A internet está reprogramando o cérebro dos jovens

Publicado em 22.02.2010

criança computador

Parece que não é só conversa de professores e de pais paranóicos. Os jovens estão perdendo a capacidade de estudar porque a internet está reprogramando seus cérebros, de acordo com cientistas.

Uma pesquisa examinou o impacto da internet em 100 adolescentes, pedindo para que eles respondessem a algumas perguntas fazendo algum tipo de pesquisa na internet. Os cientistas descobriram que os mais novos pesquisavam bem menos que os mais velhos, procurando em metade das páginas que os outros procuravam.

Quando estavam pesquisando um tópico, eles não viam mais de duas ou três páginas, quando havia milhares de páginas disponíveis na web.

Mas, de acordo com os pesquisadores, a maior surpresa foi o tempo em que eles ficavam em cada página – parece que nem os mais jovens nem os mais velhos ficavam muito tempo na mesma página lendo as informações.

Segundo professores universitários, quando calouros entram na faculdade, a primeira coisa que eles perguntam é “o que devemos ler?”. Quando os professores respondem que é um livro a próxima pergunta (sempre seguida de um resmungo) é “quantas páginas ele tem?”. Isso acontece por que, na verdade, eles não lêem um livro há mais de dez anos e estão acostumados a fazer pesquisas na internet, de forma mais dinâmica e menos profunda. [Telegraph]

Autor: Cezar Ribas

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29 Comentários

  1. Os artigos aqui são todos excelentes. Informam e proporcionam a troca de idéias as mais variadas: umas pertinentes, outras nem tanto.
    A tecnologia avança – ótimo que assim seja! As ferramentas de busca em muito auxiliam.
    Todavia, não se pode deixar de considerar – sem saudosismo algum – o quanto se aprendia há uns 50 anos. Latim era (e é) fundamental para as linguas neolatinas, como o Francês, o Italiano, o Espanhol, o Romeno e o Português (entre outras que, principalmente do Espanhol e Francês se originaram, formando espécies de dialetos, como o Catalão, p. ex.).
    Ninguém saía do ‘ginásio’ falando Latim, Frances, ou Ingles. Garanto-lhes, todavia, que nossa lingua era bem falada e bem escrita (o que dificilmente ocorre hoje)…

    Para dar-lhes uma idéia da triste situação em que se encontra o Ensino em nosso país: ao abrir a Tribuna do Advogado, não há uma só edição que não contenha anúncios: ” Ensina-se Portugues para advogados”… o que claramente demonstra a falta de conhecimento da língua que, no caso, é a ‘arma’ que nós advogados usamos para combater todas as iniquidades, injustiças, desigualdades sociais, etc.
    Penso: que tipo de escolas frequentaram, como foram aprovados, de que maneira entraram para a faculdade e, acima e além: como conseguiram passar no Exame de ordem?(*)

    A meu ver, existe ‘culpa’, sim: é o Estado, que após as Leis de Diretrizes e Bases, ficou ‘sem diretrizes e sem bases’. As ‘vítimas’ são os alunos. Os que querem realmente estudar, o fazem, mas a obrigatoriedade do Ensino, parece ter-se tornado ‘letra morta’ na Constituição. Quanto mais ignorante um povo é, mais fácil será manipulá-lo…
    Isso é uma lástima, pois o brasileiro é um povo inteligente, curioso, criativo…

    Desculpem-me, sinto que, neste meu ‘desabafo’, saí do que pretendia. Mas valeu a pena.

    Que o governo dê à Educação a atenção que merece e possamos ter um povo desenvolvido intelectualmente ao seu máximo.
    Que a internet seja usada da melhor maneira possível.
    Que os livros todos, principalmente os Clássicos, voltem a ser lidos pelos estudantes!

    Mirna Cavalcanti de Albuquerque
    OAB/RJ 004762

    (*) É bem verdade que o número de reprovados é por demais elevado. Da mesma forma nota-se a flagrante pobreza de conhecimentos necessários para serem bem sucedidos nos exames para preencher cargos na Magistratura: sobram vagas, pois poucos são os aprovados.
    rris:. onl

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  2. Creio que seja boa a mudança, de certo modo. Não quer dizer que os jovens estão perdendo a capacidade de estudar mas sim que eles estão se adaptando para utilizar melhor uma ferramenta cada vez mais presente.

