:

    Gostei de seu comentário, Fernando! Amo estudar a Neurologia e principalmente a Psicologia. Será que ambas não são PARENTES CHEGADAS e por isso “um pouco discrepantes?” Onde irá parar o “Divã do Psicanalista?” Será “aposentado” futuramente??????

  • João Pedro:

    Meti o dedo na tomada. Os cabelo ficaram em pé
    Mas cálculo não melhorou não…

  • moizés:

    Prezado Ezio,

    Antes fosse diferença de potencial… era grana que faltava mesmo, e o pobre discalculista aqui tinha de pagar tudinho. Felizmente, tiveram piedade e me transferiram para o setor de crédito, onde a diferença, quando havia, era de opiniões…

  • josias:

    Meus parabens a HYPESCIENCE, com seus artigos interessantes e edificantes. Estou sempre recomendando a outros, é nosso compromisso diário.

  • Ezio Jose:

    Oooh! Moisés… A diferença no caixa (de voltagem)era positiva ou negativa? Dependendo da polaridade, se você estava descalço, poderia levar um choque por aterramento. A discalculia poderia estar ligada à questão de diferenciação de potencial, uma fórmula matemática muito simples na qual podemos aber se colocamos ou não os dedos nos terminais polarizados do fios condutores.

  • moizés:

    Já fui caixa de banco. Todo dia dava diferença no fechamento. Acho que sofro dessa tal descalculia e não sabia. Puxa vida, poderia ter me aposentado por invalidez…

  • vielmond:

    Lembro-me ter usado um aparelho (há muitos anos atrás) que emitia ondas de baixa frequência para descansar. Funcionou, Agora não sei se foi autosugestão (método Coué) ??
    Existem aparelhos, mesmo principio, para interrogatórios. Sem dor, porém, deve deixar algumas sequelas ?? psicológica porque contou o que não queria e outras que afetam temporiaramente ou definitivamente algumas funções cerebrais.

  • Diana:

    O artigo é interessante, mas ficaria bem mais confiável se o nome do problema neurológico estivesse escrito certo! não é discauculia mas sim DISCALCULIA (vem de cálculo).
    Espero ter sido útil.

  • Eduardo Garcia:

    E pra melhorar a matemática, tbm resolve, sou bom em matematica mas queria ser melhor!!!

  • Willian:

    Einstein, quando morreu, analisaram o seu cérebro e os cientistas ficaram abismados com o tamanho do Lobo Pariental, era muito acima da média.

    Vou ali engolir uma pilha.

  • Sheik:

    “Neurocientistas acreditam que a atividade no lobo parietal compromete a habilidade com números e quando campos magnéticos eram usados para impedir a atividade elétrica nessa parte, as pessoas desenvolviam discalculia temporariamente.”

    Serah que o uso de celulares afetaria os neurônios, de alguma forma atrapalhando alguma funcao cerebral?

  • Carlos Schaefer:

    Muito interessante. Tenho que dar uma verificada em neurologia para localizar a área em questão. 1 Ma é uma corrente extremamente baixa, mas analisando a corrente circulante em várias áreas do cérebro devem ser entre 0,5 a 1Ma no máximo.

  • Farofa:

    NOSSA DEMOROU… TENHO PROVA DE CALCULO HOJE

  • Anônimo:

    Com um choque bem grande, você está arriscado a esquecer tudo.

  • Alice:

    Meus problemas acabaram!

  • Fernando:

    Esta area de neurologia esta sendo bastante estudada mundo afora, e tem dado resultados impressionantes, ate mesmo em cirurgias´sao aplicadas correntes eletricas para estimular regioes do cerebro, tem exemplos de casos terapeuticos tambem como mal de parkinson, e por fim no estudo como sugere esta materia, onde estimular para aumentar a atividade cerebral tem dado resultado tambem.

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