Como tirar fotos de si mesmo pode ser prejudicial para você

Por , em 28.08.2013

A psicóloga Jessamy Hibberd, de Londres, Inglaterra, criticou a popular tendência de fazer fotografias de si mesmo (chamadas de “selfies”, em inglês), considerando-a prejudicial aos jovens que postam as imagens buscando aprovação e atenção.

A tendência é popular entre celebridades como Rihanna, Justin Bieber e Helen Flanagan, o que influencia muitos jovens, que compartilham todos os aspectos de suas vidas como forma de obtenção de grandes audiências online. No entanto, Jessamy Hibberd alertou que a tendência deixa esses jovens vulneráveis ​​a abusos.

Segundo ela, a abundância dessas imagens em sites de mídia social podem levar a cyber-bullying e problemas com a autoconfiança. A maioria dos adolescentes postam suas fotos em busca de segurança e elogios, mas se tornam vulneráveis a comentários e abuso negativos. É tudo uma questão de comparação – os jovens usam as mídias sociais para medir sua popularidade, basicamente.

Se um adolescente envia uma imagem e não recebe “curtidas”, ou se é seu aniversário e ele não recebe um certo número de mensagens, outros podem perceber isso como um motivo de vergonha. O fato é interpretado como uma indicação de impopularidade.

Redes sociais têm sido alvo de mais análises após o suicídio de Hannah Smith, 14 anos, que supostamente sofreu bullying no site de rede social Ask.fm. A Dr. Hibberd acrescentou: “A comparação de si com os outros acontece no dia-a-dia da vida normal, mas o problema foi agravado por sites como o Facebook”.

No mundo online, as pessoas tendem evidentemente a mostrar o seu melhor lado, o que elas querem que as pessoas vejam e saibam sobre elas – “versões editadas” conscientemente de si mesmas, que nunca mostram o quão frágeis os indivíduos realmente são.

“Eu tenho trabalhado com jovens perturbados por problemas de confiança. As pessoas que postam suas vidas online precisam ter certeza de que são fortes o suficiente para lidar com as reações que podem se suceder”, diz a psicóloga. “Buscar a aprovação desta maneira pode ser prejudicial para a confiança dos jovens. Pode deformar sua percepção de si mesmos mais tarde na vida”.

Os especialistas têm identificado transtornos não apenas psicológicos, mas alimentares, associados a propagação de esterótipos de “físico ideal” em redes sociais. As crianças estão desenvolvendo uma autoconsciência inadequada e precoce, o que é motivo de grande preocupação. “Os jovens não deveriam ter que buscar a aprovação dos outros, mas sim celebrar quem são por dentro”, afirma Jessamy. [sciencetech]

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11 comentários

  • Hibou Potter:

    Tenho exatos 224 amigos no Facebook, admito que não conheço a maioria, não tenho amigos reais fora de redes sociais e no máximo três em redes sociais, recebo 15 curtidas no máximo em minhas fotos e só coloco foto de perfil e não publico fotos. Enquanto isso minha irmã tem quase 3 mil amigos no Facebook, não conhece a maioria, recebe cento e poucas curtidas em fotos e recebe elogios como ‘linda’ ‘perfeita’, nós duas temos a mesma cara, nossa diferença é que ela sabe se socializar e ser…

  • Karim Latorre:

    Concordo. Afinal a maioria dos jovens cria uma grande expectativa segundos depois de postar uma imagem, seja ela qual for, e não estão preparados psicologicamente p/ os efeitos negativos que possam surgir.

  • Karim Latorre:

    Concordo. Os adolescentes criam uma espactativa muito grande segundos depois de postar uma foto ou até mesmo um simples comentário e não estão psicologicamente preparados para os efeitos “negativos” que possam surgir.
    Além de preservar a imagem, os jovens também deveriam selecionar mais as amizades virtuais, parando de competir na quantidade de amigos virtuais.

  • Shannon Souza:

    Com o bum das redes sociais, principalmente o Instagram e o Facebook ser um “selfies” já é comum.

    O problema é que essa “moda” leva a um narcisismo exacerbado. Uma falsa imagem, priorizando padrões de beleza.
    Tentativa de se auto promover mostrando apenas um lado da moeda; um eu superficial para uma sociedade superficial que se importa apenas com o superficial.

  • Luiz Anjos:

    Hoje em dia as pessoas usam a internet para mostrar quem eles “querem” ser, algumas acabam se importando muito com isso, afinal, quem nunca quis ser popular? Mas toda popularidade tem seu preço, e eu não estou disposto a pagar. Afinal, a gente deve ser o que realmente somos,não o que todos querem que sejamos, apenas uma cópia deles mesmos. Eu posto o que eu quero, eu falo o que eu quero, sem me importar com o número de curtidas, auto-confiança vem de dentro de você, e não no número de curtidas na sua foto.

  • Laura Grenzi:

    Popularidade em redes sociais tem o mesmo valor de dinheiro no banco imobiliário

  • Vinícius Vargas:

    “Curta nossa página no Facebook”

  • Filipe Freitas:

    Facebook é só uma consequência. Seja popular, bom em algo, faça bastante musculação e fique bonito, ganhe dinheiro, e consequentemente as curtidas virão (e não importaram nada, só confirmarão o que você já tem na vida real).

  • Igor.R:

    Relação muito tênue, incapaz de provar algo relacionado à autoconfiança.

    Acho que seria mais certo uma causa e consequência invertida nisso, pois quem tira foto de si mesmo normalmente já havia dentro de si alguma insegurança interna ( supõe-se uma insegurança interna).

    Mesmo assim não é uma prova concreta pois uma pessoa pode simplesmente tirar uma foto de si mesmo e postá-la apenas por identificação pessoal, o que é muito normal.

  • Edu Ardo:

    Que modinha imbecil!!

  • Nin Astennu:

    Uai, então o problema não é se fotografar, e sim se importar com a opinião alheia…

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