    O fato de que eles demoram menos para fazer uma pesquisa online e lendo os sites significa apenas que não os interessa naquele momento aprofundar-se sobre o assunto, sendo mais vantajoso apenas correr os olhos sobre o texto e verificar se ele se relaciona ou não ao tema desejado. Não significa necessariamente que não seriam capazes de ler e compreender o conteúdo se estudassem com mais calma.

    Prova disso? Aplique um teste ao estilo das provinhas da escola sobre os temas apresentados nos sites buscados. Se eles realmente não fossem capazes de estudar, o resultado do teste seria ruim para todos.

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  3. O problema não é a internete (isso é neofobia recalcada diante de algo muito grande), mas a educação que não evoluiu.

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  4. Concordo com a opinião de alguns daqui,eu sempre me preocupei com informação e conhecimento.
    Faço uma faculdade que em minha cidade poucos conhecem e tenho que explicar o que ela estuda.
    Faço Biblioteconomia e estudo informação,escolhe essa faculdade pois gosto de ganha conhecimento e livros infelizmente tenho que dizer que são caros mas tenho alguns e empresto para quem gosta de ler.
    Sou a favor da internet,não somente como meio de pesquisa mais como meio de aprendizado.
    O mais importante é verificar se aquela informação é correta,já que tem muitas informações e poucas são exatas.

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  5. A maioria de vcs esta muito confiante na tecnologia e na continuidade da civilização consumista e capitalista. Não acho correto julgar os jovens e suas atitudes pq são imaturos e despreparados. Adquirem uma falsa confiança achando q não precisam de experiência reais para viver. O tempo molda o individuo, precisamos de esforço e disciplina ou então perdemos os valores básicos q nos fazem evoluir para melhor. E volto a dizer, qdo a energia faltar, o q será deles?

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  6. Professores se acostumaram a considerar a memorização de conhecimentos como única forma de avaliação de desempenho do estudante.

    No passado, quando a informação era escassa, os professores passavam trabalhos sem sentido, sem objetivo, apenas para forçar os estudantes a ler certo número de páginas, e escrever outras tantas.

    Hoje, continuam com a mesma metodologia: pedem que os estudantes escrevam páginas sobre algum tema. O estudante copia o primeiro texto que encontra na internet, e se livra da chatice.

    Se, em vez de pedir páginas escritas, os professores pedissem solução para problemas, ou opiniões sobre algum tema, a história seria outra.

    PS: sou professor.

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  7. Apenas posso dizer que trabalho com tecnologia, internet, etc desde 96, mais ou menos, e nem por isso deixei de ler livros.
    Acho que leitura é questão de hábito, e isso vem de berço, coisa que os pais devem estimular.
    Mas nada impede que cada faça por si.
    Eu na realidade já deixei de me incomodar por isso, aqui onde trabalho, uma empresa de tecnologia, tem muitos jovens, recém formados que querem trabalhar porém nem aos menos sabem escrever ou tem algo além para oferecer do que somente lhes foi ensinado. Uma lástima, mas também acredito que sempre iremos precisar de bons garis, bons pedreiros, etc..

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  8. Internet é apenas uma ferramenta, o uso cada um faz o seu. Sou um leitor contumaz, mas confesso que o hiperlink e o google me oferem sempre mais do que eu busco. Fatalmente haverá o dia em que a maioria das pessoas dependerá da net até para chegar em casa. Sempre haverão os usuarios basicos, os medianos e os que extraem o maximo do recurso computacional. Como professor não importo com a origem do material mas cobro a apresentação oral e que saibam responder sobre algo mais que o apresentado. Outro dia dei para uma vizinha uma venerada enciclopedia barsa, meus olhos encheram de lagrimas mas o futuro é INEVITAVEL.
    Sobre os jovens: “o que engorda o porco é o olho do dono”, no caso os pais.

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