Engenheiros criam nave espacial para salvar a vida na Terra

Publicado em 3.09.2009

colisão de asteróide
Colisão de asteróide

Salvar a Terra de asteróides perigosos para a existência da humanidade são assunto recorrente nos grandes sucessos de Hollywood, mas agora uma equipe de engenheiros britânicos criou o design de uma nave espacial que poderia salvar o mundo da destruição. A invenção, chamada de trator de gravidade, seria utilizada no caso de um asteróide fosse detectado em rota de colisão com a Terra.

A nave voaria ao lado do asteróide, a apenas 50 metros da superfície da rocha. A esta distância, a nave espacial de dez toneladas conseguiria exercer força gravitacional sobre a rocha, puxando o asteróide em sua direção. Ao modificar o curso de colisão do asteróide durante vários anos, o trator de gravidade poderia mudar a trajetória do corpo celeste e impedir que ele atinja a Terra.

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Detalhes sobre o planejamento da nave espacial surgiram poucas semanas depois de um asteróide atingir Júpiter, deixando para trás uma marca terrível, aproximadamente do tamanho do planeta Terra. Cientistas acreditam que é apenas uma questão de tempo para algo parecido acontecer no nosso planeta, causando estragos inimagináveis. “Infelizmente, é mais uma questão de quando vai ocorrer uma colisão, e não se ela vai acontecer”, afirma Ralph Cordey, da empresa EADS Astrium, que produz naves espaciais para a Nasa.

Perigo real

A agência espacial estadunidense, Nasa, estima que há cem mil asteróides orbitando próximos à Terra com um tamanho grande suficiente para causar danos. Até o momento, a agência afirma acompanhar a trajetória de 6,363 deles. Para se ter uma ideia do estrago, um asteróide do tamanho de uma bola de futebol poderia causar destruição em uma cidade inteira, além de lançar material em chamas à atmosfera e causar ondas gigantescas no mar. Em 1908, se teoriza que um meteoro deste tamanho caiu sobre o lago Tunguska, na Sibéria, e destruiu toda a região das florestas locais.

Para evitar desastres semelhantes, a Astrium criou o trator de gravidade, que deve conseguir impedir asteróides de até 400 metros de comprimento. Um objeto deste tamanho liberaria cem mil vezes mais energia do que a bomba nuclear jogada sobre Hiroshima na Segunda Guerra Mundial. “Qualquer coisa acima de 30 metros de comprimento é uma ameaça à Terra”, afirma Cordey.

O trator de gravidade, que tem 30 metros, deve ser lançado vinte anos antes que um asteróide deva chegar ao planeta, dando tempo suficiente para que ele mude a trajetória do corpo celestial. Para isso, a equipe que projetou a nave planejou os detalhes da missão de modo que a nave possa ser construída em pouco tempo e utilizando tecnologias já existentes. Christian Trenkel, que trabalhou no planejamento da nave, afirma que ela pode ser colocada em prática a qualquer momento.

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Projeções de 2004 afirmam que o asteróide Apophis tem uma em 37 chances de atingir a Terra em 2029. Esta possibilidade foi descartada, mas cientistas acreditam que o Apophis pode passar por um ponto no espaço que o colocaria em uma trajetória em direção ao planeta, desta vez em 2036.

Kevin Yates, responsável pelo aviso às autoridades britânicas quanto ao risco de asteróides e cometas, afirma ainda que há um problema político no lançamento da nave: “Seria muito difícil se a missão apenas mudasse o ponto de colisão do asteróide de um país para o outro”, diz. [Telegraph]

Autor: Eduardo Martins

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15 Comentários

  1. Para isso dar certo teríamos que descobrir o asteróide e calcular sua rota com, pelo menos, dez anos de antecedência. Isso é impossível, pois em 10 anos um asteróide muda de rota inúmeras vezes. Se uma simples nave de 10 toneladas pode alterar sua rota, então o que dizer de outros asteróides, cometas, atração solar, de Jupiter, Lua, Marte, etc. Ou seja, esse corpo celeste tem uma órbita muito instável, não dá para antecipar sua trajetória com tanta antecedência. Ou seja, quando tivermos certeza da colisão, o corpo já estará a alguns meses da colisão. Então outras soluções devem ser viabilizadas, ou seja, o arrasto fisico talvez seja a unica solução, se isso for possível, pois a maioria dos asteróides são apenas um saco de pedras.

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  2. Hahã, mas a constante gravitacional é de 0,0000000000661, assim os 10 mil kg da nave, mais a massa do asteróite não daria assim para fazer um atrator com força suficiente para fazer um desvio considerável.

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  3. Bom, posso estar enganado no entanto acho pouco provável que essa nave de “30 metros” consiga mudar a rota “consideravelmente” de um asteroide de 400 metros vindo em direção a terra, algo me diz que essa nave é para o nosso ilustre visitante, o Apophis …rsrs, bom, vamos ver no que dá.

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  4. ate parece que os enenheiros iriam fazer uma nave eu conheço muitos engenheiros e a maioria fala que isso e mentira. mesmo se eles fizerem uma nave , os humanos vao continuar destruindo o planeta , ate que acabe. falow pessoal :)

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  5. O e dificil opinar mas o mundo que nos vivemos ja esta no fim,construi uma nave pra redirecionar meteoridos fala serio porque nao cria uma nave pra transporta pessoas pra outros planetas pra colonizar

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  6. Mesmo que essa nave possa aproximar de asteroíde de tamanho máximo de 400 metros; a atração entre sí não seria tão grande e por outro lado como a gravidade está presente em ambos… é mais provável que o asteroíde atraia a nave… Ou imagine a força contrária que a nave deve fazer para não ser atraído pelo asteroíde.

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  7. Olá a todos.
    Desculpem a ignorância, mas não seria mais fácil e confiável a nave empurrar o asteróide, em vez de só usar o trator gravitacional ?
    Abraços

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    • Olha, Marcos, eles pensam em usar a fraquíssima atração gravitacional existente entre a nave e o asteróide, para EVITAR manipulações do asteróide.Se fosse para empurrá-lo, teriam que atracar a nave na rocha espacial de algum modo, ou envolvê-la com algo semelhante a uma gigantesca rede de pesca.Assim, preferem deixar a nave posicionada dinâmicamente bem próximo do asteróide, por muitos anos, para desviá-lo.

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  8. Da onde esse cara tirou essa idéia de que vai desviar pro terceiro mundo…
    É cada uma….

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  9. Não foi exagero afirmar que a queda de um asteróide do tamanho de uma bola de futebol resultaria em energia suficiente para destruir uma cidade?

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  10. Essa notícia é séria e verdadeira… Como astrônomo amador eu sei disso… Mas a difusão massiva dessa notícia pode causar uma comoção tão grande entre as pessoas que pode levar a um total desarranjo sócio-econômico nos povos que inviabilizaria até os próprios projetos de defesa do planeta… Acho que devemos ter cautela na difusão de certas notícias, embora sejam verdadeiras, pode ser um tiro no próprio pé quando difundidas além dos cientistas… enfim, o ser humano pode ter raciocínio, mas ainda é estúpido suficiente para fazer especulações nada sérias.

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  11. Pois é. Muda a rota de colisão do asteróide: Ao invés de cair na cabeça dos desenvolvidos, cai em cima do 3º mundo. Nada mais conveniente, não é?

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